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Fenômeno de Bell

Espaço Fisioterapia · atualizado em 21/10/2026

Execução do Fenômeno de Bell

Como fazer o Fenômeno de Bell

Sinal clínico observado em paralisia facial periférica (NC VII). Quando a pálpebra não fecha por paralisia do orbicular do olho, o globo ocular desvia pra cima e lateralmente em uma resposta protetora normal. Diferencia paralisia facial periférica (Bell) de central (AVC).

Aplicação: paciente sentado, em frente ao avaliador. Solicitar que feche os olhos com força. Observar o olho do lado da paralisia.

Quando o Fenômeno de Bell é positivo

Visualização do globo ocular desviado pra cima e lateralmente através da fenda palpebral incompleta no lado paralisado. Indica:

  • Paralisia de Bell (paralisia facial periférica idiopática)

  • Lesão do NC VII de qualquer etiologia (Hansen, traumatismo, otite média, tumor do ângulo ponto-cerebelar, herpes zoster do gânglio geniculado - síndrome de Ramsay-Hunt)

Distinção com paralisia central: na lesão central (AVC) o reflexo de fechar os olhos costuma estar preservado e a fronte não é afetada - a inervação do orbicular superior é bilateral.

O que um negativo pode esconder

O falso negativo mais importante é a pessoa sem o desvio ocular para cima, ausente ou invertido em uma minoria de pessoas saudáveis. A paralisia existe, mas o globo não sobe e a córnea fica ainda mais exposta. O teste também falha na paresia leve, em que a pálpebra fecha por completo. Na paralisia bilateral (Guillain-Barré, Lyme, sarcoidose), a face fica simétrica e a fraqueza passa despercebida.

  • Pedir só o fechamento forçado. Observe também o fechamento suave e o piscar.
  • Olhar de cima ou com pouca luz, sem enxergar a fenda palpebral.
  • Não comparar o enterramento dos cílios entre os lados (sinal de Souques).

Se a suspeita persiste, teste a fronte e os outros ramos e gradue pela House-Brackmann.

Fenômeno de Bell vs Reflexo Corneano

No Fenômeno de Bell, o paciente fecha os olhos voluntariamente e você observa o globo subindo pela fenda que não fecha. Ele expõe a falha motora do NC VII e mostra se a córnea tem alguma proteção.

O Reflexo Corneano toca a córnea com algodão, com o paciente olhando para o lado oposto, e testa o arco inteiro (aferente V1, eferente VII). Na lesão do VII, o lado lesado não pisca e o reflexo consensual se mantém. Na lesão do V, nenhum dos dois olhos pisca quando se estimula o lado afetado.

Use o Bell quando a paralisia facial está evidente. Use o corneano quando houver dúvida sobre a sensibilidade da face ou suspeita de lesão no ângulo ponto-cerebelar.

Sensibilidade e especificidade

Não é um teste diagnóstico validado. É um reflexo normal que só fica visível quando o orbicular está paralisado, e não há valores de sensibilidade e especificidade consolidados na literatura.

O que o Fenômeno de Bell ajuda a identificar

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