Espaço Fisioterapia

Escalas em neurologia

Ashworth, Fugl-Meyer, Berg e companhia.

Neurofuncional · 7 min de leitura no app · atualizado em 20/08/2026

Resumo em 5 pontos

  1. 1Escalas medem comprometimento, atividade ou incapacidade, em níveis diferentes da CIF.
  2. 2A maioria das escalas neurológicas é ordinal, o que muda a forma de analisar e comparar escores.
  3. 3Ashworth Modificada avalia tônus pela resistência ao movimento passivo, de 0 a 4, com o grau 1+.
  4. 4Fugl-Meyer é o padrão-ouro motor pós-AVC; Berg é o padrão para equilíbrio funcional.
  5. 5AIS, EDSS e FSS são escalas de doença específica que complementam as escalas motoras gerais.

O que cai na prova

Começo do resumo

Para que servem as escalas em neurologia

Uma escala clínica transforma uma observação subjetiva (o paciente está mais fraco, mais espástico, mais instável) em um número comparável entre avaliações, entre profissionais e entre serviços. Isso é essencial em neurofuncional, onde a evolução costuma ser lenta e sutil.

É útil pensar as escalas dentro da Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF). Algumas medem estrutura e função do corpo (tônus, força, comprometimento motor), outras medem atividade (equilíbrio funcional, capacidade de realizar tarefas) e outras medem incapacidade global (grau de dependência para a vida diária). Nenhuma escala isolada cobre os três níveis.

Toda escala usada em prova ou na prática deve ser julgada por suas propriedades clinimétricas: confiabilidade (o mesmo resultado em reavaliações ou entre examinadores), validade (mede o que diz medir) e sensibilidade à mudança (captura evolução real, sem efeito teto ou piso). Esse último ponto é onde a maioria das escalas simples falha.

O resumo completo, com quiz no fim, está no app no Plus.

O que tem no resumo completo

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