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Manobra de Grava

Em uma frase: Avalia dor ou inflamação na sínfise púbica e tensão nos músculos adutores. Positivo quando: Dor na virilha, sínfise púbica ou adutores durante adução isométrica, podendo irradiar ao abdômen e coxa medial.

Espaço Fisioterapia · atualizado em 28/10/2026

Execução do Manobra de Grava

Como fazer o Grava

É utilizado para verificar a presença de dor ou inflamação na região da sínfise púbica (pubalgia / osteíte púbica). Também tensiona a musculatura adutora para detectar possíveis lesões musculotendíneas.

Execução:

Posição do paciente:

• Paciente em decúbito dorsal (de barriga para cima).

• Quadris e joelhos flexionados bilateralmente.

• Pés próximos um do outro, de modo que as pernas fiquem razoavelmente unidas.

Ação do avaliador:

O avaliador posiciona as mãos na face lateral dos joelhos ou das coxas, promovendo uma abdução suave (abrir os joelhos para fora).

Ação do paciente:

Com os joelhos abertos pelo avaliador, o paciente é instruído a realizar adução isométrica (tentar fechar os joelhos contra a resistência do avaliador) mantendo essa contração por alguns segundos (de 5 a 10 segundos).

Observação:

Deve-se observar ou perguntar ao paciente se ocorre dor na região da virilha, sínfise púbica ou na inserção dos adutores.

Quando o Grava é positivo

Dor na região anterior do quadril (virilha), na sínfise púbica ou na musculatura adutora durante a contração isométrica de adução. Às vezes, o paciente relata dor na basedo abdômen, irradiando para a face medial da coxa.

O que um negativo pode esconder

O falso negativo típico acontece na dor na virilha de baixa irritabilidade. O atleta só sente dor ao chutar ou mudar de direção, carga que a isométrica em repouso não reproduz. Dor do canal inguinal ou intra-articular também pode passar batido, porque a adução resistida pouco provoca essas estruturas.

  • Pedir contração submáxima ou deixar o paciente 'apertar de leve'.
  • Testar num ângulo só de flexão do quadril. Vale repetir em 0°, 45° e 90°.
  • Ceder à força do paciente. A contração vira movimento e a carga cai.

Com suspeita forte e teste negativo, palpe a origem do adutor longo e a sínfise e teste a adução resistida unilateral. Persistindo a dúvida, considere RM da pelve para buscar edema ósseo parassinfisário.

Grava vs Patrick Fabere

Os dois são feitos em decúbito dorsal e provocam dor na virilha, e é por isso que o aluno confunde. O Patrick (FABERE) é passivo e unilateral. O quadril vai em flexão, abdução e rotação externa e o avaliador pressiona o joelho para baixo, o que tensiona a cápsula anterior, alonga os adutores e carrega a sacroilíaca.

A Manobra de Grava é ativa e bilateral. Pede contração isométrica dos adutores e carrega a inserção deles na sínfise púbica.

  • Dor no Grava, com palpação dos adutores dolorosa, aponta para dor relacionada aos adutores ou à sínfise.
  • Dor anterior no FABERE com Grava negativo leva a investigar primeiro o quadril.
  • Dor posterior no FABERE pode sugerir a sacroilíaca.

Sensibilidade e especificidade

Sensibilidade
~85%
Especificidade
—

O valor (85,4%) vem do adductor squeeze test a 90° de flexão de quadril, numa coorte de 382 atletas homens com dor inguinal crônica, com diagnóstico por história, exame clínico e RM. É sensível para dor inguinal atlética, mas os autores o descrevem como pouco específico para a lesão de base (aponeurose púbica ou adutores). O resumo não traz especificidade. O estudo avalia o squeeze test e não a 'Manobra de Grava' com esse nome, então o número é uma aproximação para a mesma mecânica de adução isométrica bilateral.

Fonte: Falvey et al., British Journal of Sports Medicine, 2016

O que o Grava ajuda a identificar

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