Resumo de Fisiologia do Exercício
12 tópicos de Fisiologia do Exercício, cada um resumido nos 5 pontos que mais caem em prova e concurso. É a mesma grade dos Resumos do app Espaço Fisioterapia; 3 tópicos são grátis no app, e o texto completo de cada um, com quiz no fim, está lá.
Sistemas energéticos e produção de ATP
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Fosfagênio, glicólise e oxidativo na prática.
- 1.ATP é a via final comum de energia, mas seu estoque muscular dura poucos segundos
- 2.Sistema fosfagênio: potência máxima, duração curtíssima, via da fosfocreatina e creatina quinase
- 3.Sistema glicolítico: intensidade alta, minutos, produz lactato e favorece acidose muscular
- 4.Sistema oxidativo: mitocondrial, lento para iniciar, capacidade praticamente ilimitada
- 5.Os três sistemas sempre coexistem; a intensidade e a duração do esforço definem qual predomina
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Limiares metabólicos e consumo de oxigênio
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VO₂máx, limiares e o que eles significam.
- 1.VO2máx é o teto de captação e utilização de O2 no esforço máximo, determinado por débito cardíaco e extração periférica (equação de Fick).
- 2.O platô do VO2 confirma o VO2máx real; na ausência de platô, o valor registrado é o VO2pico.
- 3.Limiares metabólicos marcam a transição em que o lactato passa a se acumular, não o início do metabolismo anaeróbio.
- 4.OBLA usa concentração fixa de lactato (4 mmol/L); MLSS é individualizado e considerado padrão-ouro, porém trabalhoso.
- 5.VO2pico e limiares têm papel diagnóstico, prognóstico e de triagem de risco na avaliação cardiorrespiratória; a tradução em zonas de treino é tema de prescrição à parte.
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Fadiga: mecanismos centrais e periféricos
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Onde a fadiga nasce e como ela se manifesta.
- 1.Fadiga é queda aguda e reversível de força/potência, diferente de dano muscular ou overtraining.
- 2.Fadiga periférica vai da junção neuromuscular ao sarcômero: excitabilidade, acoplamento excitação-contração, metabólitos e depleção de substrato.
- 3.Fadiga central é a queda da ativação voluntária, com componentes supraespinal, espinal e aferente (grupos III/IV).
- 4.O twitch interpolado diferencia central de periférico medindo incremento de força a um estímulo externo supramáximo.
- 5.O sítio predominante depende da tarefa: intensidade, duração, massa muscular, tipo de fibra e ambiente.
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Adaptações cardiovasculares ao treinamento
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O que muda no coração e nos vasos com treino.
- 1.Volume sistólico sobe, FC máxima não muda: o ganho de débito cardíaco máximo vem do volume sistólico.
- 2.Bradicardia de repouso por maior tônus vagal e menor frequência intrínseca do nó sinusal.
- 3.Coração de atleta: hipertrofia excêntrica (aeróbio) e concêntrica (força), dicotomia clássica hoje relativizada.
- 4.Vasos treinados: mais capilares, melhor função endotelial, maior complacência arterial, menor resistência periférica.
- 5.PA de repouso e duplo produto submáximo caem com o treino, com reflexo direto na reabilitação cardíaca.
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Adaptações neuromusculares e hipertrofia
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Ganho neural antes do ganho de massa.
- 1.Força e hipertrofia respondem em ritmos diferentes ao treinamento.
- 2.Adaptações neurais dominam as primeiras semanas de treino de força.
- 3.Recrutamento, rate coding e sincronização são os principais mecanismos neurais.
- 4.Tensão mecânica é o principal estímulo para a hipertrofia muscular.
- 5.Ganho de força inicial não significa recuperação estrutural do músculo.
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Destreinamento, overtraining e recuperação
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O que se perde parando e o que se perde exagerando.
- 1.Destreinamento segue padrão bifásico: perda cardiovascular rápida, depois perda estrutural mais lenta.
- 2.Capacidade aeróbia se perde mais cedo e mais rápido do que força e massa muscular.
