Teste de Spurling
Em uma frase: Avalia compressão radicular cervical ao reduzir o diâmetro do forame intervertebral. Positivo quando: Aparecimento ou piora da dor irradiada para o membro superior.
Espaço Fisioterapia · atualizado em 10/10/2026

Como fazer o Spurling
Avalia compressão radicular cervical, provocando a redução do diâmetro do forame intervertebral.
Execução:
1. Paciente sentado.
2. O examinador inclina a cabeça do paciente para o lado sintomático (flexão lateral).
3. Aplica uma leve pressão axial (compressão) e contínua sobre a cabeça em torno de 15 segundos.
Quando o Spurling é positivo
Aparecimento ou piora da dor irradiada para o membro superior.
O que um negativo pode esconder
Falso negativo: é mais provável na radiculopatia crônica, quando já há déficit sensitivo ou motor e a raiz está pouco irritável. Também ocorre quando a compressão não é foraminal (hérnia central, mielopatia), porque o teste depende de fechar o forame.
- Compressão axial fraca ou mantida por pouco tempo.
- Fazer só a inclinação lateral fecha menos o forame que a variante com extensão e rotação ipsilateral.
- Defesa muscular do paciente travando o movimento antes do fim da amplitude.
Se a suspeita é forte, o negativo não descarta. Faça o exame neurológico (dermátomos, miótomos, reflexos), o ULTT1, que é mais sensível, e a distração cervical. Déficit progressivo pede ressonância magnética. Se houver dúvida com nervo periférico, eletroneuromiografia.
Spurling vs Distração Cervical
O Spurling fecha o forame com inclinação para o lado sintomático e compressão axial, e procura reproduzir a dor irradiada. A distração cervical faz o contrário. Com o paciente sentado ou em supino, o examinador traciona a cabeça no eixo longitudinal para abrir o forame e procura alívio dos sintomas.
Os dois respondem à mesma pergunta por caminhos opostos e se completam. Use o Spurling quando a dor irradiada estiver ativa. Use a distração para reforçar a hipótese de origem foraminal ou quando a compressão for mal tolerada. Ambos são específicos e fazem parte do cluster de Wainner, junto com o ULTT1 e a rotação cervical menor que 60°.
Sensibilidade e especificidade
- Sensibilidade
- 38–97%
- Especificidade
- 89–100%
Alta especificidade e sensibilidade muito variável entre estudos, com intervalos de confiança largos e poucos estudos incluídos (revisão sistemática com 5 estudos de acurácia). Um positivo ajuda a confirmar a radiculopatia, mas um negativo não a descarta. Rubinstein et al. (Eur Spine J, 2007) chegaram à mesma conclusão qualitativa.
Fonte: Thoomes et al., The Spine Journal, 2018
O que o Spurling ajuda a identificar
- Radiculopatia cervical: Distúrbio nervoso na coluna cervical por compressão, inflamação ou lesão.
Teste o que você leu
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