Câncer ginecológico
Colo, endométrio e vulva: linfedema de MMII e assoalho pélvico pós-radioterapia.
Oncologia · 8 min de leitura no app · atualizado em 18/09/2026
Resumo em 5 pontos
- 1Cirurgia linfonodal e radioterapia pélvica quebram a via de drenagem do membro inferior e fibrosam o assoalho pélvico.
- 2Linfedema de MMII e genital exige medida padronizada, cuidado de pele e terapia descongestiva completa.
- 3A radioterapia gera estenose vaginal, cistite e proctite actínicas, dor e menopausa induzida.
- 4Avalie com Oxford, PERFECT, POP-Q e questionários validados antes de escolher fortalecer ou relaxar.
- 5Conduta por fase, com orientação precoce, exercício mantido e encaminhamento diante de sinais de alerta.
O que cai na prova
- Vulva é o campeão do linfedema: a linfadenectomia inguinofemoral somada à radioterapia inguinal é o cenário de maior risco entre os tumores ginecológicos.
- Sinal de Stemmer: positivo quando não se consegue pinçar a pele do dorso do segundo dedo do pé; apoia o diagnóstico, mas negativo não exclui linfedema.
- Hipertonia, não fraqueza: dor e dispareunia pós-radioterapia costumam vir de assoalho hipertônico, e o tratamento começa por relaxamento, não por Kegel.
- Quatro pilares da TDC: cuidados com a pele, drenagem linfática manual, compressão e exercícios, com compressão contraindicada em infecção ativa, trombose aguda e insuficiência arterial.
- Diferencial obrigatório: edema súbito e doloroso pede investigação de trombose, linfocele ou recidiva antes de qualquer drenagem.
Começo do resumo
Por que o tratamento ginecológico deixa sequela pélvica e de perna
Colo do útero, endométrio e vulva são tratados com combinações de cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Cada uma dessas armas cobra um preço previsível no assoalho pélvico e na drenagem linfática dos membros inferiores, e é esse preço que a fisioterapia administra.
- Colo do útero: nos estádios iniciais, histerectomia radical com linfadenectomia pélvica; nos localmente avançados, radioterapia externa pélvica associada à braquiterapia, com quimioterapia à base de platina como radiossensibilizante.
- Endométrio: histerectomia total com salpingo-ooforectomia bilateral e avaliação linfonodal, seguida ou não de braquiterapia de cúpula vaginal e radioterapia externa, conforme o risco.
- Vulva: excisão radical local ou vulvectomia com abordagem dos linfonodos inguinofemorais, isolada ou combinada à radioterapia inguinal e perineal.
O resumo completo, com quiz no fim, está no app no Plus.
O que tem no resumo completo
- Por que o tratamento ginecológico deixa sequela pélvica e de perna
- Linfedema de membros inferiores e genital
- O assoalho pélvico depois da radioterapia
- Avaliação: o que medir e registrar
- Conduta por fase
- Erros comuns e sinais de alerta