Resumo de Reumatologia
13 tópicos de Reumatologia, cada um resumido nos 5 pontos que mais caem em prova e concurso. É a mesma grade dos Resumos do app Espaço Fisioterapia; 2 tópicos são grátis no app, e o texto completo de cada um, com quiz no fim, está lá.
Artrite reumatoide
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Padrão articular, deformidades e conduta.
- 1.AR é poliartrite simétrica de pequenas articulações, poupando as interfalângicas distais.
- 2.Rigidez matinal prolongada, acima de uma hora, é sinal inflamatório clássico.
- 3.A sinovite também afeta tendões e bolsas: túnel do carpo e bursite olecraniana são comorbidades comuns.
- 4.A coluna cervical alta pode instabilizar (atlantoaxial): cuidado antes de qualquer terapia manual.
- 5.A conduta varia com a fase da doença: proteção na crise, fortalecimento e órteses na fase controlada.
Espondiloartrites e espondilite anquilosante
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Dor inflamatória axial e exercício.
- 1.EpA axial vai da forma não radiográfica (achados só na ressonância) até a espondilite anquilosante (achados no raio-X), sem que a progressão entre as duas seja obrigatória.
- 2.Dor inflamatória: início antes dos 45 anos, melhora com exercício, piora com repouso, rigidez matinal prolongada.
- 3.Sacroileíte é o achado inicial mais comum; diferenciar sempre de disfunção sacroilíaca mecânica.
- 4.Exercício é tratamento de primeira linha, não complemento: mobilidade axial, postura extensora e expansão torácica.
- 5.Coluna fundida tem risco aumentado de fratura; evitar manipulação de alta velocidade e baixa amplitude.
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Lúpus e doenças do tecido conjuntivo
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Manifestações e cuidados no exercício.
- 1.LES é doença autoimune multissistêmica: pele, articulações, rins, sangue e sistema nervoso podem ser afetados.
- 2.Esclerose sistêmica, Sjögren e dermatomiosite/polimiosite completam o grupo das doenças do tecido conjuntivo.
- 3.Fadiga e fotossensibilidade exigem adaptação da rotina de exercício, não sua suspensão total.
- 4.Exercício deve ser reduzido ou suspenso durante crises de atividade da doença, com retorno gradual.
- 5.Diferenciar miopatia por corticoide de miosite ativa pela CK muda diretamente a conduta terapêutica.
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Osteoartrite: fisiopatologia e conduta
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Por que exercício é primeira linha.
- 1.Osteoartrite é doença de todo o órgão articular, não desgaste isolado da cartilagem.
- 2.Fatores mecânicos e sistêmicos, como obesidade, idade e genética, interagem na fisiopatologia.
- 3.Dor mecânica e rigidez matinal breve compõem o quadro clínico típico.
- 4.Exercício terapêutico é a conduta central, por efeitos musculares, metabólicos e analgésicos.
- 5.Educação do paciente e adesão ao exercício superam recursos passivos isolados.
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Osteoporose e saúde óssea
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Diagnóstico, risco de fratura e carga.
- 1.Osteoporose é baixa massa óssea com deterioração da microarquitetura e maior risco de fratura por fragilidade.
- 2.DXA é o exame padrão-ouro; T-score define o diagnóstico em pós-menopausa e homens acima de 50 anos.
- 3.Osso trabecular (vértebra) perde massa antes do osso cortical (quadril), moldando o padrão de fraturas.
- 4.FRAX e testes de equilíbrio, como TUG e Tinetti, somam-se à DXA para estimar o risco real de fratura.
- 5.Carga progressiva e resistida tem maior efeito osteogênico; evitar flexão de tronco resistida na osteoporose estabelecida.
Exercício nas doenças reumáticas
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Dosagem em quadro inflamatório ativo.
- 1.Atividade inflamatória ativa reduz a tolerância articular à carga e exige ajuste constante da dose.
- 2.Dor pós-exercício prolongada e aumento de edema são os principais sinais de sobrecarga na fase ativa.
- 3.Isometria, ADM ativo-assistida e aeróbico de baixo impacto formam a base do exercício na fase aguda.
- 4.Repouso absoluto prolongado piora o descondicionamento sem acelerar a remissão da crise.
- 5.A progressão de carga na remissão deve ser gradual e guiada por sinais clínicos, não por cronograma fixo.
