Apreensão Posterior do Ombro
Em uma frase: Avalia instabilidade posterior do ombro, identificando frouxidão do lábio glenoidal posterior. Positivo quando: Apreensão ou dor profunda no ombro sugere instabilidade posterior.
Espaço Fisioterapia · atualizado em 12/10/2026

Como fazer o Apreensão Posterior do Ombro
Avalia instabilidade posterior glenoumeral, principalmente quando há suspeita de subluxação ou luxação posterior da articulação. O teste provoca uma força posterior sobre a cabeça do úmero, tentando reproduzir a sensação de insegurança, dor ou apreensão do paciente.
Execução:
Paciente em decúbito dorsal ou sentado.
O examinador posiciona o ombro em flexão de aproximadamente 90°.
O cotovelo permanece flexionado a 90°.
O examinador aplica uma força axial no úmero, empurrando-o posteriormente.
Pode-se associar adução horizontal e rotação interna para aumentar o estresse posterior.
Quando o Apreensão Posterior do Ombro é positivo
Apreensão ou dor profunda posterior no ombro, sensação de subluxação posterior, sugerindo instabilidade posterior.
O que um negativo pode esconder
A instabilidade posterior costuma aparecer como dor posterior vaga, sem sensação de luxação. Isso é comum na microinstabilidade atraumática e em quem leva carga posterior repetida (bloqueio, supino, remada, arremesso). Se o critério de positivo for só apreensão, o teste perde boa parte desses casos.
- Escápula sem estabilização: ela se desloca junto com o úmero e dissipa a força posterior.
- Carga axial fraca, ou flexão a 90° sem adução horizontal e rotação interna.
- Defesa muscular do paciente com dor, que trava a translação.
Com suspeita forte e teste negativo, faça o Jerk e o Kim (lábio posteroinferior), compare a translação posterior com o lado contralateral e considere encaminhar para artrorressonância.
Apreensão Posterior do Ombro vs Fukuda
Os dois testes respondem à mesma pergunta, se há instabilidade posterior, mas avaliam coisas diferentes. A Apreensão Posterior é provocativa. Com o ombro a 90° de flexão, adução horizontal e rotação interna, a carga axial tenta reproduzir o sintoma (apreensão ou dor). O Fukuda avalia a quantidade de translação posterior da cabeça do úmero. O braço fica ao lado do corpo e o examinador desloca a cabeça manualmente. O achado principal é o deslocamento, não o sintoma.
Frouxidão não é a mesma coisa que instabilidade. Use o Fukuda para documentar a translação comparando com o outro lado, e a Apreensão para ligar essa translação à queixa do paciente.
Sensibilidade e especificidade
Os valores de ~19% e ~99% foram removidos. Jia et al. (JBJS Am 2009, suplemento) é uma revisão narrativa sobre exame do ombro, não um estudo primário de acurácia, e não consegui confirmar de qual estudo original os números vieram, nem com que amostra e padrão de referência. Sem estudo primário verificável, fica sem número. Na prática o teste é tratado como pouco sensível, o que é coerente com o alerta das armadilhas sobre usar só apreensão como critério de positivo.
O que o Apreensão Posterior do Ombro ajuda a identificar
- Instabilidade Glenoumeral: Deslizamento anormal da cabeça do úmero na cavidade glenóide, variando de subluxação a luxação.
- Artrose Glenoumeral (Omartrose): Doença degenerativa da articulação do ombro com perda de cartilagem, osteófitos e limitação da rotação externa.
Teste o que você leu
Três perguntas sobre o Apreensão Posterior do Ombro. Sem cadastro.
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