Amplitude de movimento: passiva, ativo-assistida e ativa
Quando usar cada uma.
Cinesioterapia · 8 min de leitura no app · atualizado em 20/08/2026
Resumo em 5 pontos
- 1ADM passiva é executada inteiramente por força externa, sem contração voluntária do paciente.
- 2ADM ativo-assistida combina contração voluntária insuficiente com auxílio externo para completar o movimento.
- 3ADM ativa é realizada pelo próprio paciente contra a gravidade, sem resistência adicional.
- 4A escolha entre as três depende do grau de força muscular, da fase de cicatrização e do estado neurológico do paciente.
- 5A progressão terapêutica segue a lógica passiva, ativo-assistida, ativa e depois resistida, conforme o paciente recupera comando motor.
O que cai na prova
- Critério central: na passiva a força é totalmente externa e não há contração; na ativo-assistida o paciente contrai mas recebe ajuda para completar; na ativa o paciente vence a gravidade sozinho, sem ajuda e sem resistência extra.
- Passiva não fortalece: ela mantém mobilidade e extensibilidade, mas não gera ganho de força nem previne atrofia muscular, erro comum de interpretação.
- Critério prático de escolha: o grau de força na avaliação manual orienta a modalidade, quanto menor a força, mais a conduta se desloca para o passivo.
- Cuidado no paciente espástico: movimento passivo rápido pode disparar o reflexo de estiramento e aumentar o tônus, avaliado pela Escala de Ashworth Modificada.
- Ativa não é fortalecimento: só vira exercício resistido quando se adiciona carga, elástico com resistência ou resistência manual ao movimento.
Começo do resumo
Definições: os três tipos de amplitude de movimento
Amplitude de movimento (ADM) é o espaço percorrido por uma articulação entre suas posições extremas, dentro dos limites permitidos pela anatomia óssea, capsuloligamentar e muscular daquele segmento. Na cinesioterapia, a mesma amplitude pode ser trabalhada de três formas, e o que diferencia uma da outra é a origem da força que produz o movimento.
No movimento passivo, toda a força vem de fora: as mãos do fisioterapeuta, um aparelho de movimentação passiva contínua, a gravidade ou até o membro contralateral do próprio paciente. Não há contração muscular voluntária.
No movimento ativo-assistido, o paciente contrai o músculo e tenta produzir o movimento, mas essa força é insuficiente para completar a amplitude sozinho, e uma força externa complementa o que falta. No movimento ativo, o próprio paciente executa o movimento inteiro, vencendo apenas a gravidade, sem resistência adicional e sem ajuda externa.
O resumo completo, com quiz no fim, está no app grátis.
O que tem no resumo completo
- Definições: os três tipos de amplitude de movimento
- Amplitude de movimento passiva: quando usar
- Amplitude de movimento ativo-assistida: quando usar
- Amplitude de movimento ativa: quando usar
- Critérios de decisão e progressão clínica
- Erros comuns na prescrição