Arboviroses e artrites virais: chikungunya na fase crônica
Febre, poliartralgia e a reabilitação de quem fica com dor meses depois.
Reumatologia · 6 min de leitura no app · atualizado em 18/10/2026
Resumo em 5 pontos
- 1Chikungunya é um alfavírus transmitido pelo Aedes, com forte tropismo articular.
- 2Cronifica em parcela expressiva, sobretudo em mulheres, maiores de 45 anos e com dor aguda intensa.
- 3A forma crônica pode imitar artrite reumatoide e ter componente neuropático.
- 4Avaliar dor, edema, ADM, preensão, função, fadiga e sinais de túnel do carpo.
- 5Aguda pede frio e proteção; crônica pede exercício, educação e progressão de carga.
O que cai na prova
- Fases: aguda até cerca de 14 dias, pós-aguda até 3 meses, crônica além de 3 meses.
- Marca clínica: febre alta súbita com poliartralgia intensa, simétrica e distal.
- Diferencial: dengue tem risco hemorrágico, zika tem exantema pruriginoso e conjuntivite, chikungunya tem dor articular incapacitante.
- Fase aguda: crioterapia, repouso relativo e mobilização leve, sem exercício intenso.
- Fase crônica: exercício progressivo é o centro da reabilitação, com dose guiada pela resposta em 24 horas.
Começo do resumo
O que é a chikungunya e por que ela importa para a fisioterapia
A chikungunya é uma arbovirose causada por um vírus do gênero Alphavirus (família Togaviridae). No Brasil, é transmitida principalmente pelo Aedes aegypti, e o Aedes albopictus também é vetor competente.
O nome vem de uma língua do leste africano e significa algo como aquele que se curva. Ele descreve a postura antálgica de quem tem dor articular intensa.
Esse é o ponto que interessa ao fisioterapeuta: diferente da dengue e da zika, a chikungunya tem tropismo articular marcante e pode deixar dor e incapacidade por meses ou anos.
A doença tem fases bem definidas, e a conduta muda em cada uma. Errar a fase é o erro mais comum, tanto na prova quanto na clínica.
O resumo completo, com quiz no fim, está no app no Plus.
O que tem no resumo completo
- O que é a chikungunya e por que ela importa para a fisioterapia
- Fases clínicas: aguda, pós-aguda e crônica
- Diagnóstico diferencial e o que o fisioterapeuta precisa saber dos exames
- Avaliação fisioterapêutica na fase crônica
- Conduta: o que fazer em cada fase