Espaço Fisioterapia

Resumo de Avaliação e Semiologia

14 tópicos de Avaliação e Semiologia, cada um resumido nos 5 pontos que mais caem em prova e concurso. É a mesma grade dos Resumos do app Espaço Fisioterapia; 3 tópicos são grátis no app, e o texto completo de cada um, com quiz no fim, está lá.

Anamnese: estrutura e perguntas que mudam a conduta

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O que perguntar, em que ordem, e o que fazer com a resposta.

  1. 1.Anamnese é a entrevista estruturada que orienta todo o exame físico que vem depois dela.
  2. 2.A ordem segue identificação, queixa principal, história da moléstia atual, antecedentes, hábitos e medicamentos.
  3. 3.A queixa principal deve ser coletada nas palavras do paciente, com pergunta aberta antes da fechada.
  4. 4.Início, localização, qualidade, fatores de piora e melhora e evolução caracterizam a história atual sem pular etapas.
  5. 5.Certas respostas, como dor noturna, perda de peso ou uso de anticoagulante, mudam a conduta antes do exame físico começar.

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Bandeiras vermelhas e critérios de encaminhamento

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Os sinais que tiram o caso das suas mãos.

  1. 1.Bandeira vermelha indica doença grave escondida atrás de uma queixa musculoesquelética.
  2. 2.A coluna concentra quatro grandes grupos: cauda equina, câncer, infecção e fratura.
  3. 3.Estruturas vasculares e viscerais também geram bandeira vermelha, como dor torácica atípica e aneurisma de aorta.
  4. 4.Emergência exige encaminhamento imediato; urgência permite encaminhamento em curto prazo com comunicação clara.
  5. 5.Documentar o achado e a decisão protege o paciente e o fisioterapeuta.

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Inspeção, postura e palpação

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O que dá pra ver e sentir antes de qualquer teste.

  1. 1.Inspeção, postura e palpação vêm antes de qualquer teste especial no exame físico.
  2. 2.Inspeção geral começa quando o paciente entra na sala; a específica é dirigida e sempre bilateral.
  3. 3.Postura estática se avalia em três vistas usando marcos ósseos e linha de prumo, sem virar diagnóstico sozinha.
  4. 4.Palpação segue do superficial ao profundo e da área sem dor para a dolorida.
  5. 5.Achado isolado não fecha diagnóstico: sempre correlacionar com a queixa e a anamnese.

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Goniometria: princípios, técnica e erros comuns

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Medir amplitude de forma reprodutível.

  1. 1.Goniometria mede ADM usando eixo, braço fixo e braço móvel a partir da posição zero.
  2. 2.O tamanho e o tipo de goniômetro devem ser adequados à articulação avaliada.
  3. 3.Palpação correta dos marcos ósseos e estabilização proximal sustentam a técnica reprodutível.
  4. 4.Erro de eixo, erro de paralaxe e falta de padronização são as causas mais comuns de medida inválida.
  5. 5.Confiabilidade intraexaminador tende a superar a interexaminador; na coluna, outros métodos complementam o goniômetro.

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Força muscular: graduação MRC e dinamometria

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Do teste manual ao número: quando cada um serve.

  1. 1.MRC gradua força de 0 (sem contração) a 5 (força normal), sem precisar de equipamento.
  2. 2.Grau 3, vencer a gravidade sem resistência, é o divisor clínico mais importante da escala.
  3. 3.Break test sustenta a amplitude final e testa a quebra; make test resiste sem mobilizar, útil na dor aguda.
  4. 4.MRC tem efeito teto nos graus 4 e 5 e depende da força do examinador, o que limita a sensibilidade.
  5. 5.Dinamômetro manual, isocinético e handgrip cobrem, respectivamente, precisão clínica, padrão-ouro esportivo e rastreio funcional.

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Testes especiais: sensibilidade, especificidade e razão de verossimilhança

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Como interpretar um teste positivo sem se enganar.

  1. 1.Sensibilidade identifica corretamente quem tem a condição; especificidade identifica corretamente quem não tem.
  2. 2.SnNOUT exclui e SpPIN confirma, mas só quando os valores são bem altos.
  3. 3.Valor preditivo positivo e negativo dependem da prevalência; sensibilidade e especificidade não.
  4. 4.Razão de verossimilhança une sensibilidade e especificidade e se aplica direto à probabilidade pré-teste.
  5. 5.Nenhum teste especial fecha diagnóstico sozinho: o resultado se soma ao raciocínio clínico.

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Avaliação da dor: EVA, McGill e dor neuropática

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Instrumentos e o que cada um captura.

  1. 1.EVA e NPRS medem só a intensidade da dor, de forma rápida e unidimensional.
  2. 2.McGill capta dimensões sensorial, afetiva e avaliativa por meio de descritores verbais.
  3. 3.Dor neuropática decorre de lesão ou doença do sistema somatossensorial.
  4. 4.DN4 e ferramentas afins rastreiam componente neuropático, mas não substituem o diagnóstico clínico.
  5. 5.A escolha do instrumento depende do objetivo: monitorar evolução, caracterizar a dor ou identificar o mecanismo.

