Resumo de Metodologia Científica e Bioestatística
8 tópicos de Metodologia Científica e Bioestatística, cada um resumido nos 5 pontos que mais caem em prova e concurso. É a mesma grade dos Resumos do app Espaço Fisioterapia; 2 tópicos são grátis no app, e o texto completo de cada um, com quiz no fim, está lá.
Tipos de estudo e desenhos de pesquisa
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Do relato de caso ao ensaio randomizado.
- 1.Observacional descreve o que já acontece; experimental aloca e testa a intervenção.
- 2.Relato e série de casos geram hipótese, não a testam.
- 3.Transversal mede prevalência num só momento; caso-controle parte do desfecho; coorte parte da exposição.
- 4.Ensaio clínico randomizado com alocação sigilosa e cegamento é o desenho mais forte para causalidade.
- 5.Revisão sistemática e metanálise sintetizam estudos primários, sem gerar dado novo.
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Pergunta de pesquisa, PICO e busca em bases
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Como formular e onde procurar.
- 1.Pergunta de pesquisa bem formulada é o primeiro passo antes de qualquer busca de evidência.
- 2.PICO estrutura perguntas de intervenção: População, Intervenção, Comparação e Outcome.
- 3.PEO, PECO e SPIDER substituem o PICO conforme o tipo de pergunta clínica.
- 4.PubMed, PEDro, Cochrane, LILACS e Scielo são as bases centrais para fisioterapia.
- 5.Busca eficiente combina descritores controlados (MeSH/DeCS) com operadores booleanos (AND, OR, NOT).
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Ética em pesquisa com seres humanos
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CEP, TCLE e as resoluções vigentes.
- 1.Ética em pesquisa nasceu de abusos reais e se apoia em autonomia, beneficência e justiça.
- 2.No Brasil, o sistema CEP/CONEP avalia e aprova pesquisas antes da coleta de dados, via Plataforma Brasil.
- 3.A Resolução CNS 466/2012 é a norma geral de saúde, a 510/2016 cobre ciências humanas e sociais.
- 4.O TCLE formaliza o consentimento informado, e o TALE complementa quando o participante é criança ou adolescente.
- 5.Populações vulneráveis e situações de risco maior exigem cuidado redobrado, e dispensa de TCLE não dispensa aprovação do CEP.
Estatística descritiva e tipos de variáveis
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Média, mediana, dispersão e escala.
- 1.Variáveis se dividem em qualitativas (nominal, ordinal) e quantitativas (discreta, contínua).
- 2.O nível de mensuração (nominal, ordinal, intervalar, razão) define quais estatísticas podem ser calculadas.
- 3.Média, mediana e moda resumem a tendência central; a escolha depende da escala e da simetria da distribuição.
- 4.Amplitude, variância, desvio padrão e intervalo interquartil descrevem a dispersão dos dados.
- 5.Sempre reporte tendência central junto com dispersão, pareando média com DP ou mediana com IIQ.
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Testes de hipótese, valor de p e intervalo de confiança
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O que o p realmente diz — e o que não diz.
- 1.H0 assume ausência de efeito; o teste avalia se os dados são compatíveis com essa hipótese.
- 2.O valor de p não mede tamanho de efeito nem prova causalidade, só indica incompatibilidade com H0.
- 3.Alfa fixa o risco de erro tipo I; o poder do estudo depende do tamanho amostral.
- 4.O intervalo de confiança informa magnitude e precisão do efeito, mais completo que o p isolado.
- 5.Significância estatística exige checagem da relevância clínica antes de mudar a conduta.
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Medidas de efeito e diferença mínima importante
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Significância estatística × relevância clínica.
- 1.Significância estatística (valor de p) indica se o achado é improvável por acaso, não seu tamanho.
- 2.Medidas de efeito, como d de Cohen, risco relativo, odds ratio e NNT, quantificam a magnitude real da diferença.
- 3.MCID é a menor mudança que o paciente percebe como benéfica, estimada por métodos de âncora ou de distribuição.
- 4.MCID e MDC respondem perguntas diferentes: uma é sobre importância, a outra é sobre erro de medida.
- 5.Leitura crítica combina valor de p, tamanho de efeito com intervalo de confiança e MCID antes de mudar a conduta clínica.
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Leitura crítica de artigos e níveis de evidência
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Risco de viés e hierarquia da evidência.
- 1.Leitura crítica julga validade interna, validade externa e relevância antes de aplicar um achado.
- 2.A pirâmide vai de opinião de especialista a revisão sistemática com metanálise de RCTs no topo, mas descreve potencial, não garantia.
- 3.Risco de viés cobre seleção, performance, detecção, atrito e relato.
- 4.PEDro, Cochrane RoB e AMSTAR avaliam viés em RCTs e revisões; CONSORT avalia só a qualidade do relato.
- 5.GRADE classifica a certeza da evidência por desfecho, cruzando risco de viés com outros quatro domínios.
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Estrutura do projeto de pesquisa e do TCC
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Do problema ao cronograma — o que cada parte precisa ter.
- 1.Projeto e TCC compartilham o esqueleto; mudam o tempo verbal e as seções finais.
- 2.Introdução em funil, terminando no objetivo; justificativa responde por que importa.
- 3.Cada objetivo específico precisa virar um resultado, sem sobra nem falta.
- 4.Método se julga por reprodutibilidade: amostra, variáveis, procedimentos, análise e ética.
- 5.Cronograma realista, orçamento declarado, norma única nas referências, apêndice x anexo.
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