Espaço Fisioterapia

Pendular de Wartenberg (Pendulum Test)

Espaço Fisioterapia · atualizado em 03/11/2026

Execução do Pendular de Wartenberg (Pendulum Test)

Como fazer o Pendular de Wartenberg (Pendulum Test)

Avaliação quantitativa da espasticidade dinâmica do quadríceps por meio do movimento pendular passivo do joelho. Mais sensível e objetivo que a escala de Ashworth pra mensurar variações sutis de tônus.

Aplicação:

  • Paciente sentado na maca com os MMII pendentes (sem contato com o chão).

  • O avaliador levanta passivamente a perna até a extensão completa do joelho, solicita que o paciente relaxe ao máximo, e libera o membro deixando-o oscilar livremente.

  • Observar o número de oscilações pendulares e a amplitude (em comparação ao lado contralateral ou ao normal esperado).

Quando o Pendular de Wartenberg (Pendulum Test) é positivo

Redução do número e amplitude das oscilações pendulares (membro "para" rapidamente, com poucas oscilações) ou ausência completa de oscilação.

Indica hipertonia espástica do quadríceps - AVC, paralisia cerebral, lesão medular, esclerose múltipla.

Vantagem sobre Ashworth: mensura tônus dinâmico (durante movimento livre) em vez do tônus estático ao movimento passivo.

O que um negativo pode esconder

Um falso negativo frequente aparece na espasticidade leve avaliada só no olho. Também aparece no acometimento bilateral (diplegia, lesão medular), em que o lado contralateral também está alterado e as duas pernas parecem simétricas. Medicação (baclofeno, toxina botulínica) pode mascarar o quadro. No sentido oposto, paciente que não relaxa ou rigidez parkinsoniana reduzem as oscilações.

  • Fazer várias liberações sem padronizar, porque a resposta muda com a repetição.
  • Dar impulso ao soltar a perna em vez de só liberar.
  • Testar logo depois de alongamento ou mobilização.

Se a suspeita continua forte, faça Tardieu e Ashworth modificada, pesquise clônus e reflexo patelar. Se der, quantifique com eletrogoniômetro ou sensor inercial (índice de relaxamento).

Pendular de Wartenberg (Pendulum Test) vs Thomas

Os dois deixam o joelho pendente pela borda da maca e olham o que a gravidade faz com ele. Mas respondem perguntas diferentes.

  • Pendular: paciente sentado, perna liberada da extensão. Mede o tônus dinâmico, sensível ao reflexo de estiramento que depende da velocidade.
  • Thomas modificado: decúbito dorsal com o quadril contralateral fletido. É estático e mede o comprimento do reto femoral e do iliopsoas.

No paciente neurológico, uma contratura do reto femoral também reduz as oscilações e pode passar por espasticidade. Use o Thomas pra estimar o componente estrutural e o pendular pra quantificar o tônus, lembrando que ele mistura componente neural e rigidez dos tecidos.

Sensibilidade e especificidade

Sem valor consolidado de sensibilidade e especificidade na literatura. Os estudos falam em 'sensibilidade' no sentido de detectar mudança (responsividade), e a correlação com escalas clínicas varia entre estudos e protocolos.

Fonte: Rahimi et al., BioMedical Engineering OnLine, 2020 (revisão sistemática de métodos, sem dados de acurácia diagnóstica)

O que o Pendular de Wartenberg (Pendulum Test) ajuda a identificar

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1. Qual destas condições o Pendular de Wartenberg (Pendulum Test) ajuda a identificar?

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