Espaço Fisioterapia

Resumo de Ortopedia e Traumatologia

17 tópicos de Ortopedia e Traumatologia, cada um resumido nos 5 pontos que mais caem em prova e concurso. É a mesma grade dos Resumos do app Espaço Fisioterapia; 3 tópicos são grátis no app, e o texto completo de cada um, com quiz no fim, está lá.

Reparo tecidual, consolidação óssea e fases da reabilitação

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O relógio biológico que define o que pode ser feito e quando.

  1. 1.Tecido mole cicatriza em três fases: inflamatória, proliferativa e remodelação.
  2. 2.Osso consolida passando por hematoma, calo mole, calo duro e remodelação.
  3. 3.Consolidação primária é direta e sem calo; secundária é a mais comum, com calo.
  4. 4.Tabagismo, comorbidades, AINEs e má vascularização atrasam a consolidação óssea.
  5. 5.Fases da reabilitação acompanham a biologia do tecido, mas a progressão segue critérios clínicos, não só o tempo.

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Progressão de carga e exercício terapêutico em ortopedia

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Como dosar carga sem passar do ponto nem ficar aquém.

  1. 1.Progressão de carga é ajuste sistemático do estímulo mecânico, guiado por critérios, não por calendário.
  2. 2.Princípios-chave: sobrecarga progressiva, especificidade, individualidade biológica, reversibilidade e variação.
  3. 3.Variáveis de dosagem: volume, intensidade, frequência, tipo de contração, cadeia cinética e amplitude de movimento.
  4. 4.Monitorar dor (regra das 24h) e esforço percebido (Borg CR10) orienta a decisão de progredir ou recuar.
  5. 5.Erros comuns: progredir por tempo fixo, mudar várias variáveis juntas e subdosar por medo da dor.

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Ombro

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Complexo do ombro: anatomia aplicada, dor subacromial, manguito, instabilidade e conduta.

  1. 1.O manguito rotador (supraespinhal, infraespinhal, redondo menor, subescapular) estabiliza dinamicamente uma articulação com pouca congruência óssea.
  2. 2.Dor subacromial é hoje vista como multifatorial, não apenas mecânica, e o termo vem substituindo síndrome do impacto.
  3. 3.Arco doloroso, entre 60° e 120°, é o achado clínico mais prático para dor subacromial.
  4. 4.Instabilidade anterior é a mais comum; os testes de apreensão anterior e posterior orientam a direção do problema.
  5. 5.Capsulite adesiva se distingue por perder amplitude ativa e passiva, evoluindo em fases de congelamento, congelada e descongelamento.

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Cotovelo

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Epicondilalgias, rigidez e as afecções mais frequentes.

  1. 1.Cotovelo tem três articulações numa única cápsula: umeroulnar, umerorradial e radioulnar proximal.
  2. 2.Epicondilite lateral (tenista) é mais comum que a medial (golfista) e é uma tendinose degenerativa.
  3. 3.Teste de Cozen avalia a lateral; teste do cotovelo de golfista avalia a medial.
  4. 4.Rigidez pós-trauma pede mobilização precoce e protegida, nunca alongamento agressivo.
  5. 5.Bursite olecraniana mecânica exige diferenciação obrigatória de bursite séptica.

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Punho e mão

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Túnel do carpo, tendinopatias e trauma da mão.

  1. 1.Túnel do carpo comprime o nervo mediano; a palma é poupada pelo ramo cutâneo palmar.
  2. 2.Canal de Guyon comprime o nervo ulnar; o dorso da mão é poupado.
  3. 3.De Quervain acomete o primeiro compartimento extensor; o teste de Finkelstein reproduz a dor.
  4. 4.Escafoide é a fratura de carpo mais comum, com risco de necrose avascular no polo proximal.
  5. 5.Tendinopatia trata com carga progressiva, não com repouso prolongado.

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Coluna cervical

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Cervicalgia, radiculopatia e diferenciação de dor referida.

