Resumo de Saúde Coletiva e SUS
15 tópicos de Saúde Coletiva e SUS, cada um resumido nos 5 pontos que mais caem em prova e concurso. É a mesma grade dos Resumos do app Espaço Fisioterapia; 15 tópicos são grátis no app, e o texto completo de cada um, com quiz no fim, está lá.
História da saúde pública no Brasil e a Reforma Sanitária
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De onde o SUS veio e que problema ele veio resolver.
- 1.Antes do SUS, saúde pública e medicina previdenciária eram sistemas separados e excludentes.
- 2.Só quem contribuía com a Previdência (carteira assinada) tinha direito a assistência médica pelo INAMPS.
- 3.A crise financeira da Previdência e o modelo hospitalocêntrico e privatista expuseram os limites do sistema nos anos 1970-80.
- 4.O movimento da Reforma Sanitária, com o CEBES e Sérgio Arouca, defendeu saúde como direito universal e determinado por condições de vida.
- 5.A 8ª Conferência Nacional de Saúde (1986) e a Constituição de 1988 transformaram essa proposta no SUS.
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SUS: princípios e diretrizes
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Universalidade, integralidade, equidade e como caem em prova.
- 1.Princípios doutrinários: universalidade, equidade e integralidade.
- 2.Princípios organizativos: regionalização e hierarquização, descentralização e comando único, participação da comunidade e resolutividade.
- 3.Universalidade garante acesso a todos, sem contribuição prévia ou vínculo empregatício.
- 4.Equidade prioriza quem tem mais necessidade, reduzindo desigualdades, e não deve ser confundida com igualdade formal.
- 5.Integralidade articula promoção, prevenção, tratamento e reabilitação dentro de uma rede organizada, com critério clínico.
Lei 8.080/90 e Lei 8.142/90
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As duas leis orgânicas e o que cada uma estabelece.
- 1.A Lei 8.080/90 organiza o SUS: conceito, campo de atuação, direção única e competências de cada esfera.
- 2.A Lei 8.142/90 nasceu para suprir os vetos sofridos pela Lei 8.080/90 sobre participação social e financiamento.
- 3.Direção única em cada esfera: Ministério da Saúde na União, Secretarias de Saúde nos Estados e Municípios.
- 4.A iniciativa privada participa do SUS só de forma complementar, com preferência para entidades filantrópicas e sem fins lucrativos.
- 5.O repasse fundo a fundo só é automático quando o ente mantém Fundo, Conselho, plano de saúde e relatórios de gestão em dia.
Redes de Atenção à Saúde e níveis de atenção
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Como o cuidado se organiza da atenção básica à alta complexidade.
- 1.RAS integra pontos de atenção de diferentes densidades tecnológicas para garantir integralidade do cuidado.
- 2.A estrutura tem centro de comunicação (APS), pontos de atenção, sistemas de apoio, sistemas logísticos e governança.
- 3.Níveis de atenção (primária, secundária, terciária) diferem por complexidade tecnológica, não por importância clínica.
- 4.Redes temáticas prioritárias organizam linhas de cuidado específicas: Cegonha, RUE, RAPS, pessoa com deficiência e doenças crônicas.
- 5.Referência e contrarreferência, regulação e linha de cuidado são os mecanismos que sustentam a integração da rede.
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Atenção Básica, PNAB e Estratégia Saúde da Família
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A porta de entrada do sistema e como ela funciona.
- 1.Atenção Básica é a porta de entrada preferencial e ordenadora do cuidado no SUS.
- 2.PNAB define princípios, diretrizes, tipos de equipe (eSF e eAP) e território adscrito.
- 3.ESF é o modelo prioritário: equipe mínima com médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e ACS.
- 4.ACS atua por microárea e sustenta o vínculo e a longitudinalidade do cuidado.
- 5.NASF virou eMulti em 2023 e atua por apoio matricial, sem população própria adscrita.
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Vigilância em saúde e epidemiologia aplicada
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Indicadores, vigilâncias e leitura de dados em saúde.
- 1.Vigilância em saúde tem quatro eixos: epidemiológica, sanitária, ambiental e saúde do trabalhador.
- 2.Epidemiologia fornece os indicadores, incidência, prevalência, mortalidade e letalidade, que sustentam a vigilância.
- 3.Transição demográfica e epidemiológica geram tripla carga de doença e aumentam a demanda por reabilitação.
- 4.SINAN, SIM, SINASC, SIH-SUS e SIA-SUS alimentam o DATASUS e sustentam os indicadores oficiais.
- 5.Notificação compulsória cobre doenças infecciosas, violência e acidentes de trabalho, não só epidemias clássicas.
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Fisioterapia na Atenção Básica e no território
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O papel do fisioterapeuta fora do consultório.
