Osteoartrite: fisiopatologia e conduta
Por que exercício é primeira linha.
Reumatologia · 7 min de leitura no app · atualizado em 20/08/2026
Resumo em 5 pontos
- 1Osteoartrite é doença de todo o órgão articular, não desgaste isolado da cartilagem.
- 2Fatores mecânicos e sistêmicos, como obesidade, idade e genética, interagem na fisiopatologia.
- 3Dor mecânica e rigidez matinal breve compõem o quadro clínico típico.
- 4Exercício terapêutico é a conduta central, por efeitos musculares, metabólicos e analgésicos.
- 5Educação do paciente e adesão ao exercício superam recursos passivos isolados.
O que cai na prova
- Rigidez matinal breve: na OA dura menos de trinta minutos; rigidez prolongada aponta para artrite reumatoide.
- Dissociação clínico-radiográfica: achado de imagem não define conduta sozinho, a decisão segue a função e a dor do paciente.
- Exercício é primeira linha, não repouso: carga controlada e progressiva não acelera a destruição articular.
- Ciclo dor-fraqueza-desuso: a fraqueza do quadríceps é causa e consequência da OA de joelho.
- OA como doença de órgão articular: envolve cartilagem, osso subcondral, sinóvia e musculatura, não só desgaste da cartilagem.
Começo do resumo
Fisiopatologia: mais que desgaste mecânico
A osteoartrite (OA), também chamada de artrose, deixou de ser entendida como simples desgaste da cartilagem por atrito. A visão atual trata a OA como doença de órgão articular inteiro: compromete a cartilagem hialina, o osso subcondral, a membrana sinovial, a cápsula, os ligamentos e a musculatura periarticular.
Na cartilagem há desequilíbrio entre síntese e degradação da matriz extracelular. Os condrócitos passam a produzir enzimas proteolíticas (metaloproteinases) em excesso, degradando colágeno tipo II e proteoglicanos mais rápido do que conseguem repor. O resultado é perda progressiva da superfície de deslizamento articular.
O osso subcondral responde com remodelação: áreas de esclerose, formação de osteófitos marginais e, em fases avançadas, cistos subcondrais. A sinóvia costuma apresentar algum grau de inflamação (sinovite), o que explica por que a OA não é uma condição puramente não inflamatória, como se ensinava antigamente.
O resumo completo, com quiz no fim, está no app no Plus.
O que tem no resumo completo
- Fisiopatologia: mais que desgaste mecânico
- Quadro clínico e avaliação
- Por que o exercício é a primeira linha de conduta
- Conduta fisioterapêutica na prática
- Erros comuns na abordagem da osteoartrite