Espaço Fisioterapia

Lesões de nervo periférico e polineuropatias

Classificação, prognóstico e reabilitação.

Neurofuncional · 7 min de leitura no app · atualizado em 20/08/2026

Resumo em 5 pontos

  1. 1Seddon (3 graus) e Sunderland (5 graus) classificam a gravidade estrutural da lesão nervosa.
  2. 2Regeneração axonal ocorre a cerca de 1 mm/dia; lesões mais proximais têm pior prognóstico.
  3. 3Polineuropatia é difusa e comprimento-dependente, diferente de mono, radiculo e plexopatia.
  4. 4Prognóstico depende de nível, mecanismo, idade, tempo até tratamento e reversibilidade da causa.
  5. 5Reabilitação vai da proteção e órtese na fase aguda ao fortalecimento sem fadiga e reeducação sensitiva.

O que cai na prova

Começo do resumo

Mecanismos de lesão e classificação anatomopatológica

O nervo periférico lesionado sofre alterações que variam conforme o mecanismo: compressão, estiramento (tração), secção completa, esmagamento ou isquemia. A gravidade estrutural da lesão é o que determina o potencial de recuperação, não a etiologia isolada.

A classificação de Seddon é a mais usada na prática clínica e divide a lesão em três graus:

  • Neuropraxia: bloqueio de condução local, geralmente por compressão. O axônio permanece íntegro, não há degeneração walleriana e a recuperação costuma ser completa em dias a poucas semanas.
  • Axoniotmese: o axônio é interrompido, mas o tecido conjuntivo de sustentação (endoneuro) permanece preservado. Ocorre degeneração walleriana distal à lesão, e a regeneração segue o trajeto original, guiada pelas bandas de Büngner formadas pelas células de Schwann.
  • Neurotmese: secção completa do nervo, incluindo as bainhas conjuntivas. Não há recuperação espontânea satisfatória; a reparação cirúrgica costuma ser necessária.

O resumo completo, com quiz no fim, está no app no Plus.

O que tem no resumo completo

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