Espaço Fisioterapia

Epilepsia, crises convulsivas e estado de mal epiléptico

Classificação das crises, diagnóstico e o que fazer na emergência.

Neurofuncional · 8 min de leitura no app · atualizado em 18/10/2026

Resumo em 5 pontos

  1. 1Crise é evento; epilepsia é predisposição duradoura a crises não provocadas.
  2. 2ILAE classifica o início em focal, generalizado ou desconhecido.
  3. 3Diagnóstico é clínico, com relato de testemunha; EEG normal não exclui.
  4. 4Crise convulsiva acima de 5 minutos é estado de mal epiléptico.
  5. 5Na crise: tempo, proteção, nada na boca, sem contenção, decúbito lateral.

O que cai na prova

Começo do resumo

Conceitos que a prova cobra: crise, epilepsia e crise provocada

Uma crise epiléptica é a ocorrência transitória de sinais ou sintomas causados por atividade neuronal anormal, excessiva ou síncrona no cérebro. Ela é um evento. Já a epilepsia é uma doença, definida pela predisposição duradoura do cérebro a gerar crises.

Convulsão não é sinônimo de crise epiléptica. O termo descreve crises com manifestação motora evidente, como a tônico-clônica. Muitas crises não têm nenhum componente convulsivo, como a ausência e várias crises focais.

Pela definição prática da ILAE (2014), há epilepsia quando ocorre qualquer uma destas situações:

  • pelo menos duas crises não provocadas (ou reflexas) com intervalo maior que 24 horas;
  • uma crise não provocada com probabilidade de recorrência semelhante ao risco geral após duas crises (pelo menos 60% nos próximos 10 anos), por exemplo, quando há lesão estrutural ou EEG epileptiforme;
  • diagnóstico de uma síndrome epiléptica.

O resumo completo, com quiz no fim, está no app no Plus.

O que tem no resumo completo

Epilepsia, crises convulsivas e estado de mal epiléptico em 5 pontos | Neurofuncional