- 1.Fisio na Atenção Básica atua sobretudo por apoio matricial às equipes de referência, sem agenda própria fechada.
- 2.NASF (2008) virou NASF-AB (PNAB 2017) e segue mudando junto com o financiamento da Atenção Básica.
- 3.Atenção Domiciliar (Melhor em Casa) tem AD1, AD2 e AD3, com EMAD e EMAP cuidando dos casos mais complexos em casa.
- 4.Ações coletivas, como grupos e Academia da Saúde, têm peso maior que o atendimento individual nessa lógica.
- 5.Intersetorialidade com CRAS, escolas e ILPI faz parte do trabalho territorial do fisioterapeuta.
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Reabilitação no SUS e Política da Pessoa com Deficiência
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A rede de cuidados e o lugar da reabilitação nela.
- 1.A reabilitação da pessoa com deficiência é organizada como rede temática dentro da lógica das RAS, não como serviço isolado.
- 2.O marco legal parte da Convenção da ONU e da Lei 13.146/2015, que trazem o conceito biopsicossocial de deficiência alinhado à CIF.
- 3.O Decreto 7.612/2011 (Viver sem Limite) e a Portaria 793/2012 instituíram a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência no SUS.
- 4.A RCPD tem quatro componentes: atenção básica, atenção especializada (CER e oficinas ortopédicas), cuidados transitórios e atenção hospitalar/urgência.
- 5.Os CER II, III e IV se diferenciam pelo número de modalidades de reabilitação oferecidas, não pela gravidade do caso.
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Humanização, acolhimento e classificação de risco
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PNH na prática e o que isso muda no atendimento.
- 1.PNH é política transversal do SUS, lançada em 2003, não um programa isolado.
- 2.Princípios: transversalidade, inseparabilidade entre atenção e gestão, protagonismo dos sujeitos.
- 3.Acolhimento é escuta qualificada com resposta a todos, diferente de triagem seletiva.
- 4.Classificação de risco organiza a fila por gravidade, não por ordem de chegada.
- 5.Clínica ampliada, cogestão, PTS e ambiência são dispositivos que aplicam a PNH na prática.
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Atenção Domiciliar no SUS: Melhor em Casa, EMAD e EMAP
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Quem é elegível, quais são as modalidades e quem compõe as equipes.
- 1.Elegibilidade combina condição clínica e restrição ao leito ou ao lar (ou vulnerabilidade que torne a AD a oferta mais oportuna).
- 2.AD1 com a Atenção Básica; AD2 e AD3 com EMAD e EMAP.
- 3.Monitorização ou enfermagem contínuas tornam o paciente inelegível.
- 4.EMAD tipo 1 e tipo 2 diferem na carga de médico e enfermagem.
- 5.Fisioterapeuta atua em EMAD, EMAP e eMulti, com foco no cuidador.
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Educação em saúde: concepções, educação popular e grupos
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Da palestra ao diálogo freiriano, e por que isso muda o resultado do cuidado.
- 1.Educação em saúde busca autonomia, não só mudança de comportamento.
- 2.Modelo tradicional: palestra, prescrição, culpabilização, foco no indivíduo.
- 3.Modelo dialógico: saberes em diálogo, realidade concreta, determinação social.
- 4.PNEPS-SUS (2013) institucionaliza a Educação Popular com seis princípios.
- 5.Grupo dialógico tende a favorecer adequação, autoeficácia, vínculo e ação coletiva.
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Doenças crônicas não transmissíveis no SUS: Plano de Enfrentamento, tabagismo e linhas de cuidado
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As quatro doenças, os quatro fatores de risco e como a rede cuida delas.
- 1.DCNT são a principal causa de morte e têm fatores de risco comuns e modificáveis.
- 2.O plano de enfrentamento mira a mortalidade prematura (30 a 69 anos).
- 3.A Atenção Primária coordena o cuidado com estratificação de risco e autocuidado apoiado.
- 4.O controle do tabaco une regulação (CQCT, ambientes livres) e tratamento na APS.
- 5.Fisioterapia atua na promoção (exercício) e na reabilitação pulmonar e cardiovascular.
Trabalho em equipe e interprofissionalidade em saúde
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Equipe agrupamento ou equipe integração, e o que muda no cuidado.
- 1.Equipe é modalidade de trabalho coletivo, não soma de profissionais no mesmo local.
- 2.Peduzzi: agrupamento (justaposição) e integração (articulação) são polos de um contínuo.
- 3.Multiprofissional diz quem está; interprofissional diz que as profissões interagem de fato.
- 4.Campo é saber compartilhado; núcleo é o específico de cada profissão.
- 5.Reunião, PTS e atendimento compartilhado favorecem integralidade e menos fragmentação.
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