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Resumo de Cinesiologia e Biomecânica

9 tópicos de Cinesiologia e Biomecânica, cada um resumido nos 5 pontos que mais caem em prova e concurso. É a mesma grade dos Resumos do app Espaço Fisioterapia; 9 tópicos são grátis no app, e o texto completo de cada um, com quiz no fim, está lá.

Grandezas, forças, torque e alavancas

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A base mecânica de toda análise de movimento.

  1. 1.Grandezas vetoriais (força, torque) têm direção e sentido; escalares (massa, tempo) não.
  2. 2.Força é o produto capaz de alterar o estado de movimento de um corpo, medida em newtons.
  3. 3.Torque é força multiplicada pelo braço de momento, e esse braço muda ao longo da amplitude articular.
  4. 4.Alavancas se classificam em interfixa, inter-resistente e interpotente conforme a posição do eixo.
  5. 5.A maioria das alavancas do corpo é interpotente, priorizando velocidade e amplitude sobre força bruta.

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Osteocinemática e artrocinemática

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Rolamento, deslizamento e giro — e por que isso muda a conduta.

  1. 1.Osteocinemática é o movimento do osso no espaço; artrocinemática é o movimento entre as superfícies articulares.
  2. 2.Os três movimentos artrocinemáticos são rolamento, deslizamento e giro, geralmente combinados entre si.
  3. 3.A regra côncavo-convexo define a direção do deslizamento acessório usado na mobilização articular.
  4. 4.Posição de repouso tem menor congruência e mais espaço para deslizar; posição de compressão máxima trava o jogo articular.
  5. 5.Errar qual superfície é côncava, convexa ou móvel é a armadilha mais comum de prova sobre esse tema.

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Mecânica muscular

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Tipos de contração, comprimento-tensão e força-velocidade.

  1. 1.Contração muscular é geração de tensão pelo ciclo de pontes cruzadas actina-miosina, não sinônimo de encurtamento.
  2. 2.Os quatro tipos clássicos são isométrica, concêntrica, excêntrica e isocinética, definidos pela relação tensão-comprimento-velocidade.
  3. 3.A relação comprimento-tensão tem pico no comprimento ótimo do sarcômero e cai nos extremos encurtado e alongado.
  4. 4.A relação força-velocidade é inversa na contração concêntrica e direta na excêntrica, até um platô de força.
  5. 5.Testes manuais como MRC e Oxford avaliam força isométrica; a dinamometria isocinética avalia força em velocidade controlada.

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Resposta do tecido conjuntivo à carga

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Curva tensão-deformação e o que significa para a reabilitação.

  1. 1.Tecido conjuntivo denso responde à carga de forma viscoelástica, dependente de tempo e velocidade de aplicação.
  2. 2.Curva tensão-deformação: região de acomodação, região elástica, ponto de escoamento, região plástica, ponto de ruptura.
  3. 3.Deformação elástica é reversível; deformação plástica é permanente e ocorre após o ponto de escoamento.
  4. 4.Imobilização reduz a resistência do tecido e diminui sua região de acomodação, tornando-o mais frágil e mais rígido.
  5. 5.Reabilitação dosa a carga para estimular remodelação (leis de Wolff e Davis) sem ultrapassar o ponto de escoamento do tecido.

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Ombro e ritmo escapuloumeral

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A divisão do trabalho entre glenoumeral e escápula.

  1. 1.O ombro é um complexo de quatro articulações que precisam se mover em sequência coordenada.
  2. 2.Ritmo escapuloumeral é a relação proporcional entre rotação glenoumeral e rotação escapular durante a elevação do braço.
  3. 3.A proporção clássica de 2:1 é uma referência de prova, não uma constante ao longo de todo o arco de movimento.
  4. 4.Dois pares de força sustentam o ritmo: trapézio/serrátil anterior na escápula e deltoide/manguito rotador na glenoumeral.
  5. 5.Discinesia escapular é um achado de exame, não um diagnóstico, e pode ser causa ou consequência de disfunção do ombro.

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Cotovelo, punho e mão

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Biomecânica da pronossupinação e da preensão.

  1. 1.Radioulnar proximal e distal formam um par obrigatório unido pela membrana interóssea.
  2. 2.Pronador quadrado estabiliza sempre; pronador redondo e bíceps entram com resistência.
  3. 3.Epicôndilo lateral origina supinador e extensores; epicôndilo medial origina pronador redondo e flexores.
  4. 4.Preensão de força e preensão de precisão usam estratégias musculares e posições de punho distintas.
  5. 5.Tenodese, quadríga e equilíbrio extrínseco-intrínseco determinam a funcionalidade real da preensão.

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Coluna vertebral e controle do tronco

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Cargas discais, estabilidade e o papel do core.

  1. 1.Segmento móvel vertebral: corpo e disco sustentam compressão; facetas e ligamentos guiam direção e resistem a cisalhamento.
  2. 2.Pressão intradiscal varia com a postura: menor deitado, maior sentado inclinado à frente com carga.
  3. 3.Modelo de Panjabi: subsistemas passivo, ativo e neural mantêm a zona neutra dentro de limites fisiológicos.
  4. 4.Core local (transverso, multífidos, diafragma, assoalho pélvico) estabiliza; core global (reto, oblíquos, eretores) gera torque e movimento.
  5. 5.Reabilitação de lombalgia prioriza controle motor e progressão de carga, não apenas fortalecimento isolado do abdômen.

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Quadril e joelho

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Braços de alavanca, Trendelenburg e o mecanismo extensor.

  1. 1.Em apoio unipodal, o quadril funciona como alavanca de primeiro gênero centrada na cabeça femoral.
  2. 2.O braço de alavanca abdutor é curto, então a força abdutora precisa superar o peso corporal.
  3. 3.Coxa vara amplia o braço abdutor; coxa valga o reduz e aumenta a demanda muscular.
  4. 4.Trendelenburg positivo aponta fraqueza, dor ou instabilidade do quadril do lado de apoio.
  5. 5.A patela e o ângulo Q determinam a eficiência e o alinhamento do mecanismo extensor do joelho.

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Tornozelo, pé e análise da marcha

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Fases da marcha, determinantes e o pé como base.

  1. 1.Ciclo de marcha = apoio (60%) + balanço (40%), com duplo apoio e apoio unipodal alternados.
  2. 2.Seis determinantes clássicos buscam suavizar o deslocamento do centro de gravidade, mas o modelo é hoje questionado.
  3. 3.Três rockers (calcâneo, tornozelo, antepé) guiam a progressão do corpo sobre o pé fixo.
  4. 4.O windlass e a sequência pronação-supinação alternam o pé entre absorvedor de impacto e alavanca rígida.
  5. 5.Fraquezas e deformidades (glúteo médio, varo de retropé, pé caído) alteram determinantes específicos e geram padrões compensatórios característicos.

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