Deformidades ortopédicas da infância
Pé torto, displasia do quadril e escoliose.
Pediatria e Neuropediatria · 8 min de leitura no app · atualizado em 20/08/2026
Resumo em 5 pontos
- 1Pé torto congênito: deformidade CAVE tratada pelo método de Ponseti, com gessos seriados e tenotomia do tendão calcâneo.
- 2Órtese de abdução pós-Ponseti é decisiva para evitar recidiva do pé torto.
- 3DDQ é rastreada por Ortolani e Barlow no recém-nascido e por ultrassonografia antes da ossificação do núcleo femoral.
- 4Suspensório de Pavlik é primeira linha da DDQ em lactentes; diagnóstico tardio aumenta o risco de necrose avascular.
- 5Escoliose idiopática do adolescente é avaliada pelo teste de Adams e graduada pelo ângulo de Cobb, guiando observação, colete ou cirurgia.
O que cai na prova
- Sequência do Ponseti: corrige o CAVE na ordem inversa (cavo, depois aduto e varo juntos, equino por último); tenotomia do calcâneo resolve o equino residual.
- Ortolani reduz, Barlow luxa: ambas só são confiáveis nas primeiras semanas de vida; depois disso, limitação de abdução é o sinal mais sensível.
- Trendelenburg é sinal tardio: aparece com a criança já andando, por fraqueza do glúteo médio, e não serve para rastreio neonatal de DDQ.
- Cobb + Risser definem conduta na escoliose: observação, colete ou cirurgia, conforme magnitude da curva e maturidade esquelética.
- Recidiva e progressão costumam ser adesão, não técnica: falha da órtese pós-Ponseti e do colete de escoliose é a causa mais comum de piora do quadro já tratado.
Começo do resumo
Pé torto congênito: conceito e classificação
O pé torto congênito (talipe equinovaro) é uma deformidade tridimensional presente ao nascimento, resumida no acrônimo CAVE: cavo do antepé, aduto do médio/antepé, varo do retropé (inversão fixa do calcâneo) e equino do tornozelo (flexão plantar fixa). O tálus fica medialmente rodado dentro da pinça maleolar, arrastando consigo o calcâneo e os demais ossos do tarso.

A classificação mais usada na prática divide os casos em três grupos:
- Idiopático: forma isolada e mais frequente, sem outra malformação associada, de causa multifatorial e ainda não totalmente esclarecida.
- Postural (posicional): pé flexível, que corrige facilmente à manipulação passiva; atribuído ao posicionamento intraútero, não é um verdadeiro pé torto estrutural.
- Teratológico ou sindrômico: associado a artrogripose, mielomeningocele ou outras síndromes; é mais rígido e responde pior ao tratamento conservador.
O resumo completo, com quiz no fim, está no app no Plus.
O que tem no resumo completo
- Pé torto congênito: conceito e classificação
- Pé torto congênito: avaliação e tratamento pelo método de Ponseti
- Displasia do desenvolvimento do quadril: fatores de risco e exame físico
- Displasia do desenvolvimento do quadril: imagem e conduta
- Escoliose idiopática: classificação e avaliação
- Escoliose idiopática: conduta e papel da fisioterapia