- 3.Overreaching funcional, não funcional e síndrome do overtraining formam um continuum de duração e gravidade.
- 4.Síndrome do overtraining é diagnóstico clínico de exclusão; nenhum marcador isolado a confirma.
- 5.Pouca recuperação leva a overtraining; recuperação sem retomada do estímulo leva a destreinamento.
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Princípios do treinamento e periodização
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Sobrecarga, especificidade, reversibilidade.
- 1.Sobrecarga: o estímulo precisa superar o nível já tolerado para gerar adaptação.
- 2.Especificidade: o ganho reflete o tipo, a amplitude, a velocidade e o sistema energético do estímulo.
- 3.Reversibilidade: sem manutenção do estímulo, a adaptação regride ao longo do tempo.
- 4.Periodização organiza a sobrecarga em macro, meso e microciclos para evitar estagnação.
- 5.Nenhum modelo de periodização (linear, ondulatória, blocos) tem superioridade comprovada sobre os outros.
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Prescrição de exercício aeróbio: intensidade e monitoramento
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FC, percepção de esforço e zonas.
- 1.Intensidade é a principal variável de dose e de risco na prescrição aeróbia.
- 2.FCmáx pode ser estimada (220 - idade ou Tanaka) ou medida em teste ergométrico direto.
- 3.Karvonen (FC de reserva) é mais preciso que o percentual direto da FCmáx por considerar a FC de repouso.
- 4.Borg 6-20 e CR10 monitoram esforço subjetivo e substituem a FC quando ela não é confiável.
- 5.Combinar FC e PSE, reavaliando ao longo do programa, é a estratégia mais segura e individualizada.
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Exercício em populações especiais
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Cardiopata, diabético, gestante e idoso.
- 1.Estratificação de risco antecede toda prescrição em populações especiais.
- 2.FC nem sempre é confiável nessas populações; a Escala de Borg costuma substituí-la.
- 3.Cardiopata: contraindicações absolutas bem definidas e reabilitação organizada em fases.
- 4.Diabético: risco de hipoglicemia e atenção a neuropatia, retinopatia e nefropatia.
- 5.Gestante e idoso: mudanças fisiológicas específicas orientam posição, intensidade e modalidade.
Respostas hormonais ao exercício
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Catecolaminas, cortisol, GH e insulina durante e depois do esforço.
- 1.No exercício, hormônios mobilizadores sobem e a insulina cai.
- 2.Catecolaminas: resposta rápida, glicogenólise, lipólise e inibição da insulina.
- 3.Cortisol: resposta lenta, sobe com alta intensidade ou longa duração, gliconeogênese.
- 4.GH: lipolítico e anabólico, pico no fim do esforço, papel na hipertrofia é controverso.
- 5.Após o exercício, a sensibilidade à insulina fica aumentada por horas.
Respostas agudas ao exercício: frequência cardíaca, pressão arterial e redistribuição do fluxo
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O que muda no corpo nos primeiros minutos de esforço.
- 1.Comando central, mecanorreflexo e metaborreflexo disparam a resposta; o barorreflexo é reajustado.
- 2.DC = FC x VS; a FC sobe linearmente e o VS tende a platô em intensidade moderada.
- 3.No aeróbio sobe a PAS; no resistido sobem PAS e PAD.
- 4.Fluxo vai para o músculo ativo por vasodilatação local e simpatólise funcional.
- 5.Vísceras e rins sofrem vasoconstrição; coração e cérebro têm fluxo preservado.
Atividade física e saúde: conceitos, recomendações e benefícios
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Atividade física, exercício e aptidão não são sinônimos, e cada um tem evidência própria.
- 1.Atividade física, exercício e aptidão são conceitos distintos.
- 2.Moderada vai de 3 a menos de 6 METs, vigorosa é 6 METs ou mais.
- 3.Idosos somam treino multicomponente de equilíbrio e força 3 ou mais dias.
- 4.A dose-resposta é curvilínea: o maior ganho é sair da inatividade.
- 5.Aptidão cardiorrespiratória é forte preditor de mortalidade.
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