  1. 1.Cervicalgia mecânica não apresenta déficit neurológico; radiculopatia sim.
  2. 2.C5-C6 e C6-C7 concentram a maioria das radiculopatias cervicais.
  3. 3.Hoffmann positivo e hiperreflexia apontam para mielopatia, não radiculopatia.
  4. 4.Cefaleia cervicogênica nasce na coluna cervical alta (C1-C3) e mimetiza outras cefaleias.
  5. 5.NDI mede incapacidade funcional; EVA/NPRS mede intensidade da dor.

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Coluna toracolombar

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Lombalgia inespecífica, hérnia discal e classificação por sintomas.

  1. 1.Lombalgia inespecífica é a apresentação mais comum de dor lombar e exige rastreio de red flags antes do rótulo
  2. 2.Hérnia discal acomete mais L4-L5 e L5-S1, geralmente na direção posterolateral
  3. 3.A raiz comprimida depende da direção da hérnia: posterolateral atinge a raiz do nível abaixo, foraminal atinge a raiz do mesmo nível
  4. 4.Classificação por sintomas (McKenzie) usa a resposta ao movimento repetido, com centralização como sinal de bom prognóstico
  5. 5.Conduta inicial prioriza manter-se ativo e exercício terapêutico, evitando repouso prolongado e foco isolado na imagem

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Quadril e pelve

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Impacto femoroacetabular, tendinopatias glúteas e dor inguinal.

  1. 1.Pelve é formada por ílio, ísquio e púbis, unidos no acetábulo, com o sacro fechando o anel pélvico nas sacroilíacas.
  2. 2.Impacto femoroacetabular é contato anormal fêmur-acetábulo (came, pincer ou misto), com dor inguinal e sinal do C.
  3. 3.Dor lateral do quadril é majoritariamente tendinopatia glútea por compressão em adução, não bursite isolada.
  4. 4.Dor inguinal exige raciocínio por estrutura, adutor, iliopsoas, púbis ou quadril, pois raramente é lesão única.
  5. 5.Conduta inicial é conservadora, com controle da compressão e fortalecimento de abdutores; cirurgia é reserva para falha terapêutica.

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Joelho: ligamentar e meniscal

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LCA, colaterais e meniscos — da lesão ao retorno ao esporte.

  1. 1.LCA controla a translação anterior da tíbia; a lesão é predominantemente sem contato, com valgo dinâmico e rotação interna.
  2. 2.Lachman é o teste mais sensível; pivot-shift é mais específico e reproduz a instabilidade funcional.
  3. 3.LCM cicatriza bem com tratamento conservador; LCL e canto posterolateral costumam exigir cirurgia.
  4. 4.Sutura meniscal depende da vascularização e do padrão da ruptura; preservar o menisco protege a cartilagem.
  5. 5.Retorno ao esporte exige critérios funcionais e psicológicos, não apenas o tempo decorrido de cirurgia.

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Joelho: dor anterior e tendinopatias

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Dor femoropatelar e tendinopatia patelar.

  1. 1.Ângulo Q e LPFM determinam o trilhamento e a estabilidade da patela.
  2. 2.Transtorno femoropatelar reúne SDFP, condromalácia e instabilidade patelar, com mecanismos distintos.
  3. 3.Bursite pré-patelar, bursite anserina e derrame articular são diferenciais de dor anterior a distinguir na palpação.
  4. 4.Tendinopatia patelar segue o modelo de continuum e responde a carga progressiva, não a repouso.
  5. 5.Avaliação combina apreensão patelar, VISA-P e EVA/NPRS, com foco em controle proximal de quadril na conduta.

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Tornozelo e pé

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Entorse, instabilidade crônica e afecções do retropé.

  1. 1.Entorse por inversão lesiona principalmente o ligamento talofibular anterior.
  2. 2.Entorse por eversão é rara e exige descartar fratura ou lesão de sindesmose.
  3. 3.Instabilidade crônica combina frouxidão mecânica e déficit proprioceptivo funcional.
  4. 4.Coleman Block Test diferencia varo de retropé flexível de fixo.
  5. 5.Reabilitação funcional com propriocepção e fortalecimento reduz recidiva; evitar imobilização prolongada.

