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Escala de Oxford Modificada

Espaço Fisioterapia · atualizado em 20/10/2026

Execução do Escala de Oxford Modificada

Como fazer o Escala de Oxford Modificada

Avaliação semiquantitativa da força de contração dos músculos do assoalho pélvico por palpação digital. Componente central de qualquer avaliação uroginecológica, define linha de base, pontuação alvo e progressão do tratamento. Escala 0–5.

Aplicação: paciente em decúbito dorsal, MMII fletidos, em ambiente privado. Avaliador (uso de luva descartável + gel) realiza palpação intravaginal bidigital (índice + médio) em 3–4 cm de profundidade. Solicitar contração voluntária máxima dos músculos do assoalho pélvico. Graduar de acordo com a percepção de elevação muscular e pressão sobre os dedos.

Quando o Escala de Oxford Modificada é positivo

Graus 0–5:

  • 0 — Sem contração: nenhuma resposta palpável

  • 1 — Esboço de contração: contração mínima, sem elevação

  • 2 — Contração fraca: contração presente sem elevação significativa do períneo

  • 3 — Contração moderada: contração com elevação leve do períneo

  • 4 — Contração boa: elevação evidente do períneo, resistência leve à compressão digital

  • 5 — Contração forte: elevação importante, resistência forte à compressão digital, mantida em segundos

Resultados ≤ 2 indicam fraqueza severa - programa de fortalecimento (Kegel + biofeedback) intensivo. ≥ 4 já permite progressão pra exercícios funcionais.

O que um negativo pode esconder

Aqui o 'negativo' é um grau 4 ou 5 em quem tem disfunção. Isso aparece na incontinência de esforço causada por falha de timing ou de resistência, porque a escala gradua uma única contração máxima em decúbito e sem carga. Também aparece na avulsão unilateral do levantador do ânus, que a palpação só na linha média pode não detectar.

  • Aceitar co-contração de glúteos, adutores ou abdominais como elevação, o que superestima o grau.
  • Não comparar os feixes direito e esquerdo.
  • Graduar só a força e não avaliar o relaxamento nem a presença de hipertonia.

Se a suspeita continuar forte, complete com o esquema PERFECT, manometria ou EMG e ultrassom transperineal.

Sensibilidade e especificidade

É uma escala de graduação de força e não um teste diagnóstico, por isso não tem sensibilidade e especificidade consolidadas. A literatura estuda a confiabilidade entre avaliadores, que é variável, e a correlação com a manometria vaginal (ex.: Bø & Finckenhagen, Acta Obstet Gynecol Scand, 2001).

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Escala de Oxford Modificada: como fazer e interpretar