Resumo de Terapia Intensiva
14 tópicos de Terapia Intensiva, cada um resumido nos 5 pontos que mais caem em prova e concurso. É a mesma grade dos Resumos do app Espaço Fisioterapia; 2 tópicos são grátis no app, e o texto completo de cada um, com quiz no fim, está lá.
O ambiente da UTI e o papel do fisioterapeuta
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Equipe, rotina e escopo de atuação.
- 1.A UTI monitora continuamente e sustenta as funções vitais do paciente crítico.
- 2.A equipe multiprofissional decide em conjunto, principalmente em rounds e na passagem de plantão.
- 3.A RDC 7/2010 exige fisioterapeuta 18h/dia na UTI, na proporção de 1 para cada 10 leitos, com coordenador.
- 4.A rotina do fisioterapeuta segue o ciclo avaliar, decidir, executar, reavaliar e registrar.
- 5.O escopo de atuação cobre os eixos respiratório, motor, de monitorização e de preparo para a alta.
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Monitorização hemodinâmica e ventilatória
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O que os números na tela querem dizer.
- 1.O monitor multiparamétrico reúne ECG, pressão arterial, SpO2, frequência respiratória e temperatura em tempo real.
- 2.PAM é o número mais relevante para perfusão de órgãos, com meta geral de 65 mmHg ou mais em choque.
- 3.PAI (linha arterial) é padrão em instabilidade e permite coleta de gasometria sem nova punção.
- 4.Capnografia (EtCO2) confirma via aérea, monitora ventilação e ajuda a detectar intercorrências.
- 5.PVC e monitorização avançada (Swan-Ganz, PiCCO) exigem interpretação integrada, não leitura isolada.
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Interpretação de gasometria arterial
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Passo a passo para ler um exame.
- 1.A leitura da gasometria segue ordem fixa: pH, depois PaCO2, depois HCO3, e só depois a oxigenação.
- 2.O pH abaixo de 7,35 define acidose e acima de 7,45 define alcalose.
- 3.O componente que combina com a direção do pH define o distúrbio primário como respiratório ou metabólico.
- 4.A compensação pode ser ausente, parcial ou total, e o distúrbio misto surge quando dois processos empurram o pH na mesma direção.
- 5.A oxigenação se avalia à parte, de preferência pela relação PaO2/FiO2, e não pela PaO2 isolada.
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Ventilação mecânica: modos e parâmetros
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Modos básicos e ajuste inicial.
- 1.Ventilação mecânica é suporte artificial, total ou parcial, da função ventilatória, em geral por pressão positiva.
- 2.Todo ciclo tem quatro fases: disparo, fase inspiratória, ciclagem e fase expiratória.
- 3.Modos se classificam por variável de controle (VCV ou PCV) e por grau de suporte (A/C, SIMV, PSV, CPAP).
- 4.Ajuste inicial: VC de 6 a 8 ml/kg de peso predito, FR de 12 a 20 irpm, PEEP baixa titulada e menor FiO2 possível.
- 5.Driving pressure (platô menos PEEP) é marcador de risco de lesão pulmonar quando elevada.
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Desmame e extubação
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Critérios, testes e falha de desmame.
- 1.Triagem diária confirma estabilidade respiratória, hemodinâmica e neurológica antes do TRE.
- 2.IRRS e PImax são os principais índices preditivos usados à beira do leito.
- 3.TRE tolerado por 30 a 120 minutos indica capacidade de manter ventilação espontânea.
- 4.Desmame se classifica em simples, difícil ou prolongado conforme tentativas e tempo até o sucesso.
- 5.Extubação segura soma TRE positivo a via aérea pérvia, tosse eficaz e baixo risco de falha.
Via aérea artificial e aspiração
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Técnica, indicação e complicações.
- 1.Vias aéreas artificiais: tubo orotraqueal para curto prazo, traqueostomia para prazo prolongado.
- 2.Balonete mantido entre 20 e 30 cmH2O, aferido com cuffômetro.
- 3.Aspiração é indicada por sinais clínicos, nunca por rotina fixa.
- 4.Sistema fechado preserva PEEP e reduz aerossolização; sistema aberto exige técnica estéril rigorosa.
- 5.Principais riscos: hipoxemia, bradicardia vagal, trauma de mucosa e infecção.
Fraqueza adquirida na UTI
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Polineuromiopatia do doente crítico.
- 1.ICU-AW é fraqueza simétrica generalizada sem outra causa, diagnóstico de exclusão.
- 2.Duas entidades de base: polineuropatia (axonal) e miopatia (perda de miosina); a associação é a PNMC.
- 3.Sepse, imobilismo, hiperglicemia e corticoide com bloqueador neuromuscular são os principais fatores de risco.
