Joelho: dor anterior e tendinopatias
Dor femoropatelar e tendinopatia patelar.
Ortopedia e Traumatologia · 7 min de leitura no app · atualizado em 20/08/2026
Resumo em 5 pontos
- 1Ângulo Q e LPFM determinam o trilhamento e a estabilidade da patela.
- 2Transtorno femoropatelar reúne SDFP, condromalácia e instabilidade patelar, com mecanismos distintos.
- 3Bursite pré-patelar, bursite anserina e derrame articular são diferenciais de dor anterior a distinguir na palpação.
- 4Tendinopatia patelar segue o modelo de continuum e responde a carga progressiva, não a repouso.
- 5Avaliação combina apreensão patelar, VISA-P e EVA/NPRS, com foco em controle proximal de quadril na conduta.
O que cai na prova
- LPFM: principal restritor à translação lateral da patela; costuma romper na primeira luxação patelar.
- Sinal do cinema: dor anterior após sentar por tempo prolongado com o joelho fletido, clássico da SDFP.
- Condromalácia ≠ SDFP: condromalácia é achado estrutural de cartilagem; SDFP é diagnóstico clínico, e a correlação entre os dois é fraca.
- Tendinopatia patelar: acomete predominantemente o polo inferior da patela, por sobrecarga de tração, não por inflamação clássica.
- VISA-P: instrumento específico para tendinopatia patelar, avalia dor, função e capacidade esportiva.
Começo do resumo
Anatomia aplicada da articulação femoropatelar
A patela é o maior osso sesamoide do corpo, envolvida pelo tendão do quadríceps e pelo tendão patelar, formando o mecanismo extensor do joelho. Sua função é aumentar o braço de alavanca do quadríceps, funcionando como uma polia que redireciona a força de extensão para a tíbia.
A face posterior da patela tem facetas medial e lateral que deslizam sobre o sulco troclear do fêmur. Esse trilhamento (tracking patelar) depende do equilíbrio entre estruturas ósseas, ligamentares e musculares ao longo de toda a amplitude de flexão do joelho.
O ângulo Q mede o vetor de tração do quadríceps sobre a patela: é o ângulo formado entre a linha da espinha ilíaca ântero-superior até o centro da patela e a linha do centro da patela até a tuberosidade tibial. Valores aumentados favorecem um vetor lateral maior, associado a maior risco de dor e instabilidade femoropatelar.
O resumo completo, com quiz no fim, está no app no Plus.
O que tem no resumo completo
- Anatomia aplicada da articulação femoropatelar
- Transtorno femoropatelar: dor, condromalácia e instabilidade
- Tendinopatia patelar
- Avaliação clínica
- Conduta terapêutica
- Erros comuns na prática clínica