Espaço Fisioterapia

Resumo de Saúde da Mulher e Uroginecologia

11 tópicos de Saúde da Mulher e Uroginecologia, cada um resumido nos 5 pontos que mais caem em prova e concurso. É a mesma grade dos Resumos do app Espaço Fisioterapia; 2 tópicos são grátis no app, e o texto completo de cada um, com quiz no fim, está lá.

Anatomia e função do assoalho pélvico

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Camadas, inervação e função de suporte.

  1. 1.Assoalho pélvico liga púbis, ísquios e cóccix, com função de suporte, esfincteriana e sexual.
  2. 2.Três camadas: superficial, média (membrana perineal) e profunda (diafragma pélvico).
  3. 3.Diafragma pélvico é formado pelo levantador do ânus (puborretal, pubococcígeo, iliococcígeo) e pelo coccígeo.
  4. 4.Nervo pudendo (S2-S4) é o principal nervo somático; o levantador do ânus recebe inervação adicional direta de S3-S5.
  5. 5.Suporte visceral combina tônus muscular basal e sistema fascial e ligamentar, descrito nos três níveis de DeLancey.

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Avaliação do assoalho pélvico

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Métodos, graduação e registro.

  1. 1.Avaliação inicia pela anamnese dirigida e consentimento informado antes do toque vaginal ou anal.
  2. 2.Teste de elevação do períneo avalia visualmente o padrão de contração, sem quantificar força.
  3. 3.Escala de Oxford Modificada gradua a força da contração de 0 a 5 pela palpação digital.
  4. 4.PERFECT Scheme (Laycock) mensura força, resistência, repetições e contrações rápidas de forma padronizada.
  5. 5.Registro padronizado, com escalas e questionários como o ICIQ-UI SF, permite comparar a evolução da paciente.

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Treinamento muscular do assoalho pélvico

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Protocolos, dose e adesão.

  1. 1.TMAP segue os princípios de sobrecarga, especificidade e reversibilidade do treinamento de força.
  2. 2.Dose de referência combina contrações sustentadas e rápidas, em séries, várias vezes por semana, por semanas seguidas.
  3. 3.PERFECT Scheme orienta a avaliação inicial e a prescrição individualizada da dose.
  4. 4.Biofeedback e eletroestimulação são recursos adjuntos, não substituem o treino ativo supervisionado.
  5. 5.Adesão é o maior determinante de sucesso e depende de supervisão, metas claras e reavaliação periódica.

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Alterações musculoesqueléticas na gestação

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Dor lombopélvica, diástase e postura.

  1. 1.Hormônios como a relaxina aumentam a frouxidão ligamentar do anel pélvico na gestação.
  2. 2.O deslocamento anterior do centro de gravidade gera hiperlordose lombar compensatória.
  3. 3.A dor lombopélvica gestacional se divide em lombalgia e dor pélvica posterior (cintura pélvica).
  4. 4.Compressão sacroilíaca e mobilização pélvica ajudam a diferenciar a origem da dor.
  5. 5.A diástase dos retos abdominais é adaptação esperada, avaliada por palpação da linha alba.

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Preparo para o parto e assistência no puerpério

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Atuação antes, durante e depois.

  1. 1.O preparo para o parto atua no pré-natal tardio com massagem perineal, respiração e vivência de posições.
  2. 2.No trabalho de parto, o fisioterapeuta oferece recursos não farmacológicos de alívio da dor e liberdade de movimento.
  3. 3.No puerpério imediato do parto vaginal, avalia-se o períneo e orienta-se crioterapia e mobilização precoce.
  4. 4.Na cesárea, somam-se cuidados respiratórios, tosse assistida e proteção da incisão à rotina puerperal.
  5. 5.No puerpério tardio, o foco é reeducação funcional, rastreio de diástase e ergonomia no cuidado do bebê.

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Incontinência urinária: tipos e conduta

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Esforço, urgência e mista.

  1. 1.IU é sintoma (perda involuntária de urina), não diagnóstico fechado.
  2. 2.IUE: perda ligada a esforço físico, por hipermobilidade uretral ou deficiência esfincteriana intrínseca.
  3. 3.IUU: perda precedida por urgência súbita, associada à hiperatividade do detrusor.
  4. 4.IUM combina os dois padrões; a conduta segue o componente predominante.
  5. 5.Conduta: TMAP para esforço, treinamento vesical para urgência, farmacológico ou cirúrgico nos casos refratários.

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Dor pélvica crônica e disfunções sexuais

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Avaliação e abordagem multiprofissional.

  1. 1.DPC é dor pélvica não cíclica com duração igual ou superior a seis meses, de origem multifatorial.
  2. 2.Mecanismos nociceptivo, neuropático e nociplástico frequentemente coexistem no mesmo quadro clínico.
  3. 3.Síndrome da dor miofascial do assoalho pélvico é achado central na avaliação fisioterapêutica.
  4. 4.Dispareunia e vaginismo integram o transtorno de dor gênito-pélvica/penetração, mantido por ciclo de medo-evitação.
  5. 5.Conduta fisioterapêutica prioriza relaxamento, dessensibilização e educação em dor, não fortalecimento muscular.

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Linfedema e reabilitação pós-mastectomia

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Prevenção, avaliação e tratamento.

  1. 1.Linfedema pós-mastectomia decorre de dano linfático por esvaziamento axilar e radioterapia
  2. 2.Sinal de Stemmer e estadiamento ISL orientam diagnóstico e gravidade do quadro
  3. 3.Terapia Descongestiva Complexa é o tratamento padrão-ouro, em fase intensiva e manutenção
  4. 4.Cording e capsulite adesiva são complicações comuns do ombro no pós-operatório
  5. 5.Prevenção envolve cuidado com a pele, controle de peso e atividade física progressiva

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Ciclo menstrual, climatério e disfunções hormonais

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FSH, LH, estrogênio e progesterona ao longo do mês e da vida.

  1. 1.GnRH pulsátil estimula FSH e LH, que comandam o ovário.
  2. 2.Estrogênio domina a fase folicular; progesterona domina a fase lútea.
  3. 3.Climatério é a transição; menopausa é a última menstruação.
  4. 4.Ovário falho dá FSH alto; hipotálamo suprimido dá FSH baixo.
  5. 5.Hipoestrogenismo afeta pelve, osso, vasos e músculo.

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Disfunções anorretais: incontinência fecal e constipação

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O assoalho pélvico posterior também é fisioterapia.

  1. 1.Continência depende de fezes, sensação, complacência, esfíncteres e ângulo anorretal.
  2. 2.Trauma obstétrico esfincteriano é a principal causa de incontinência fecal na mulher jovem.
  3. 3.Constipação se divide em trânsito normal, trânsito lento e distúrbio evacuatório.
  4. 4.Na dissinergia, ensine a relaxar e posicionar; não fortaleça primeiro.
  5. 5.Sinais de alarme exigem encaminhamento antes de iniciar a reabilitação.

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Exercício e recursos fisioterapêuticos na gestação e intercorrências obstétricas

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O que prescrever, o que evitar e como reconhecer pré-eclâmpsia e outras urgências.

  1. 1.Gestação de baixo risco: exercício é recomendado, com liberação obstétrica.
  2. 2.Evitar contato, queda, mergulho, calor excessivo, Valsalva e supino prolongado.
  3. 3.Pré-eclâmpsia, sangramento persistente e membranas rotas contraindicam exercício.
  4. 4.Energia profunda sobre o útero gravídico não se aplica.
  5. 5.Sinal de alarme: parar, decúbito lateral esquerdo, aferir PA e encaminhar.

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