Espaço Fisioterapia

Resumo de Oncologia

12 tópicos de Oncologia, cada um resumido nos 5 pontos que mais caem em prova e concurso. É a mesma grade dos Resumos do app Espaço Fisioterapia; 3 tópicos são grátis no app, e o texto completo de cada um, com quiz no fim, está lá.

Bases da oncologia: biologia, estadiamento e tratamentos

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Cirurgia, quimio, radio e hormonioterapia — e o que cada uma deixa.

  1. 1.Câncer é proliferação autônoma, fuga da apoptose, angiogênese, invasão e metástase.
  2. 2.O TNM define o estádio e, com ele, a intenção curativa ou paliativa e a meta funcional realista.
  3. 3.Cirurgia deixa sequela mecânica: aderência, restrição de amplitude, lesão nervosa e risco de linfedema.
  4. 4.Quimioterapia deixa mielossupressão, neuropatia periférica, cardiotoxicidade e fadiga.
  5. 5.Radioterapia deixa efeito agudo reversível e fibrose tardia progressiva; hormonioterapia deixa perda óssea e sarcopenia.

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Avaliação do paciente oncológico e precauções ao exercício

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ECOG, Karnofsky, fadiga e quando não carregar.

  1. 1.Avaliação começa no prontuário: estadiamento, fase do ciclo, toxicidades e exames recentes.
  2. 2.ECOG (0 a 5) e Karnofsky (0 a 100) triam e prognosticam, mas não prescrevem.
  3. 3.Rastreie fadiga de 0 a 10 em toda consulta e procure causas tratáveis antes de culpar a doença.
  4. 4.Complete o quadro com TC6, sentar e levantar, preensão palmar e equilíbrio; controle a carga por Borg.
  5. 5.Não carregue com febre, sangramento ativo, plaquetopenia grave, instabilidade cardiovascular ou dor óssea nova.

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Câncer de mama: reabilitação pós-cirúrgica e linfedema

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Ombro, cicatriz, cordão axilar e drenagem.

  1. 1.O risco funcional vem da axila, não do tamanho da cirurgia na mama.
  2. 2.Avalie sempre comparando com o lado oposto: amplitude, cicatriz, força, sensibilidade e perimetria padronizada.
  3. 3.Mobilização precoce sim, com amplitude graduada enquanto houver dreno e progressão para amplitude completa depois.
  4. 4.Cordão axilar responde a alongamento progressivo e terapia manual, com evolução geralmente autolimitada.
  5. 5.Linfedema é crônico: terapia física complexa em duas fases, compressão como pilar e exercício resistido liberado.

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Câncer de próstata e oncologia pélvica

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Incontinência pós-prostatectomia e disfunções.

  1. 1.A prostatectomia retira o mecanismo esfincteriano interno e deixa a continência a cargo do esfíncter externo e do assoalho pélvico.
  2. 2.Diferencie perda de esforço, típica do pós-operatório, de urgência e sintomas irritativos, típicos do pós-radioterapia.
  3. 3.Avalie com diário miccional, contagem de absorventes, pad test, ICIQ-UI SF e IPSS, mais exame perineal e toque retal quando indicado.
  4. 4.O treino começa após a retirada da sonda, com contrações submáximas, progressão de posição e pré-contração funcional.
  5. 5.Trate junto intestino, urgência e função sexual, e encaminhe ao urologista se a perda persistir relevante perto de 12 meses.

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Câncer de cabeça e pescoço

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Trismo, ombro pós-esvaziamento e reabilitação.

  1. 1.A tríade funcional do câncer de cabeça e pescoço é ombro, abertura de boca e mobilidade cervical.
  2. 2.Síndrome do ombro vem da lesão do XI par: queda do ombro, escápula alada lateral, abdução travando perto de 90 graus.
  3. 3.O tratamento do ombro se apoia em exercício resistido progressivo da cintura escapular, não em passivo isolado.
  4. 4.Trismo é abertura interincisal igual ou menor que 35 mm, com causa tumoral, cirúrgica, radioinduzida ou por osteorradionecrose.
  5. 5.No trismo, prevenir durante a radioterapia vale mais que tratar fibrose instalada, com exercício curto e repetido várias vezes ao dia.

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Oncopediatria

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Reabilitação da criança com câncer.

  1. 1.Predominam tumores embrionários e hematológicos, com alta sobrevida e peso grande das sequelas tardias.
  2. 2.Cada droga antecipa um achado: vincristina distal, corticoide proximal, antraciclina no coração.
  3. 3.Radioterapia e cirurgia deixam sequelas musculoesqueléticas que crescem junto com a criança.
  4. 4.Reabilitação começa no diagnóstico, com avaliação basal e reavaliação seriada a cada fase.
  5. 5.Exercício supervisionado durante o tratamento é seguro, e fadiga se trata com atividade graduada.

