Lesão medular: reabilitação funcional
Independência por nível de lesão.
Neurofuncional · 7 min de leitura no app · atualizado em 20/08/2026
Resumo em 5 pontos
- 1Nível neurológico, definido pelo exame ASIA e pela força MRC dos músculos-chave, define o potencial funcional esperado.
- 2C1 a C4: dependência total, com foco em tecnologia assistiva e controle ambiental.
- 3C6 traz a tenodese; C7 traz o tríceps e a transferência independente sem prancha.
- 4Paraplegia: cadeira de rodas independente em toda a faixa torácica; potencial de marcha cresce de T10 para L3 em diante.
- 5SCIM é a escala padrão de independência na lesão medular; vigilância constante para disreflexia autonômica e pele.
O que cai na prova
- Tenodese em C6: extensores radiais do punho presentes permitem preensão em tenodese, marco funcional na tetraplegia.
- Tríceps em C7: extensão de cotovelo consolida transferência independente sem prancha.
- Diafragma C3 a C5: define a dependência ventilatória em lesões cervicais altas.
- SCIM x Barthel: SCIM é a escala específica de independência na lesão medular; Barthel é genérica e não avalia respiração, sendo menos sensível também a esfíncteres.
- Disreflexia autonômica: risco relevante em lesões T6 ou acima durante manejo vesical, intestinal ou exercício.
Começo do resumo
Do nível neurológico à função: a lógica da reabilitação
O prognóstico funcional na lesão medular parte do nível neurológico, definido no exame físico por miótomos e dermátomos e pela força dos músculos-chave avaliados pela escala MRC. Considera-se um músculo-chave preservado quando atinge grau MRC igual ou maior que três, com o segmento logo acima íntegro.

Este resumo assume que a classificação completa (escala AIS, nível motor e sensitivo, síndromes medulares) já foi estudada em separado. Aqui o foco é outro: o que cada nível preservado permite fazer na prática, da cama até a rua.
A regra geral é simples: cada segmento medular a mais preservado libera um grupo muscular a mais, e cada grupo muscular a mais amplia o repertório funcional em transferência, propulsão de cadeira e marcha.
O resumo completo, com quiz no fim, está no app no Plus.
O que tem no resumo completo
- Do nível neurológico à função: a lógica da reabilitação
- Tetraplegia alta (C1 a C4): dependência e tecnologia assistiva
- Tetraplegia média e baixa (C5 a C8): a progressão no membro superior
- Paraplegia (T1 a S5): da cadeira de rodas à marcha domiciliar ou comunitária
- Estratégias práticas de reabilitação funcional
- Avaliação da independência e cuidados durante o treino funcional