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Exame neurológico: dermátomos, miótomos e reflexos

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Localizar a lesão no sistema nervoso pelo exame.

  1. 1.Dermátomo, miótomo e reflexo juntos localizam o nível da lesão no neuroeixo.
  2. 2.Miótomo testa um movimento-chave, pois cada músculo geralmente recebe duas raízes.
  3. 3.Reflexo tendinoso depende de um arco monossináptico Ia entre fuso muscular e neurônio motor alfa.
  4. 4.Padrão radicular converge dermátomo, miótomo e reflexo no mesmo nível; nervo periférico e plexo atravessam níveis.
  5. 5.Hiper-reflexia com Babinski indica NMS; hiporreflexia com atrofia e fasciculação indica NMI.

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Escalas e medidas funcionais

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Qual escala usar em cada caso e como interpretar mudança.

  1. 1.Escalas se classificam pela CIF (estrutura/função, atividade, participação) e pelo modo de aplicação (autorrelato, desempenho, graduação clínica).
  2. 2.A escolha da escala depende da população: Berg para equilíbrio, mRS para AVC, EDSS para esclerose múltipla, SCIM para lesão medular, GMFM-88 para paralisia cerebral.
  3. 3.FSS mede fadiga, RASS mede sedação e agitação em UTI, Borg CR10 mede esforço percebido, Ashworth Modificada mede espasticidade.
  4. 4.Confiabilidade, validade e responsividade sustentam o uso clínico de uma escala; sensibilidade e especificidade pertencem aos testes diagnósticos, não às escalas de desfecho.
  5. 5.Mudança clinicamente relevante precisa superar a MDC (erro de medida) e atingir a MCID (importância percebida pelo paciente).

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Raciocínio clínico: da queixa à hipótese diagnóstica

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O processo que conecta achados isolados a uma explicação.

  1. 1.Raciocínio clínico transforma achados isolados numa explicação coerente do quadro.
  2. 2.Hipotético-dedutivo e reconhecimento de padrões são os dois modelos centrais de geração de hipóteses.
  3. 3.Hipóteses fisioterapêuticas cobrem várias categorias: fonte dos sintomas, mecanismos de dor, fatores contribuintes, entre outras.
  4. 4.O processo é cíclico: cada novo dado reabre a hipótese de trabalho e pode confirmá-la ou refutá-la.
  5. 5.Vieses como ancoragem, confirmação e fechamento prematuro são as principais armadilhas do raciocínio clínico.

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Definição de objetivos e montagem do plano terapêutico

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Objetivos mensuráveis e escolha de conduta.

  1. 1.Objetivos traduzem o diagnóstico funcional em metas verificáveis, organizadas pela lógica da CIF.
  2. 2.Todo objetivo segue o critério SMART: específico, mensurável, atingível, relevante e temporal.
  3. 3.Objetivos de curto prazo são degraus lógicos para o objetivo de longo prazo definido para a alta.
  4. 4.A conduta é escolhida pela tríade evidência científica, experiência clínica e preferência do paciente.
  5. 5.Dosagem (FITT-VP) e critério de reavaliação devem ser definidos junto com o objetivo, não depois.

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Documentação: SOAP, evolução e prontuário

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Registrar de forma clínica e legalmente defensável.

  1. 1.Documentação é parte do ato clínico, com valor legal e comunicacional, não burocracia.
  2. 2.SOAP organiza toda evolução em Subjetivo, Objetivo, Avaliação e Plano.
  3. 3.Avaliação inicial é extensa, evolução é enxuta, e a nota de alta resume o processo inteiro.
  4. 4.COFFITO 414/2012 exige registro obrigatório em prontuário e guarda mínima de cinco anos.
  5. 5.Registro claro, contemporâneo, sem rasura e assinado sustenta a defesa legal do fisioterapeuta.

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CIF: estrutura, qualificadores e uso na fisioterapia

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Funções, estruturas, atividade, participação e contexto, com qualificadores e aplicação clínica.

  1. 1.A CIF (OMS, 2001) descreve funcionalidade pelo modelo biopsicossocial e complementa a CID.
  2. 2.Parte 1 traz funções, estruturas, atividades e participação. Parte 2 traz fatores ambientais e pessoais.
  3. 3.Códigos usam b, s, d e e, e o qualificador após o ponto indica a gravidade de 0 a 4.
  4. 4.Em atividades e participação, desempenho é o ambiente real e capacidade é o ambiente padrão.
  5. 5.Na fisioterapia, a CIF organiza avaliação e objetivos nos níveis de função, atividade e participação.

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Exames complementares: imagem e laboratório na fisioterapia

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Ler o laudo sem ser radiologista.

  1. 1.Leia primeiro a conclusão do laudo e confira lado e data.
  2. 2.RX e TC mostram osso. RM e US mostram partes moles.
  3. 3.Na RM, líquido e edema aparecem em hipersinal no T2.
  4. 4.Achado degenerativo não é diagnóstico nem justifica rotular o paciente.
  5. 5.No laboratório, priorize segurança: hemograma, INR, CK, glicemia e gasometria.

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Resumo de Avaliação e Semiologia para prova e concurso