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Metástase óssea e compressão medular

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Sinais de alerta e o que muda na conduta.

  1. 1.Metástase óssea prefere medula vermelha e esqueleto axial, vinda de mama, próstata, pulmão, rim e tireoide.
  2. 2.Dor noturna, em repouso ou que piora com carga em paciente oncológico é sinal de alerta, não lombalgia.
  3. 3.A compressão medular segue dor, fraqueza, alteração sensitiva e, por último, esfíncter. É emergência.
  4. 4.Conduta protetiva: sem manipulação, tração, impacto ou carga máxima no segmento acometido.
  5. 5.Prevenção de queda, carga controlada e rastreio neurológico a cada sessão evitam o evento esquelético.

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Cuidados paliativos

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Dispneia, dor, mobilidade e fim de vida.

  1. 1.Cuidado paliativo começa no diagnóstico e tem a família como parte da unidade de cuidado.
  2. 2.Avalie performance status (ECOG, KPS, PPS) e sintomas antes de prescrever qualquer coisa.
  3. 3.Classifique a dor em somática, visceral e neuropática e programe analgesia antes do movimento.
  4. 4.Trate a dispneia pelo relato do paciente: ar na face, posição de alívio, ritmo e controle respiratório.
  5. 5.No fim de vida, a meta vira conforto: posicionamento, toque, comunicação e nada de conduta agressiva.

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Câncer de pulmão e cirurgia torácica

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Pré e pós-operatório de toracotomia e lobectomia.

  1. 1.Cirurgia curativa é para CPNPC inicial; pequenas células vai para quimio e radioterapia.
  2. 2.Quanto maior a ressecção, maior a perda funcional, com a pneumonectomia no topo do risco.
  3. 3.Pré-operatório avalia VEF1 ppo, DLCO ppo e capacidade de exercício, e a prehabilitação foca em parar de fumar, treino aeróbio e educação.
  4. 4.No pós-operatório, analgesia adequada e mobilização precoce previnem atelectasia e pneumonia.
  5. 5.Higiene brônquica só com secreção, e a amplitude do ombro do lado operado começa nas primeiras 48 horas.

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Neoplasias hematológicas e transplante de medula óssea

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Leucemias, linfomas, mieloma e o exercício durante o TMO.

  1. 1.Câncer hematológico é sistêmico desde o início, e a conduta se guia pela fase do tratamento somada ao hemograma do dia.
  2. 2.Leucemias trazem neuropatia por vincristina e miopatia por corticoide; linfomas trazem toxicidade pulmonar e cardíaca.
  3. 3.No mieloma, lesão lítica manda: nada de carga axial alta, flexão carregada ou rotação resistida em coluna comprometida.
  4. 4.No TMO, organize a reabilitação por fases: pré-habilitação, aplasia, até o dia 100 e período tardio com DECH crônica.
  5. 5.Neutropenia muda barreiras e local de atendimento, plaquetopenia gradua a carga, e febre ou sangramento ativo suspendem a sessão.

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Tumores do sistema nervoso central

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Gliomas, meningiomas, metástase cerebral e reabilitação.

  1. 1.Sintoma vem de massa, edema e infiltração dentro de uma caixa rígida.
  2. 2.Glioblastoma: cirurgia, radioterapia e temozolomida; prognóstico ligado ao perfil molecular.
  3. 3.Meningioma é extra-axial e comprime, e a síndrome segue a topografia.
  4. 4.Corticoide, radioterapia e anticonvulsivante produzem fraqueza e fadiga que não são do tumor.
  5. 5.Reabilite por fase, reavalie com frequência e planeje para o risco de crise e de trombose.

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Câncer ginecológico

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Colo, endométrio e vulva: linfedema de MMII e assoalho pélvico pós-radioterapia.

  1. 1.Cirurgia linfonodal e radioterapia pélvica quebram a via de drenagem do membro inferior e fibrosam o assoalho pélvico.
  2. 2.Linfedema de MMII e genital exige medida padronizada, cuidado de pele e terapia descongestiva completa.
  3. 3.A radioterapia gera estenose vaginal, cistite e proctite actínicas, dor e menopausa induzida.
  4. 4.Avalie com Oxford, PERFECT, POP-Q e questionários validados antes de escolher fortalecer ou relaxar.
  5. 5.Conduta por fase, com orientação precoce, exercício mantido e encaminhamento diante de sinais de alerta.

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Resumo de Oncologia para prova e concurso