AVC: reabilitação na fase aguda e crônica
O que fazer em cada janela temporal.
Neurofuncional · 6 min de leitura no app · atualizado em 20/08/2026
Resumo em 5 pontos
- 1Reabilitação do AVC se organiza em fase aguda, subaguda e crônica, cada uma com objetivo diferente.
- 2Fase aguda prioriza estabilização clínica, prevenção de complicações, triagem de disfagia e mobilização progressiva.
- 3Fase subaguda é a janela de maior recuperação espontânea e concentra o treino intensivo e tarefa-específico.
- 4CIMT, estimulação elétrica funcional e treino de marcha com suporte de peso são pilares da subaguda, e CIMT segue indicada na crônica se os critérios forem preenchidos.
- 5Fase crônica desloca o foco de reduzir déficit para maximizar função, participação e prevenção secundária.
O que cai na prova
- Mobilização precoce tem dose certa: iniciar cedo é benéfico, mas protocolos de alta intensidade já nas primeiras 24 horas podem piorar o desfecho funcional.
- CIMT tem critério motor mínimo: exige algum grau de extensão ativa de punho e dedos, não é indicada para qualquer hemiparesia.
- Subaguda é a janela de maior plasticidade: é onde a intensidade do treino rende mais ganho funcional.
- Fase crônica não é sinônimo de alta: o objetivo muda para função e participação, mas o potencial de ganho continua.
- Triagem de disfagia é obrigatória antes de qualquer via oral na fase aguda, pelo risco de pneumonia aspirativa.
Começo do resumo
Por que dividir a reabilitação em fases
A conduta fisioterapêutica no AVC muda conforme o tempo decorrido desde a lesão. Isso acontece porque o potencial de recuperação espontânea não é constante: ele é maior nas primeiras semanas e vai se estabilizando ao longo dos meses seguintes. Por isso a literatura organiza a reabilitação em fase aguda, fase subaguda e fase crônica, cada uma com prioridades e recursos terapêuticos próprios.
Os cortes de tempo entre essas fases não são um consenso fechado: diferentes autores e serviços usam limites ligeiramente distintos, principalmente na fronteira entre subaguda e crônica.
Na divisão mais usada na prática, a fase aguda cobre os primeiros dias de internação, a subaguda vai de cerca de uma semana até por volta de seis meses, e a crônica começa depois disso, quando a taxa de recuperação espontânea já caiu bastante.
O resumo completo, com quiz no fim, está no app no Plus.
O que tem no resumo completo
- Por que dividir a reabilitação em fases
- Fase aguda: estabilizar sem gerar dano secundário
- Fase subaguda: a janela de maior ganho funcional
- Fase crônica: de reduzir déficit a maximizar função
- Erros comuns na condução por fase