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Manobra de Dix-Hallpike

Espaço Fisioterapia · atualizado em 27/10/2026

Execução do Manobra de Dix-Hallpike

Como fazer o Dix-Hallpike

Manobra diagnóstica padrão-ouro para Vertigem Posicional Paroxística Benigna do canal semicircular posterior, a forma mais comum de vertigem periférica.

Aplicação: paciente sentado na maca, cabeça rotada 45° pro lado a ser testado. O avaliador, atrás do paciente, deita-o rapidamente até decúbito dorsal com a cabeça pendurada ~30° abaixo da maca, mantendo a rotação cervical. Observar olhos por 30–60s. Repetir pro lado contralateral. Latência típica: 5–20 segundos.

Quando o Dix-Hallpike é positivo

Nistagmo torcional/vertical (geo-tropical, batendo pra cima e em direção ao ouvido testado) acompanhado de vertigem reproduzida, após latência de poucos segundos, durando <60s, com característica de fadiga em repetições.

Atenção: contraindicado em casos de instabilidade cervical, dissecção carotídea, restrição cervical importante — usar variante alternativa (side-lying test).

O que um negativo pode esconder

Um negativo não exclui VPPB. Na VPPB do canal horizontal, o Dix-Hallpike costuma dar negativo ou mostrar só nistagmo horizontal. O teste pode negativar depois de repetições (fadiga) ou quando o paciente já fez movimentos provocativos antes da avaliação.

  • Posição insuficiente: a cabeça não passa da horizontal ou a rotação de 45° se perde na descida.
  • Descida lenta ou em etapas: o deslocamento das otocônias fica menos eficaz.
  • Fixação visual: sem lentes de Frenzel, ou com o paciente de olhos fechados, um nistagmo discreto passa despercebido.

Se a história é típica e o teste deu negativo, faça o supine roll test e repita a manobra em outro dia com Frenzel ou videonistagmografia. Achados atípicos pedem investigação de causa central.

Dix-Hallpike vs Impulso Cefálico

Os dois entram na avaliação da vertigem, mas respondem a perguntas diferentes. O Dix-Hallpike é provocativo. Ele leva a cabeça, rodada 45°, à extensão abaixo da horizontal para deslocar otocônias do canal posterior e reproduzir a vertigem posicional episódica.

O Impulso Cefálico testa a função do reflexo vestíbulo-ocular. Com o paciente sentado e fixando o nariz do avaliador, aplica-se uma rotação horizontal pequena e rápida. Uma sacada corretiva indica hipofunção vestibular periférica do lado testado.

  • Vertigem breve desencadeada por mudança de posição: Dix-Hallpike.
  • Vertigem aguda e contínua com nistagmo espontâneo: Impulso Cefálico, dentro do protocolo HINTS.

Na VPPB, o Impulso Cefálico costuma ser normal. Na vertigem aguda contínua, um resultado normal levanta suspeita de causa central.

Sensibilidade e especificidade

Sensibilidade
~79%
Especificidade
~75%

Critically appraised topic (Neurologist 2008;14(3):201-4). IC95% da sensibilidade 65 a 94% e da especificidade 33 a 100%. A especificidade vem de poucos estudos e é bem imprecisa.

Fonte: Halker RB et al., The Neurologist, 2008

O que o Dix-Hallpike ajuda a identificar

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