Espaço Fisioterapia

Resumo de Epidemiologia

12 tópicos de Epidemiologia, cada um resumido nos 5 pontos que mais caem em prova e concurso. É a mesma grade dos Resumos do app Espaço Fisioterapia; 2 tópicos são grátis no app, e o texto completo de cada um, com quiz no fim, está lá.

Indicadores de saúde: incidência, prevalência, mortalidade e letalidade

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Como cada indicador se calcula, o que mede e as confusões clássicas entre eles.

  1. 1.Incidência = casos novos ÷ população em risco, no período.
  2. 2.Prevalência = casos existentes ÷ população total, pontual ou de período.
  3. 3.Mortalidade = óbitos ÷ população total. Letalidade = óbitos ÷ doentes.
  4. 4.Prevalência ≈ incidência × duração média da doença (situação estável).
  5. 5.Sempre identifique o denominador antes de responder: ele define o indicador.

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Transição demográfica e epidemiológica

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Envelhecimento, doenças crônicas e o que isso muda na demanda por reabilitação.

  1. 1.Transição demográfica é a queda da mortalidade seguida da queda da natalidade, com envelhecimento da população.
  2. 2.A queda da fecundidade é o principal determinante do envelhecimento populacional.
  3. 3.Transição epidemiológica troca infecciosas por DCNT e causas externas (modelo de Omran).
  4. 4.No Brasil a transição é acelerada e desigual, com dupla ou tripla carga de doenças.
  5. 5.Mais idosos com doença crônica significa mais incapacidade e maior demanda por reabilitação e cuidado longitudinal.

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História natural da doença e níveis de prevenção

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Prevenção primária, secundária, terciária e quaternária, com exemplos da fisioterapia.

  1. 1.História natural: período pré-patogênico, depois patogênico (subclínico e clínico) e desfecho.
  2. 2.Primária: promoção da saúde e proteção específica, reduz incidência.
  3. 3.Secundária: diagnóstico precoce, tratamento imediato e limitação da incapacidade.
  4. 4.Terciária: reabilitação de quem já tem sequela, para recuperar função.
  5. 5.Quaternária: protege o paciente do excesso de exames e tratamentos.

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Desenhos de estudo: transversal, coorte, caso-controle e ensaio clínico

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O que cada desenho responde, suas forças e limites e como identificá-lo num enunciado.

  1. 1.O que separa os desenhos é quem atribui a exposição e a direção do estudo.
  2. 2.Transversal mede tudo ao mesmo tempo e dá prevalência, sem temporalidade.
  3. 3.Coorte parte da exposição, segue no tempo e mede incidência e risco.
  4. 4.Caso-controle parte do desfecho, olha o passado e serve para doenças raras.
  5. 5.Ensaio clínico randomizado é o experimental e o mais forte para testar intervenções.

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Medidas de associação e efeito: risco relativo, odds ratio e NNT

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Calcular e interpretar as medidas, inclusive a partir de uma tabela 2×2.

  1. 1.RR = risco nos expostos ÷ risco nos não expostos, calculável em coorte e ensaio.
  2. 2.OR = (a × d) ÷ (b × c), único possível no caso-controle.
  3. 3.RAR = risco do controle − risco do tratado, e NNT = 1 ÷ RAR.
  4. 4.RR ou OR igual a 1 significa ausência de associação, menor que 1 protege, maior que 1 aumenta.
  5. 5.IC95% que inclui o 1 (ou o 0, nas diferenças) indica resultado não significativo.

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Validade de testes diagnósticos: sensibilidade, especificidade e valores preditivos

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Os cálculos, a influência da prevalência e a aplicação aos testes da fisioterapia.

  1. 1.Todo cálculo parte da tabela 2x2 contra o padrão-ouro.
  2. 2.Sensibilidade identifica doentes e especificidade identifica sadios.
  3. 3.VPP e VPN respondem "o resultado está certo?" e dependem da prevalência.
  4. 4.LR junta sensibilidade e especificidade e leva da probabilidade pré para a pós-teste.
  5. 5.Em fisioterapia, combine testes e raciocínio clínico, porque teste especial isolado raramente fecha o diagnóstico.