Fibromialgia
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Diagnóstico, sensibilização e manejo.
- 1.Fibromialgia é síndrome de dor difusa por sensibilização central, sem substrato inflamatório ou estrutural.
- 2.Critérios diagnósticos atuais dispensam a contagem manual de pontos dolorosos e incluem sintomas associados.
- 3.Fadiga, sono não reparador, ansiedade, depressão e fibro fog fazem parte do quadro e devem ser avaliados.
- 4.Exames complementares servem para excluir diferenciais, não para confirmar o diagnóstico.
- 5.Manejo é multimodal: educação em neurociência da dor, exercício progressivo e regular, e trabalho em equipe.
Abordagem das artrites: mono, oligo e poliartrite e análise do líquido sinovial
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Raciocínio por padrão articular antes do diagnóstico.
- 1.Defina se é articular ou periarticular comparando movimento ativo e passivo.
- 2.Separe padrão inflamatório de mecânico pela rigidez e pela resposta ao movimento.
- 3.Classifique por número, tempo, simetria, tamanho e evolução das articulações.
- 4.Poliartrite simétrica de mãos poupando interfalângicas distais sugere artrite reumatoide. Acometimento das distais aponta osteoartrite ou artrite psoriásica.
- 5.Líquido sinovial: normal, não inflamatório, inflamatório, séptico ou hemorrágico.
Gota e artropatias por cristais
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Hiperuricemia, crise aguda, tofos e a conduta no consultório de fisioterapia.
- 1.Gota é inflamação por cristais de urato monossódico, mediada por IL-1β.
- 2.Crise: monoartrite súbita, noturna, muito dolorosa, autolimitada.
- 3.Tofos surgem na orelha, olécrano, calcâneo e dedos, após anos sem controle.
- 4.Monoartrite quente com febre: excluir artrite séptica e encaminhar.
- 5.Intercrise: exercício, perda de peso gradual, calçado adequado e adesão ao remédio.
Vasculites sistêmicas
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Classificação de Chapel Hill e as vasculites que caem em prova.
- 1.Vasculite é inflamação da parede vascular, com isquemia do órgão irrigado.
- 2.Grandes vasos: arterite de células gigantes e Takayasu.
- 3.Médios vasos: poliarterite nodosa e Kawasaki (aneurisma coronariano na criança).
- 4.Pequenos vasos: grupo ANCA e grupo por imunocomplexos (IgA, crioglobulinemia).
- 5.Fisioterapia atua em neuropatia, miopatia por corticoide, claudicação e fadiga.
Febre reumática e artrite idiopática juvenil
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Reumatologia pediátrica: critérios de Jones e as formas da AIJ.
- 1.FR é complicação tardia da faringite pelo estreptococo do grupo A.
- 2.Critérios maiores: cardite, artrite, coreia, eritema marginado e nódulos.
- 3.Coreia e cardite indolente podem dispensar os demais critérios de Jones.
- 4.AIJ tem sete formas ILAR. A oligoarticular é a mais comum.
- 5.Fisioterapia na AIJ: preservar ADM, fortalecer e evitar repouso prolongado.
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Exames laboratoriais e farmacoterapia em reumatologia
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O que os exames e os remédios do seu paciente significam para a sessão.
- 1.Nenhum exame isolado fecha diagnóstico reumatológico.
- 2.VHS e PCR medem inflamação, não identificam a doença.
- 3.Hemograma alterado muda a dose e a técnica da sessão.
- 4.Corticoide crônico exige atenção a osso, força proximal e infecção.
- 5.Fisioterapeuta identifica e encaminha, nunca ajusta medicamento.
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Arboviroses e artrites virais: chikungunya na fase crônica
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Febre, poliartralgia e a reabilitação de quem fica com dor meses depois.
- 1.Chikungunya é um alfavírus transmitido pelo Aedes, com forte tropismo articular.
- 2.Cronifica em parcela expressiva, sobretudo em mulheres, maiores de 45 anos e com dor aguda intensa.
- 3.A forma crônica pode imitar artrite reumatoide e ter componente neuropático.
- 4.Avaliar dor, edema, ADM, preensão, função, fadiga e sinais de túnel do carpo.
- 5.Aguda pede frio e proteção; crônica pede exercício, educação e progressão de carga.
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