Resumo de Cinesioterapia
11 tópicos de Cinesioterapia, cada um resumido nos 5 pontos que mais caem em prova e concurso. É a mesma grade dos Resumos do app Espaço Fisioterapia; 3 tópicos são grátis no app, e o texto completo de cada um, com quiz no fim, está lá.
Bases e indicações da cinesioterapia
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O que o exercício terapêutico resolve e o que não resolve.
- 1.Cinesioterapia é uso dosado e progressivo do movimento, guiado por avaliação e objetivo funcional.
- 2.O princípio da adaptação específica à demanda explica por que a dose e o tipo de estímulo importam mais que "mexer o corpo".
- 3.Os efeitos comprovados cobrem força, extensibilidade, controle motor, capacidade aeróbia e modulação da dor.
- 4.O exercício não substitui cirurgia, fármaco, diagnóstico nem manejo isolado de fatores psicossociais na dor crônica.
- 5.Contraindicações absolutas e relativas devem ser triadas antes de qualquer prescrição, junto com a fase de irritabilidade do tecido.
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Amplitude de movimento: passiva, ativo-assistida e ativa
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Quando usar cada uma.
- 1.ADM passiva é executada inteiramente por força externa, sem contração voluntária do paciente.
- 2.ADM ativo-assistida combina contração voluntária insuficiente com auxílio externo para completar o movimento.
- 3.ADM ativa é realizada pelo próprio paciente contra a gravidade, sem resistência adicional.
- 4.A escolha entre as três depende do grau de força muscular, da fase de cicatrização e do estado neurológico do paciente.
- 5.A progressão terapêutica segue a lógica passiva, ativo-assistida, ativa e depois resistida, conforme o paciente recupera comando motor.
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Alongamento e flexibilidade
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Tipos, tempo e o que a evidência sustenta.
- 1.Flexibilidade é a capacidade de movimento livre de uma articulação; alongamento é a técnica usada para ganhá-la.
- 2.Os tipos principais são estático (passivo e ativo), dinâmico, balístico e por FNP, cada um com indicação e risco próprios.
- 3.O ganho de ADM combina mudança viscoelástica do tecido (relaxamento de tensão, fluência) e aumento da tolerância sensorial ao estiramento.
- 4.A dose clássica é de 15 a 30 segundos por repetição, 2 a 4 séries, com exposição repetida por semanas para efeito duradouro.
- 5.A evidência é fraca para prevenção de lesão e DOMS, e o alongamento estático agudo pode reduzir força e potência antes do esforço.
Mobilização articular: graus e indicações
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Graus de Maitland e critérios de aplicação.
- 1.Mobilização articular trabalha o movimento acessório de articulações sinoviais, não o movimento fisiológico.
- 2.Maitland classifica a técnica em quatro graus, definidos pela posição e amplitude da oscilação dentro do arco articular.
- 3.Graus I e II tratam dor; graus III e IV tratam rigidez, avançando na resistência tecidual.
- 4.A irritabilidade do quadro, levantada na avaliação subjetiva, orienta a escolha do grau inicial.
- 5.Derrame agudo, artrite reumatoide em atividade e instabilidade articular são contraindicações ou exigem graus baixos.
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Fortalecimento: isometria, isotonia e isocinética
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Cada regime e sua indicação clínica.
- 1.Isometria: tensão sem movimento articular, indicada em fase aguda, pós-operatório imediato e derrame articular.
- 2.Isotonia: movimento contra resistência, com fases concêntrica (encurtamento) e excêntrica (alongamento sob tensão).
- 3.Excêntrico progressivo é um dos pilares do tratamento conservador de tendinopatias.
- 4.Isocinético usa velocidade constante e resistência acomodada, útil para avaliação de força e treino esportivo avançado.
- 5.A progressão clínica típica caminha da isometria para a isotonia e, quando indicado, para o isocinético.
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Exercício em cadeia cinética aberta e fechada
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Diferenças mecânicas e escolha por fase.
- 1.CCA: segmento distal livre e predomínio de força de cisalhamento.
- 2.CCF: segmento distal fixo e predomínio de compressão axial.
- 3.CCF gera mais cocontração e maior transferência funcional.
- 4.CCF protege o enxerto do LCA reduzindo a translação tibial anterior.
- 5.A escolha depende da fase de reabilitação, da carga tolerada e da estrutura a proteger.
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Treino proprioceptivo e de equilíbrio
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Progressão de superfície, base e perturbação.
- 1.Propriocepção é sensibilidade profunda; o controle postural integra os sistemas somatossensorial, vestibular e visual.
- 2.As estratégias de tornozelo, quadril e passo definem a lógica de dificuldade da progressão.
- 3.A superfície progride do solo firme até superfícies móveis, passando por espuma, disco e prancha instável.
- 4.A base de apoio progride de bipodal amplo até unipodal, e a perturbação soma dupla tarefa e retirada de referência visual.
- 5.Testes padronizados (Berg, TUG, DGI, SEBT, Romberg, Tinetti, Mini-BESTest, Fukuda) guiam indicação e reavaliação.
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Facilitação neuromuscular proprioceptiva
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Diagonais, técnicas e aplicação.
- 1.FNP usa padrões diagonais e espirais, não movimentos em plano único.
- 2.Cada membro tem duas diagonais, D1 e D2, cada uma com flexão e extensão.
- 3.Sustentar-relaxar e contrair-relaxar ganham amplitude; contrações repetidas e reversão lenta ganham força.
- 4.Estabilização rítmica treina estabilidade por contração isométrica alternada.
- 5.Uso consolidado em ortopedia, neurologia e reabilitação esportiva.
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Exercício aeróbio e condicionamento na reabilitação
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Condicionamento geral como parte do tratamento.
- 1.Exercício aeróbio usa o metabolismo oxidativo e gera adaptações cardiovasculares centrais e periféricas.
- 2.Intensidade deve ser individualizada: FC de reserva, %FC máxima ou percepção de esforço (Borg).
- 3.Métodos contínuo e intervalado se ajustam à tolerância; a modalidade varia conforme a condição clínica.
- 4.Aplicação central em descondicionamento, reabilitação cardíaca, pulmonar e no paciente idoso ou crônico.
- 5.Rastrear risco cardiovascular e sinais de TVP antes de progredir a intensidade evita complicações.
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Progressão de carga e prescrição de séries e repetições
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Como dosar e quando avançar.
- 1.Dose do exercício terapêutico envolve carga, volume, frequência, intervalo e velocidade de execução (FITT).
- 2.Sobrecarga progressiva, especificidade, individualidade biológica e reversibilidade orientam toda progressão.
- 3.DeLorme, Oxford (Zinovieff) e DAPRE são protocolos clássicos de exercício resistido progressivo.
- 4.Critérios de desempenho, como a regra das repetições extras e a técnica preservada, definem quando avançar, não o calendário.
- 5.Progredir muito rápido, ignorar dor tardia e não individualizar são os erros mais comuns na prática.
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Mobilização neural: neurodinâmica, deslizamento e tensionamento
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Mover o nervo sem irritá-lo.
- 1.Neurodinâmica estuda como o nervo desliza, tensiona e é comprimido no movimento.
- 2.Nervo sob tensão ou compressão perde fluxo intraneural e fica mecanossensível.
- 3.Teste relevante reproduz o sintoma, muda com diferenciação e difere do outro lado.
- 4.Progressão: interface, deslizamento, tensionamento suave, função.
- 5.Dose guiada pela resposta: sintoma deve sumir logo após a técnica.
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