- 4.MRC somado abaixo de 48, com paciente colaborativo e nível de sedação adequado, define fraqueza clinicamente significativa.
- 5.Consequências incluem falha de desmame, maior tempo de UTI e mortalidade; prevenção envolve sedação leve, controle glicêmico e mobilização precoce.
Mobilização precoce: critérios e progressão
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Quando é seguro mobilizar e até onde ir.
- 1.Mobilização precoce começa nas primeiras 24 a 72h de UTI, mesmo sob ventilação mecânica.
- 2.Segurança é avaliada em três eixos: respiratório, cardiovascular e neurológico.
- 3.Elegibilidade é reavaliada a cada sessão, não apenas na admissão.
- 4.Progressão vai da mobilização passiva à marcha, partindo do último nível tolerado.
- 5.Sinais de intolerância (SpO2, FC, PA, dor, risco de dispositivo) interrompem a sessão sem encerrar o programa.
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Sepse, choque e disfunção de múltiplos órgãos
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Da triagem com qSOFA às drogas vasoativas.
- 1.Sepse é disfunção orgânica, não só infecção com SIRS.
- 2.SOFA avalia seis sistemas e diagnostica com variação de 2 pontos ou mais.
- 3.qSOFA sinaliza risco à beira do leito, mas tem baixa sensibilidade.
- 4.Pacote inicial: lactato, culturas, antibiótico, cristaloide e vasopressor.
- 5.Noradrenalina primeiro, vasopressina como adjuvante, dopamina não.
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Sedação, analgesia e delirium na UTI
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RASS, CAM-ICU e por que sedação leve favorece a mobilização.
- 1.Tratar a dor primeiro reduz a necessidade de sedação.
- 2.RASS guia a sedação, Glasgow não serve para isso.
- 3.CAM-ICU detecta delirium mesmo em paciente intubado.
- 4.Sedação leve (em geral RASS 0 a -2) favorece a mobilização ativa.
- 5.Pacote ABCDEF integra dor, sedação, delirium e mobilidade precoce.
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Neurointensivismo: hipertensão intracraniana, TCE e hemorragia subaracnoide
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Glasgow, tríade de Cushing e os cuidados na mobilização do neurocrítico.
- 1.HIC é PIC sustentada acima de 20 a 22 mmHg.
- 2.Glasgow vai de 3 a 15; o componente motor é o mais prognóstico.
- 3.Cushing aparece tarde; queda da ECG e anisocoria vêm antes.
- 4.Cabeceira a 30°, cabeça neutra, normoxemia e normocapnia.
- 5.Só progrida para mobilização ativa com PIC e PPC estáveis e aneurisma tratado.
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Morte encefálica: critérios e protocolo
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Resolução CFM 2.173/2017 e os testes que o fisioterapeuta acompanha.
- 1.A ME é morte legal, regulada pela Resolução CFM 2.173/2017.
- 2.O protocolo é obrigatório e não depende de doação de órgãos.
- 3.Dois médicos capacitados, fora da equipe de transplante, fazem os exames clínicos.
- 4.Teste de apneia é único e exige pré-oxigenação e PaCO2 entre 35 e 45 mmHg.
- 5.O fisioterapeuta prepara a ventilação, acompanha a apneia e mantém o potencial doador.
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SDRA: critérios de Berlim, ventilação protetora e pronação
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O que define a SDRA e o que o fisioterapeuta faz à beira do leito.
- 1.SDRA é edema inflamatório difuso, com shunt e baby lung.
- 2.Berlim: até 1 semana, opacidade bilateral, edema não cardiogênico, PEEP de no mínimo 5.
- 3.Ventilação protetora: 6 mL/kg de peso predito, platô até 30, hipercapnia permissiva.
- 4.Prona longa e precoce reduz mortalidade na SDRA moderada a grave.
- 5.Fisio: monitora mecânica, aspira em sistema fechado e conduz a pronação.
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Parada cardiorrespiratória: suporte avançado de vida
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Ritmos, drogas, causas reversíveis e o papel do fisioterapeuta no time.
- 1.Compressões de 100 a 120/min, 5 a 6 cm, retorno total e troca a cada 2 min.
- 2.Sem via aérea avançada, 30:2. Com via aérea avançada, 1 ventilação a cada 6 s.
- 3.FV/TVSP: choque precoce. Assistolia/AESP: RCP, adrenalina e busca da causa.
- 4.Causas reversíveis: 5H e 5T, com atenção a hipóxia e pneumotórax no ventilado.
- 5.Fisioterapeuta: via aérea, ventilação, capnografia, revezamento e ajuste pós-RCE.
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