Próteses de membro inferior e treino de marcha
Níveis de amputação e reabilitação protética.
Órteses, Próteses e Tecnologia Assistiva · 7 min de leitura no app · atualizado em 20/08/2026
Resumo em 5 pontos
- 1O nível de amputação define alavanca residual, componentes possíveis e gasto energético da marcha.
- 2Soquete, suspensão, joelho protético e pé protético são os quatro componentes centrais da prótese.
- 3A fase pré-protética prepara o coto com enfaixamento, dessensibilização e prevenção de contratura.
- 4O treino de marcha progride das paralelas até a marcha livre, com avaliação funcional contínua.
- 5Desvios de marcha típicos indicam problema de alinhamento, componente ou fraqueza muscular específica.
O que cai na prova
- Nível mais frequente: a amputação transtibial é a mais comum e tem o melhor prognóstico funcional por preservar o joelho.
- TSB x PTB: o soquete de contato total (TSB) substituiu o clássico apoio no tendão patelar (PTB), distribuindo melhor a pressão no coto.
- Circundação e hip hiking: desvios clássicos do transfemoral, ligados à dificuldade de flexionar o joelho protético na fase de balanço.
- Sensação x dor fantasma: sensação fantasma é a percepção não dolorosa do membro ausente; dor fantasma é a queixa álgica nessa região.
- Contratura é o inimigo: flexão de quadril no transfemoral e flexão de joelho no transtibial são as posições viciosas a prevenir desde a fase pré-protética.
Começo do resumo
Níveis de amputação e repercussões funcionais
A prescrição protética começa pelo nível de amputação, que define o comprimento da alavanca residual, os componentes disponíveis e o gasto energético da marcha. Quanto mais proximal o nível, maior a perda de controle articular e maior o custo metabólico para caminhar.
- Amputações parciais do pé (transmetatarsiana, Lisfranc, Chopart): preservam parte do apoio plantar, mas alteram o rolamento do pé na fase de propulsão da marcha.
- Desarticulação de tornozelo (Syme): realizada ao nível do tálus, preserva o coxim adiposo do calcâneo para apoio distal e é mais estável que amputações logo acima do tornozelo.
- Transtibial: amputação através da tíbia e da fíbula, é o nível mais frequente e de melhor prognóstico funcional, pois preserva o joelho, articulação chave no controle da marcha.
- Desarticulação de joelho: mantém o comprimento total do fêmur e uma ampla superfície distal de apoio, com bom controle do coto dentro do soquete.
- Transfemoral: amputação através do fêmur, exige substituição protética do joelho e do tornozelo/pé, com maior demanda motora e gasto energético.
- Desarticulação de quadril e hemipelvectomia: níveis mais proximais, com prognóstico de marcha protética mais reservado e indicação frequente de cadeira de rodas como meio principal de locomoção.
O resumo completo, com quiz no fim, está no app grátis.
O que tem no resumo completo
- Níveis de amputação e repercussões funcionais
- Componentes protéticos: soquete, suspensão, joelho e pé
- Fase pré-protética: preparo do coto
- Treino de marcha: progressão e avaliação funcional
- Desvios de marcha e complicações do coto