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Vieses, confundimento e níveis de evidência

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Os erros que invalidam um estudo e como se hierarquiza a evidência.

  1. 1.Erro aleatório diminui com amostra maior, erro sistemático não.
  2. 2.Os vieses são de seleção e de informação, e o confundimento é falha de interpretação causal.
  3. 3.Confundidor se associa à exposição, causa o desfecho e não é etapa intermediária.
  4. 4.Randomização controla confundidores conhecidos e desconhecidos, o ajuste controla só os medidos.
  5. 5.A pirâmide ordena os desenhos, mas a qualidade do estudo e o GRADE refinam a certeza da evidência.

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Notificação compulsória e sistemas de informação em saúde

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O que se notifica, quem notifica e para que servem SINAN, SIM, SINASC e SIH.

  1. 1.Notificação compulsória é obrigatória, feita no caso suspeito, por qualquer profissional de saúde.
  2. 2.Imediata em até 24 horas para eventos graves, semanal para os demais agravos.
  3. 3.SINAN registra agravos da lista, com ficha de notificação e de investigação.
  4. 4.SIM usa a Declaração de Óbito e a causa básica, SINASC usa a Declaração de Nascido Vivo.
  5. 5.SIH vem da AIH, cobre internações do SUS e tem viés administrativo.

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Epidemiologia: conceito, história, usos e modelos de causalidade

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O que a epidemiologia estuda, de onde veio e como pensa causa.

  1. 1.Epidemiologia estuda o coletivo: distribuição, determinantes e aplicação.
  2. 2.Marcos: Hipócrates, Graunt, Lind, Snow, Framingham, Doll e Hill.
  3. 3.Usos: diagnóstico de saúde, causas, planejamento, avaliação e vigilância.
  4. 4.Causalidade evoluiu de unicausal para tríade, rede, tortas e determinantes sociais.
  5. 5.Bradford Hill julga causalidade, e só a temporalidade é obrigatória.

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Epidemiologia descritiva: pessoa, tempo e lugar, séries temporais e fontes de dados

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Como se descreve a distribuição de um agravo e de onde vêm os números.

  1. 1.Epidemiologia descritiva responde quem, quando e onde: pessoa, tempo e lugar.
  2. 2.Pessoa: idade é a variável mais influente. Sexo, renda, escolaridade e ocupação também são centrais.
  3. 3.Série temporal: tendência secular, variação cíclica, sazonal e irregular.
  4. 4.Lugar: analise por residência e cuidado com falácia ecológica em dados agregados.
  5. 5.Fontes: censo, SIM, SINASC, SINAN, SIH, inquéritos; julgue cobertura e completude.

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Endemia, epidemia, pandemia e surto: conceitos, curva epidêmica e investigação

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As quatro palavras que toda prova confunde e como se investiga um surto.

  1. 1.Todas as definições comparam o observado com o esperado.
  2. 2.Endemia é ocorrência habitual, epidemia é excesso sobre o habitual.
  3. 3.Surto é epidemia restrita, pandemia é epidemia em vários países e continentes.
  4. 4.Curva epidêmica usa data de início dos sintomas e revela o tipo de fonte.
  5. 5.Investigação: confirmar surto, definir caso, descrever, testar hipótese e controlar cedo.

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Cadeia epidemiológica das doenças transmissíveis: agente, reservatório, transmissão e imunidade

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Os elos da cadeia de infecção e os conceitos que caem junto.

  1. 1.Seis elos: agente, reservatório, saída, transmissão, entrada e hospedeiro suscetível.
  2. 2.Romper qualquer elo interrompe a cadeia e cada medida atua em um elo.
  3. 3.Reservatório é onde o agente vive. Fonte é de onde ele passa ao hospedeiro.
  4. 4.Gotícula pede máscara cirúrgica. Aerossol pede PFF2/N95.
  5. 5.Imunidade coletiva depende do R0, com limiar aproximado de 1 - 1/R0.

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