Espaço Fisioterapia

LER/DORT: fisiopatologia, quadros clínicos e estadiamento

Do sintoma intermitente à incapacidade.

Ergonomia e Saúde do Trabalhador · 8 min de leitura no app · atualizado em 18/09/2026

Resumo em 5 pontos

  1. 1LER/DORT agrupa afecções relacionadas ao trabalho, mas o diagnóstico continua sendo a entidade clínica.
  2. 2A fisiopatologia é desequilíbrio entre carga e recuperação, com sobrecarga muscular estática, degeneração tendínea, compressão nervosa e sensibilização.
  3. 3Quadros mais cobrados: manguito rotador, epicondilalgias, túnel do carpo, De Quervain, dedo em gatilho e túnel cubital.
  4. 4O estadiamento em quatro graus é descritivo e criticado como critério isolado de incapacidade.
  5. 5Conduta que não muda a exposição gera recidiva, e repouso prolongado cronifica o quadro.

O que cai na prova

Começo do resumo

LER/DORT: o que o termo nomeia e o que ele não resolve

LER/DORT não é um diagnóstico nosológico. É uma categoria que agrupa afecções do sistema musculoesquelético cuja origem, desencadeamento ou agravamento se relaciona à atividade de trabalho. No prontuário, o diagnóstico continua sendo o da entidade clínica (tendinopatia do manguito rotador, síndrome do túnel do carpo), acrescido da relação com o trabalho.

A sigla LER (lesões por esforços repetitivos) é mais antiga e carrega dois vícios: sugere que sempre existe lesão anatômica visível e que a repetição seria a única causa. DORT (distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho) é o termo preferido nos documentos oficiais brasileiros justamente por ser mais amplo e não prometer uma lesão que muitas vezes não aparece em exame nenhum.

O resumo completo, com quiz no fim, está no app no Plus.

O que tem no resumo completo

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