Payload Logo

Mill

Em uma frase: Avalia epicondilite lateral ao alongar forçadamente os extensores do punho. Positivo quando: Dor no epicôndilo lateral ao esticar o punho indica epicondilite lateral.

Espaço Fisioterapia · atualizado em 30/10/2026

Execução do Mill

Como fazer o Mill

Ajuda a diagnosticar a epicondilite lateral.

Execução:

o examinador realiza uma flexão passiva do punho (com o antebraço pronado).

Faz-se um alongamento forçado dos extensores do punho, que se originam no epicôndilo lateral.

Quando o Mill é positivo

Dor no epicôndilo lateral ao aplicar o estiramento.

O que um negativo pode esconder

O falso negativo é mais comum na tendinopatia leve ou crônica de baixa irritabilidade. Nesses casos o tendão só dói sob carga (preensão, levantar objeto com o punho estendido), e o alongamento passivo isolado não chega a provocar dor.

Erros de execução que mais geram falso negativo:

  • cotovelo não totalmente estendido, o que tira tensão do extensor radial curto do carpo
  • punho sem chegar à flexão final ou dedos abertos (flexionar os dedos acrescenta tensão no extensor dos dedos)
  • paciente que resiste ou compensa com o ombro e alivia o estiramento

Se a suspeita é forte, faça Cozen e Maudsley, palpe 1 a 2 cm distal ao epicôndilo e meça a preensão livre de dor. Se o quadro persistir, peça ultrassom.

Mill vs Cozen

Os dois investigam a mesma hipótese, mas por mecanismos opostos. O Mill é passivo. Com cotovelo estendido, antebraço pronado e punho levado à flexão, ele alonga os extensores. O Cozen é ativo. Com cotovelo fletido a cerca de 90°, antebraço pronado, punho cerrado e em extensão com desvio radial, ele contrai contra resistência os mesmos tendões.

Nos poucos estudos disponíveis o Cozen aparece com maior sensibilidade e funciona bem para triagem. A especificidade do Mill não está bem estabelecida, então ele complementa o raciocínio em vez de confirmar sozinho. Como a posição do Mill também tensiona o nervo radial, dor mais distal, sobre o supinador, levanta a suspeita de síndrome do túnel radial, que é diagnóstico diferencial.

Sensibilidade e especificidade

Sensibilidade
~53%
Especificidade
—

Estudo único e pequeno, sem grupo controle adequado. A especificidade relatada nele não é confiável e foi deixada em null. Não há estimativa consolidada de especificidade para o Mill na literatura.

Fonte: Saroja G, Aseer PAL, Sai PMV, International Journal of Physiotherapy and Research, 2014

O que o Mill ajuda a identificar

Teste o que você leu

Três perguntas sobre o Mill. Sem cadastro.

1. O que o Mill avalia?
2. Quando o Mill é considerado positivo?
3. Qual destas condições o Mill ajuda a identificar?

Outros testes de cotovelo

Mais testes especiais

Mill: como fazer, quando é positivo e o que avalia