Manobra de Adson
Em uma frase: Avalia compressão do plexo braquial e artéria subclávia, com redução do pulso radial. Positivo quando: Se houver diminuição do pulso radial durante a rotação e extensão cervical.
Espaço Fisioterapia · atualizado em 27/10/2026

Como fazer o Adson
Teste utilizado para avaliar a compressão do plexo braquial e da artéria subclávia.
Execução:
1. Paciente sentado.
2. Palpar o pulso radial.
3. Examinador estende e roda externamente o braço do paciente, que simultaneamente gira a cabeça para o mesmo lado e eleva o queixo.
4. O paciente é instruído a inspirar profundamente e segurar o ar.
Quando o Adson é positivo
O que um negativo pode esconder
O Adson usa o pulso como desfecho. Só que a maior parte dos casos de síndrome do desfiladeiro torácico é neurogênica, com o plexo comprimido e a artéria livre. Nesse caso o pulso não cai e o teste sai negativo com a lesão presente.
Erros que mais geram falso negativo:
- Palpar o radial com pressão excessiva ou sem registrar a amplitude basal antes da manobra.
- Fazer rotação e extensão cervical incompletas ou apneia curta, o que não tensiona o intervalo dos escalenos.
- Olhar só o pulso e não perguntar se os sintomas habituais foram reproduzidos.
Com suspeita forte e Adson negativo, faça Roos e ULTT. Depois peça eco Doppler com manobras posturais e ENMG se o quadro for neurogênico.
Adson vs Roos
O Adson é feito com o braço ao lado do corpo, estendido e em rotação externa, somando rotação e extensão cervical e inspiração forçada. O alvo é o triângulo dos escalenos e o desfecho é a queda do pulso radial, então ele avalia sobretudo o componente arterial.
O Roos coloca os dois braços em 90° de abdução e rotação externa, com cotovelos a 90°, abrindo e fechando as mãos por até 3 minutos. O desfecho é a reprodução de sintomas (parestesia, peso, fadiga), o que serve melhor ao quadro neurogênico.
Use o Roos como triagem e o Adson quando houver sinais vasculares. Nenhum dos dois é específico sozinho, então combine-os.
Sensibilidade e especificidade
- Sensibilidade
- ~79%
- Especificidade
- ~76%
Estudo prospectivo com 48 pacientes, sem padrão-ouro consolidado para a síndrome do desfiladeiro torácico. A especificidade cai muito em assintomáticos, que frequentemente têm redução do pulso na manobra.
Fonte: Gillard et al., Joint Bone Spine, 2001
O que o Adson ajuda a identificar
- Compressão da artéria subclávia/Síndrome do desfiladeiro torácico: Compressão de artéria subclávia, veia ou plexo braquial no desfiladeiro torácico, causando dor e parestesia no membro
Teste o que você leu
Três perguntas sobre o Adson. Sem cadastro.
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