Resumo de Gerontologia
11 tópicos de Gerontologia, cada um resumido nos 5 pontos que mais caem em prova e concurso. É a mesma grade dos Resumos do app Espaço Fisioterapia; 2 tópicos são grátis no app, e o texto completo de cada um, com quiz no fim, está lá.
Envelhecimento fisiológico dos sistemas
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O que muda com a idade em cada sistema.
- 1.Envelhecimento primário é universal e fisiológico; secundário reflete doença e hábitos de vida.
- 2.Homeostenose reduz a resposta a estresse mesmo com função de repouso preservada.
- 3.Cardiovascular e respiratório perdem complacência e reserva, limitando a resposta ao esforço.
- 4.Osso, cartilagem, tendão e disco degeneram e predispõem a lesões degenerativas.
- 5.Sistema nervoso, sensorial, renal, digestório, imunológico e tegumentar mudam de forma previsível e devem ser diferenciados de doença.
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Sarcopenia e fragilidade
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Diagnóstico, critérios e intervenção.
- 1.Sarcopenia é doença muscular progressiva, com perda de força, massa e qualidade, primária ou secundária.
- 2.Diagnóstico segue a lógica força, massa e desempenho físico, não valores de corte isolados.
- 3.Fragilidade é síndrome de vulnerabilidade fisiológica, avaliada pelo fenótipo de Fried ou pelo índice de Rockwood.
- 4.O ciclo da fragilidade liga sarcopenia, inatividade e perda de peso em espiral de declínio funcional.
- 5.Exercício resistido associado a suporte nutricional é a intervenção com maior respaldo de evidência.
Avaliação geriátrica ampla e funcionalidade
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Medir o que importa: AVD, AIVD e mobilidade.
- 1.A Avaliação Geriátrica Ampla é multidimensional; a funcionalidade é um eixo central, não o único.
- 2.AVD é autocuidado básico, medido pelo Índice de Barthel ou pelo Índice de Katz.
- 3.AIVD são tarefas complexas do cotidiano, medidas pela escala de Lawton e Brody.
- 4.Mobilidade (marcha, equilíbrio, transferências) é avaliada com o TUG e a Escala de Tinetti (POMA).
- 5.Medir funcionalidade orienta alta hospitalar, prognóstico e acompanhamento da evolução do idoso.
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Quedas: fatores de risco e avaliação
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Rastreio e identificação de risco.
- 1.Queda é evento multifatorial, resultado da interação entre fatores intrínsecos e extrínsecos.
- 2.Fatores intrínsecos incluem alterações sensoriais, força muscular, marcha, cognição, hipotensão e polifarmácia.
- 3.Fatores extrínsecos envolvem ambiente físico, calçados, mobiliário e dispositivos de auxílio à marcha.
- 4.O rastreio inicial usa perguntas simples sobre quedas prévias, instabilidade e medo de cair.
- 5.TUG, Tinetti/POMA, DGI e Romberg sensibilizado compõem a avaliação funcional do risco de queda.
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Prevenção de quedas e treino de equilíbrio
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Programas com evidência e dose adequada.
- 1.O treino de equilíbrio desafia de forma progressiva os sistemas visual, vestibular e somatossensorial.
- 2.Otago e Tai Chi são os programas com evidência mais consolidada para prevenção de quedas.
- 3.O componente de equilíbrio reduz mais o risco de queda do que o fortalecimento isolado.
- 4.A progressão se dá por base de apoio, informação sensorial e componente dinâmico da tarefa.
- 5.A dose mínima eficaz é de duas a três vezes por semana, por ao menos três meses, com manutenção contínua.
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Demências e declínio cognitivo
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Como adaptar a abordagem fisioterapêutica.
- 1.Diferencie delirium (agudo, reversível) de demência (crônica, progressiva) antes de ajustar a conduta.
- 2.A etiologia da demência define quando o comprometimento motor aparece no curso da doença.
- 3.MEEM rastreia e os sinais de liberação frontal apoiam, mas a observação funcional guia a sessão.
- 4.Comandos simples, pistas visuais e rotina fixa substituem a instrução verbal complexa em fases avançadas.
- 5.Memória processual preservada e envolvimento do cuidador sustentam o ganho motor em todas as fases.
Imobilismo e úlceras por pressão
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Consequências sistêmicas e prevenção.
- 1.Imobilismo no idoso desencadeia perdas cardiovasculares, respiratórias, musculoesqueléticas e tegumentares simultâneas.
- 2.Úlcera por pressão surge por isquemia tecidual quando a pressão externa supera a pressão de fechamento capilar.
- 3.Cisalhamento, fricção e umidade agravam o dano tecidual além da pressão isolada.
- 4.A Escala de Braden é o principal instrumento de rastreio de risco para lesão por pressão.
- 5.Prevenção depende de mudança de decúbito regular, posicionamento correto e mobilização precoce, não só de colchão especial.
Exercício e prescrição no idoso
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Força, potência e o que priorizar.
- 1.Potência declina antes e mais rápido que força máxima no envelhecimento.
- 2.Perda de potência tem causa muscular, nas fibras tipo II, e causa neural.
- 3.Prescrição eficaz usa cargas moderadas a altas, de 60% a 80% de 1RM.
- 4.Treino de potência exige velocidade na fase concêntrica e intervalos mais longos.
- 5.Priorizar membros inferiores, exercícios multiarticulares e reavaliação com SPPB.
Delirium, depressão e saúde mental do idoso
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Os outros dois "Ds" além da demência.
- 1.Delirium é agudo, flutuante, com desatenção e causa orgânica a investigar.
- 2.Demência prévia é o principal fator predisponente para delirium.
- 3.Antipsicóticos não são rotina para prevenir ou tratar delirium.
- 4.Depressão no idoso é atípica, somática e não faz parte do envelhecimento normal.
- 5.Fisioterapeuta detecta mudanças, mobiliza cedo e usa exercício como adjuvante.
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Polifarmácia, iatrogenia e uso de medicamentos no idoso
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Quando o remédio vira o problema.
- 1.Polifarmácia costuma ser definida como o uso de cinco ou mais remédios e pode ser apropriada.
- 2.Iatrogenia é dano causado pelo cuidado, e a cascata de prescrição é seu mecanismo clássico.
- 3.No idoso, a distribuição dos fármacos se altera, o metabolismo e a excreção diminuem e o SNC fica mais sensível.
- 4.Benzodiazepínicos, anticolinérgicos, antipsicóticos e anti-hipertensivos estão entre as classes que mais prejudicam a função.
- 5.O fisio revisa a lista, adapta a sessão e comunica sinais de alerta à equipe.
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Tontura, hipotensão ortostática e presbivestibulopatia
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A tontura ao levantar da cama e sua relação com quedas.
- 1.Tontura ao levantar: pense em HO, VPPB e déficit vestibular crônico.
- 2.Gatilho e duração diferenciam melhor que a descrição da sensação.
- 3.Meça PA e FC deitado e em pé com 1 e 3 minutos, com proteção contra queda.
- 4.Na HO: levantar em etapas, manobras contrafísicas, compressão e recondicionamento.
- 5.Na presbivestibulopatia: reabilitação vestibular e ajustes do ambiente noturno.
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