Resumo de Pediatria e Neuropediatria
15 tópicos de Pediatria e Neuropediatria, cada um resumido nos 5 pontos que mais caem em prova e concurso. É a mesma grade dos Resumos do app Espaço Fisioterapia; 3 tópicos são grátis no app, e o texto completo de cada um, com quiz no fim, está lá.
Desenvolvimento neuropsicomotor típico
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Marcos motores e o que esperar em cada idade.
- 1.DNPM segue direção cefalocaudal e proximodistal, do padrão geral ao específico.
- 2.Reflexos primitivos precisam integrar para que reações posturais de equilíbrio e proteção emerjam.
- 3.Marcos-chave: senta sem apoio (~6-8m), engatinha recíproco (~8-10m), marcha independente (12-15m, limite 18m).
- 4.Marcha madura com padrão de adulto só se consolida por volta dos três a quatro anos.
- 5.Assimetria persistente e regressão de habilidade são sinais de alerta em qualquer faixa etária.
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Avaliação do desenvolvimento e escalas
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AIMS, Denver, Bayley e uso clínico.
- 1.Escalas de desenvolvimento se dividem em instrumentos de triagem e de avaliação diagnóstica.
- 2.AIMS avalia motricidade grossa por observação espontânea em quatro posturas, do nascimento à marcha.
- 3.Denver II é triagem global em quatro domínios e classifica normal, suspeito ou não testável.
- 4.Bayley é o padrão-ouro diagnóstico, multidimensional, com aplicação padronizada e examinador certificado.
- 5.Idade corrigida em prematuros e treinamento do avaliador são essenciais para a validade do resultado.
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Prematuridade e intervenção precoce
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Idade corrigida, riscos e estimulação.
- 1.Prematuridade é o nascimento antes de 37 semanas de IG, classificado por idade gestacional e por peso ao nascer.
- 2.Idade corrigida ajusta a expectativa de marcos motores à maturidade neurológica real, não à data de nascimento.
- 3.HPIV e LPV são as principais lesões neurológicas de risco, sendo a LPV ligada à paralisia cerebral.
- 4.Cuidado desenvolvimental (NIDCAP, canguru, manuseio mínimo) reduz a sobrecarga sensorial do ambiente de UTI neonatal.
- 5.Estimulação precoce se apoia na neuroplasticidade e deve respeitar os sinais de estabilidade do bebê.
Paralisia cerebral: classificação e conduta
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GMFCS, topografia e objetivos funcionais.
- 1.PC é lesão não progressiva do encéfalo imaturo, mas com quadro clínico que muda ao longo do crescimento.
- 2.Topografia (hemi, di, tetraplegia) e tipo clínico (espástica, discinética, atáxica, mista) são eixos complementares.
- 3.GMFCS classifica a função motora grossa em cinco níveis, estáveis ao longo da vida.
- 4.GMFM-88 mensura mudança funcional; não substitui o GMFCS nem é escala de desenvolvimento geral.
- 5.Conduta é definida por objetivos funcionais e de participação, ajustados ao nível de GMFCS de cada criança.
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Doenças neuromusculares na infância
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Duchenne, AME e manejo respiratório e motor.
- 1.DMD é uma miopatia ligada ao X por deficiência de distrofina.
- 2.AME é uma doença do neurônio motor inferior por mutação do SMN1, modulada pelo SMN2.
- 3.O diagnóstico das duas é hoje predominantemente genético.
- 4.Insuficiência respiratória é a principal ameaça, manejada com PFE, air stacking, cough assist e VNI.
- 5.A conduta motora diverge: cautela com resistido na DMD, mais liberdade de fortalecimento na AME.
Mielomeningocele
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Nível de lesão e prognóstico funcional.
- 1.Nível motor funcional é definido por exame manual músculo a músculo e pode ser assimétrico.
- 2.Quadríceps presente (L3-L4) é o principal preditor de marcha comunitária.
- 3.Hoffer classifica a marcha em comunitário, domiciliar, terapêutico e não deambulador.
- 4.Queda inesperada de função no crescimento sugere medula presa, não só ganho de peso.
- 5.Hidrocefalia, Chiari II, deformidades associadas e cognição também moldam o prognóstico funcional.
Fisioterapia respiratória em pediatria
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Particularidades da via aérea infantil.
- 1.Via aérea do lactente é estrutural, não apenas proporcionalmente, diferente da do adulto.
- 2.Laringe alta e anteriorizada, epiglote grande e flácida, respiração nasal preferencial nos primeiros meses.
- 3.Caixa torácica complacente, costelas horizontalizadas e diafragma com poucas fibras resistentes à fadiga limitam a mecânica ventilatória.
- 4.Ventilação colateral imatura e volume de fechamento elevado favorecem atelectasia.
- 5.Reserva de oxigênio pequena frente ao alto consumo metabólico explica a descompensação rápida.
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Deformidades ortopédicas da infância
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Pé torto, displasia do quadril e escoliose.
- 1.Pé torto congênito: deformidade CAVE tratada pelo método de Ponseti, com gessos seriados e tenotomia do tendão calcâneo.
- 2.Órtese de abdução pós-Ponseti é decisiva para evitar recidiva do pé torto.