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Pós-operatório, órteses e auxiliares de marcha

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Princípios gerais de reabilitação pós-cirúrgica e dispositivos.

  1. 1.O protocolo do cirurgião sempre prevalece sobre um protocolo genérico de reabilitação.
  2. 2.O status de descarga de peso (WBAT, PWB, TDWB, NWB) define o auxiliar de marcha indicado.
  3. 3.Órtese modifica um segmento presente; prótese substitui um segmento ausente por amputação.
  4. 4.Os padrões de marcha com muleta (2, 3, 4 pontos e oscilante) variam conforme a capacidade de apoio de cada membro.
  5. 5.FAC, TUG, DGI, Tinetti/POMA e marcha em tandem orientam a progressão segura do dispositivo de marcha.

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Fraturas: classificação, princípios de tratamento e consolidação

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Traço, exposição, redução e fixação: a gramática comum a toda fratura.

  1. 1.Descreva a fratura em ordem: osso, região, articular, traço, desvio, exposição.
  2. 2.Oblíquo, espiral e cominutivo tendem a ser instáveis. Transverso reduzido resiste à compressão.
  3. 3.Fratura exposta pede antibiótico precoce, antitetânica, desbridamento e estabilização.
  4. 4.O tratamento segue três etapas: reduzir (quando há desvio inaceitável), manter e reabilitar.
  5. 5.O tipo de fixação define a consolidação e orienta a liberação de carga.

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Fraturas e luxações por segmento

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Os epônimos e as fraturas que caem em prova, do úmero ao tornozelo.

  1. 1.Luxação de ombro anterior é a mais comum: Hill-Sachs na cabeça, Bankart no lábio.
  2. 2.Supracondiliana infantil ameaça artéria braquial e pode deixar cúbito varo.
  3. 3.Escafoide com dor na tabaqueira é fratura até prova em contrário (o polo proximal pode necrosar).
  4. 4.Colo do fêmur desviado tem risco de necrose avascular, graduado por Garden.
  5. 5.Jones (zona 2 do 5º metatarso) consolida pior que a avulsão da tuberosidade.

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Complicações do trauma musculoesquelético e politrauma

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Síndrome compartimental, embolia gordurosa, SDRC e o paciente politraumatizado.

  1. 1.Síndrome compartimental é emergência cirúrgica tratada com fasciotomia.
  2. 2.Compartimento anterior da perna é o mais acometido (nervo fibular profundo).
  3. 3.Embolia gordurosa se previne com fixação precoce de ossos longos.
  4. 4.SDRC se trata com movimento ativo gradual, educação e imagens motoras.
  5. 5.No politrauma, siga o ABCDE e procure lesões despercebidas.

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Infecções osteoarticulares: osteomielite, artrite séptica e tuberculose óssea

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Infecção no osso e na articulação: diagnóstico rápido e sequelas.

  1. 1.Vias de infecção: hematogênica, contiguidade e insuficiência vascular.
  2. 2.PCR acompanha a resposta. Biópsia confirma a osteomielite crônica.
  3. 3.Kocher ajuda a diferenciar artrite séptica de sinovite transitória do quadril.
  4. 4.Tríade de Phemister é a marca radiográfica da artrite tuberculosa.
  5. 5.Fisioterapia: reconhecer alerta, evitar contratura e só progredir com infecção controlada.

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Tumores ósseos e lesões pseudotumorais

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Benigno, maligno e as lesões que imitam tumor.

  1. 1.Idade e localização no osso são as principais pistas diagnósticas.
  2. 2.Osteocondroma é o benigno mais comum. Crescer após a maturidade é alerta.
  3. 3.Cisto simples, displasia fibrosa e miosite ossificante imitam tumor.
  4. 4.Osteossarcoma predomina na metáfise ao redor do joelho. Ewing fica na diáfise e na pelve.
  5. 5.Dor noturna, massa e fratura com trauma mínimo exigem encaminhamento.

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Resumo de Ortopedia e Traumatologia para prova e concurso