Dor pélvica crônica e disfunções sexuais
Avaliação e abordagem multiprofissional.
Saúde da Mulher e Uroginecologia · 8 min de leitura no app · atualizado em 20/08/2026
Resumo em 5 pontos
- 1DPC é dor pélvica não cíclica com duração igual ou superior a seis meses, de origem multifatorial.
- 2Mecanismos nociceptivo, neuropático e nociplástico frequentemente coexistem no mesmo quadro clínico.
- 3Síndrome da dor miofascial do assoalho pélvico é achado central na avaliação fisioterapêutica.
- 4Dispareunia e vaginismo integram o transtorno de dor gênito-pélvica/penetração, mantido por ciclo de medo-evitação.
- 5Conduta fisioterapêutica prioriza relaxamento, dessensibilização e educação em dor, não fortalecimento muscular.
O que cai na prova
- Definição de DPC: dor pélvica não cíclica com duração mínima de seis meses, de origem multifatorial.
- Três mecanismos de dor: nociceptivo, neuropático e nociplástico (sensibilização central) costumam coexistir no mesmo quadro.
- Hipertonia x hipotonia: fortalecimento tipo Kegel é contraindicado quando há hipertonia e dor miofascial do assoalho pélvico.
- Dispareunia x vaginismo: hoje agrupados no transtorno de dor gênito-pélvica/penetração, diferenciados por localização e mecanismo.
- Conduta multiprofissional como padrão de cuidado: fisioterapia, ginecologia/urologia, psicologia/sexologia e medicina da dor.
Começo do resumo
Definição, classificação e mecanismos da dor pélvica crônica
A dor pélvica crônica (DPC) é definida como dor não cíclica, localizada na pelve, que persiste por no mínimo seis meses e compromete a função ou a qualidade de vida. Não é um diagnóstico único, mas uma síndrome multifatorial que reúne componentes ginecológicos, urológicos, gastrointestinais, musculoesqueléticos e psicossociais, muitas vezes sobrepostos no mesmo paciente.
Do ponto de vista fisiopatológico, a dor pode ter origem nociceptiva (visceral ou somática/miofascial), neuropática (compressão ou irritação de nervos, como o pudendo) ou nociplástica, quando há sensibilização central mantendo a dor mesmo sem lesão tecidual ativa. Na prática clínica, esses mecanismos costumam coexistir no mesmo quadro.
O resumo completo, com quiz no fim, está no app no Plus.
O que tem no resumo completo
- Definição, classificação e mecanismos da dor pélvica crônica
- Síndrome da dor miofascial do assoalho pélvico e afecções associadas
- Disfunções sexuais associadas à dor pélvica crônica
- Avaliação fisioterapêutica
- Abordagem multiprofissional e conduta fisioterapêutica
- Erros comuns na avaliação e na conduta