- 3.DDQ é rastreada por Ortolani e Barlow no recém-nascido e por ultrassonografia antes da ossificação do núcleo femoral.
- 4.Suspensório de Pavlik é primeira linha da DDQ em lactentes; diagnóstico tardio aumenta o risco de necrose avascular.
- 5.Escoliose idiopática do adolescente é avaliada pelo teste de Adams e graduada pelo ângulo de Cobb, guiando observação, colete ou cirurgia.
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Torcicolo congênito e plagiocefalia
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Avaliação e conduta precoce.
- 1.TCM é o encurtamento e a fibrose unilateral do ECM, com inclinação da cabeça para o lado afetado e rotação do queixo para o oposto.
- 2.Avaliação combina história perinatal, ADM cervical, palpação do ECM, exame craniano e rastreio de quadril.
- 3.Diagnóstico diferencial inclui torcicolo ocular, neurogênico, Klippel-Feil, torcicolo paroxístico benigno e craniossinostose.
- 4.Plagiocefalia posicional costuma acompanhar o torcicolo e precisa ser diferenciada da plagiocefalia sinostótica.
- 5.Conduta precoce reúne alongamento passivo, fortalecimento ativo e orientação parental; casos refratários podem exigir cirurgia.
Transtornos do neurodesenvolvimento: TEA, TDAH, TDC e psicomotricidade
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Diagnóstico pelo DSM-5 e o que a fisioterapia muda na funcionalidade.
- 1.Diagnóstico de TEA, TDAH e TDC é clínico, por critérios do DSM-5.
- 2.TEA unificou autismo e Asperger e é graduado por nível de suporte.
- 3.TDAH tem três apresentações e corte de início antes dos 12 anos.
- 4.TDC exige prejuízo em AVD e escola e não costuma ser fechado antes dos 5 anos.
- 5.Fisioterapia treina tarefas funcionais e mira atividade e participação (CIF).
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Lesões neurológicas do período neonatal: encefalopatia hipóxico-isquêmica, kernicterus e hemorragia
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Asfixia perinatal, bilirrubina e o que vira paralisia cerebral.
- 1.A termo lesa a substância cinzenta. Prematuro lesa a substância branca e a matriz germinativa.
- 2.EHI aguda grave atinge núcleos da base e tálamo e gera PC discinética.
- 3.Kernicterus vem da bilirrubina indireta livre e deixa sequela discinética com surdez.
- 4.HPIV é do prematuro, vista no ultrassom transfontanelar e graduada por Papile.
- 5.Bebê de risco exige seguimento e intervenção precoce antes do diagnóstico fechado.
Epilepsias e crises convulsivas na infância: febril, West, Lennox-Gastaut e ausência
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Síndromes epilépticas por idade e o que muda no desenvolvimento.
- 1.A idade de início é a principal pista para identificar a síndrome.
- 2.Crise febril simples (6 meses a 5 anos) não prejudica o desenvolvimento.
- 3.West evolui com regressão, é urgência e pode virar Lennox-Gastaut.
- 4.Lennox-Gastaut é refratária, e as quedas exigem proteção e ambiente adaptado.
- 5.Ausência é breve, frequente, de bom prognóstico, e confunde-se com desatenção.
Hidrocefalia, malformações do sistema nervoso e microcefalia
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Da derivação ventricular à síndrome congênita do Zika.
- 1.Hidrocefalia é dilatação ventricular por obstrução ou má absorção do LCR.
- 2.Não comunicante é obstrutiva; comunicante é falha de absorção.
- 3.DVP é o tratamento mais comum e falha com frequência: vigie regressão.
- 4.Malformações seguem a etapa que falhou: tubo neural, prosencéfalo, migração, fossa posterior.
- 5.SCZ vai além da microcefalia e exige intervenção precoce funcional.
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Síndromes genéticas na fisioterapia pediátrica: Down, Rett, Prader-Willi e síndromes neurocutâneas
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Hipotonia, regressão e os sinais de pele que fecham diagnóstico.
- 1.Hipotonia desde o nascimento sugere Down ou Prader-Willi.
- 2.Down: fortalecer e estabilizar, vigiar cervical e coração.
- 3.Rett: regressão em menina, preservar marcha e vigiar escoliose.
- 4.Prader-Willi: hipotonia neonatal, depois hiperfagia e obesidade.
- 5.Neurocutâneas: pele denuncia NF1, esclerose tuberosa e Sturge-Weber.
Paralisia braquial obstétrica: Erb-Duchenne, Klumpke e conduta
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Lesão de plexo no parto e a janela de recuperação.
- 1.A PBO é a lesão por tração do plexo C5-T1 no parto, associada à distocia de ombro e à macrossomia.
- 2.Erb (C5-C6) é a forma mais comum e de melhor prognóstico. A forma total com Horner é a pior.
- 3.Descarte pseudoparalisia por fratura de clavícula ou úmero e por infecção.
- 4.O retorno do bíceps até os 3 meses é o marco clássico. O momento cirúrgico varia entre os centros.
- 5.Na fisioterapia: orientar a família, fazer ADM com escápula estabilizada, priorizar a rotação externa e não imobilizar.
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