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Neurointensivismo: hipertensão intracraniana, TCE e hemorragia subaracnoide

Glasgow, tríade de Cushing e os cuidados na mobilização do neurocrítico.

Terapia Intensiva · 7 min de leitura no app · atualizado em 18/10/2026

Resumo em 5 pontos

  1. 1HIC é PIC sustentada acima de 20 a 22 mmHg.
  2. 2Glasgow vai de 3 a 15; o componente motor é o mais prognóstico.
  3. 3Cushing aparece tarde; queda da ECG e anisocoria vêm antes.
  4. 4Cabeceira a 30°, cabeça neutra, normoxemia e normocapnia.
  5. 5Só progrida para mobilização ativa com PIC e PPC estáveis e aneurisma tratado.

O que cai na prova

Começo do resumo

Base fisiopatológica: Monro-Kellie, PIC e PPC

O crânio do adulto é uma caixa rígida com três conteúdos: parênquima cerebral, sangue e líquor. Pela doutrina de Monro-Kellie, se um deles aumenta (edema, hematoma, hidrocefalia), outro precisa diminuir para a pressão não subir.

No início, o sistema compensa deslocando líquor para o canal medular e reduzindo o volume venoso. Quando essa reserva se esgota, pequenos acréscimos de volume geram grandes elevações de pressão. Esse é o ponto da curva em que o paciente descompensa rápido.

Os valores que você precisa dominar:

  • Pressão intracraniana (PIC) normal no adulto: cerca de 5 a 15 mmHg.
  • Hipertensão intracraniana (HIC): PIC sustentada acima de 20 mmHg. A diretriz da Brain Trauma Foundation para TCE grave (4ª edição) passou a usar 22 mmHg como limiar de tratamento. As duas referências aparecem em provas.
  • Pressão de perfusão cerebral (PPC) = PAM menos PIC.
  • Meta de PPC no TCE grave: em torno de 60 a 70 mmHg.

O resumo completo, com quiz no fim, está no app no Plus.

O que tem no resumo completo

Neurointensivismo: hipertensão intracraniana, TCE e hemorragia subaracnoide em 5 pontos | Terapia Intensiva