Epilepsia, crises convulsivas e estado de mal epiléptico
Classificação das crises, diagnóstico e o que fazer na emergência.
Neurofuncional · 8 min de leitura no app · atualizado em 18/10/2026
Resumo em 5 pontos
- 1Crise é evento; epilepsia é predisposição duradoura a crises não provocadas.
- 2ILAE classifica o início em focal, generalizado ou desconhecido.
- 3Diagnóstico é clínico, com relato de testemunha; EEG normal não exclui.
- 4Crise convulsiva acima de 5 minutos é estado de mal epiléptico.
- 5Na crise: tempo, proteção, nada na boca, sem contenção, decúbito lateral.
O que cai na prova
- Definição ILAE 2014: epilepsia exige duas crises não provocadas com mais de 24 h de intervalo, ou uma crise não provocada com alto risco de recorrência, ou uma síndrome epiléptica.
- EME em 5 minutos: crise tônico-clônica com mais de 5 minutos já é estado de mal (t1 da ILAE 2015), e o tratamento começa ali.
- Primeiros socorros: marcar o tempo, proteger a cabeça, não conter e não colocar nada na boca; decúbito lateral depois dos abalos.
- Focal perceptiva x disperceptiva: o divisor é a consciência preservada ou comprometida, não o lado do corpo.
- Primeira linha no EME: benzodiazepínico; depois fenitoína, valproato ou levetiracetam; refratário vai para anestésico com EEG.
Começo do resumo
Conceitos que a prova cobra: crise, epilepsia e crise provocada
Uma crise epiléptica é a ocorrência transitória de sinais ou sintomas causados por atividade neuronal anormal, excessiva ou síncrona no cérebro. Ela é um evento. Já a epilepsia é uma doença, definida pela predisposição duradoura do cérebro a gerar crises.
Convulsão não é sinônimo de crise epiléptica. O termo descreve crises com manifestação motora evidente, como a tônico-clônica. Muitas crises não têm nenhum componente convulsivo, como a ausência e várias crises focais.
Pela definição prática da ILAE (2014), há epilepsia quando ocorre qualquer uma destas situações:
- pelo menos duas crises não provocadas (ou reflexas) com intervalo maior que 24 horas;
- uma crise não provocada com probabilidade de recorrência semelhante ao risco geral após duas crises (pelo menos 60% nos próximos 10 anos), por exemplo, quando há lesão estrutural ou EEG epileptiforme;
- diagnóstico de uma síndrome epiléptica.
O resumo completo, com quiz no fim, está no app no Plus.
O que tem no resumo completo
- Conceitos que a prova cobra: crise, epilepsia e crise provocada
- Classificação das crises segundo a ILAE
- Diagnóstico e diagnóstico diferencial
- Estado de mal epiléptico
- Conduta na emergência e papel do fisioterapeuta