Espaço Fisioterapia

Paralisia braquial obstétrica: Erb-Duchenne, Klumpke e conduta

Lesão de plexo no parto e a janela de recuperação.

Pediatria e Neuropediatria · 8 min de leitura no app · atualizado em 18/10/2026

Resumo em 5 pontos

  1. 1A PBO é a lesão por tração do plexo C5-T1 no parto, associada à distocia de ombro e à macrossomia.
  2. 2Erb (C5-C6) é a forma mais comum e de melhor prognóstico. A forma total com Horner é a pior.
  3. 3Descarte pseudoparalisia por fratura de clavícula ou úmero e por infecção.
  4. 4O retorno do bíceps até os 3 meses é o marco clássico. O momento cirúrgico varia entre os centros.
  5. 5Na fisioterapia: orientar a família, fazer ADM com escápula estabilizada, priorizar a rotação externa e não imobilizar.

O que cai na prova

Começo do resumo

Anatomia aplicada e mecanismo de lesão

A paralisia braquial obstétrica (PBO), também chamada de paralisia braquial perinatal, é a lesão do plexo braquial que ocorre durante o parto. O plexo é formado pelos ramos ventrais de C5 a T1, que se organizam em troncos, divisões, fascículos e nervos terminais.

O mecanismo clássico é a tração com aumento do ângulo entre a cabeça e o ombro. Isso acontece, por exemplo, quando se puxa a cabeça lateralmente para liberar o ombro impactado. No parto pélvico, a tração ocorre no sentido inverso, com risco para as raízes superiores e para lesões bilaterais.

Principais fatores de risco:

  • Distocia de ombro, o fator mais associado.
  • Macrossomia fetal e diabetes materno.
  • Parto prolongado ou instrumental (fórceps, vácuo).
  • Apresentação pélvica.
  • Histórico de filho anterior com PBO.

O resumo completo, com quiz no fim, está no app no Plus.

O que tem no resumo completo

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