Compressão Sacroilíaca (Lateral)
Em uma frase: Avalia dor ou disfunção da articulação sacroilíaca.
Espaço Fisioterapia · atualizado em 17/10/2026

Como fazer o Compressão Sacroilíaca (Lateral)
Avalia dor ou disfunção da articulação sacroilíaca por meio de uma força compressiva aplicada lateralmente na pelve. O teste estressa as estruturas posteriores da sacroilíaca e pode reproduzir dor local.
Execução:
Paciente em decúbito lateral.
O examinador posiciona as mãos sobre as faces laterais da pelve.
Aplica uma força de compressão medial, aproximando os ilíacos.
Mantém a pressão por alguns segundos.
Observa a presença de dor na região sacroilíaca.
Quando o Compressão Sacroilíaca (Lateral) é positivo
• Dor localizada na região sacroilíaca.
• Reprodução da dor familiar do paciente.
• Desconforto profundo na pelve posterior.
O que um negativo pode esconder
Um negativo não exclui dor sacroilíaca. Sozinho, o teste tem sensibilidade moderada e deixa passar cerca de 1 em cada 3 casos confirmados por bloqueio anestésico. Dor pouco irritável pode não ser reproduzida pela compressão.
- Força tímida ou breve demais. A carga precisa ser firme e pode ser repetida algumas vezes.
- Mãos sobre o trocânter maior em vez da crista ilíaca, desviando a carga para o quadril.
- Pelve instável (quadris e joelhos sem flexão), que rola em vez de receber a força.
Se a suspeita é forte, complete o cluster de Laslett (distração, thigh thrust, sacral thrust) e descarte centralização lombar. Nos estudos, o padrão de referência é o bloqueio anestésico guiado por imagem. Se houver suspeita de sacroileíte inflamatória, encaminhe para investigação reumatológica. Nesse caso, a ressonância com STIR é o exame de escolha.
Compressão Sacroilíaca (Lateral) vs Patrick Fabere
Os dois respondem à mesma pergunta clínica (a dor vem da sacroilíaca?), mas carregam a articulação de formas diferentes. A compressão lateral é feita em decúbito lateral e carrega só a pelve, sem mover o quadril. O Patrick é feito em supino, com flexão, abdução e rotação lateral do quadril e pressão no joelho e na EIAS contralateral, o que estressa quadril e sacroilíaca ao mesmo tempo.
Uma sequência prática é usar o Patrick como triagem. Dor inguinal sugere quadril e dor posterior sugere sacroilíaca, mas esse achado é pouco específico. A compressão entra depois que o quadril foi descartado, como parte do cluster de provocação da sacroilíaca.
Sensibilidade e especificidade
- Sensibilidade
- ~69%
- Especificidade
- ~69%
Isolado tem acurácia modesta. O valor diagnóstico vem do cluster, com 2 positivos em 4 testes (distração, thigh thrust, compressão, sacral thrust), sensibilidade ~88% e especificidade ~78%.
Fonte: Laslett et al., Manual Therapy, 2005
O que o Compressão Sacroilíaca (Lateral) ajuda a identificar
- Espondilite anquilosante: Doença inflamatória crônica que causa entesite, dor e rigidez na coluna por calcificação do disco intervertebral.
- Sacroileíte: Inflamação da articulação sacroilíaca, causando dor profunda na nádega com possível irradiação.
- Disfunção Sacroilíaca: Alteração mecânica do movimento sacroilíaco, comum no pós-parto, causando dor lombossacra unilateral.
Teste o que você leu
Três perguntas sobre o Compressão Sacroilíaca (Lateral). Sem cadastro.
Outros testes de quadril e pelve
- FADIR (Teste de Impacto Anterior do Quadril)
- Patrick Fabere
- Teste da Mola do ilíaco
- Manobra de Grava
- Teste de Mobilização pélvica
- Teste do Piriforme (Flexão, Adução e Rotação Interna)
- Thomas
- Trendelenburg
- Teste de Ober
- Lasegue
- Teste de Bursite Trocantérica
- Teste de Phelps