Queimaduras: classificação e fase aguda
Profundidade, superfície corporal e prioridades.
Dermatofuncional · 7 min de leitura no app · atualizado em 20/08/2026
Resumo em 5 pontos
- 1Profundidade classifica a queimadura em primeiro grau, segundo grau superficial, segundo grau profundo, terceiro e quarto grau.
- 2SCQ é estimada pela regra dos nove, pela palma da mão ou pela tabela de Lund-Browder, mais precisa em crianças.
- 3Zonas de Jackson descrevem coagulação, estase e hiperemia ao redor do ponto de lesão.
- 4O atendimento agudo segue ABCDE adaptado, com atenção à via aérea, à reposição volêmica e à escarotomia.
- 5Extensão, profundidade, área especial, idade e lesão por inalação definem o encaminhamento a centro de referência.
O que cai na prova
- Zonas de Jackson: coagulação é necrose já instalada, estase é tecido salvável que depende da reanimação precoce, hiperemia recupera sozinha.
- Dor não mede gravidade: área indolor costuma ser mais profunda, porque a terminação nervosa foi destruída.
- SCQ e primeiro grau: a área de primeiro grau não entra no cálculo da superfície queimada para reposição volêmica.
- Palma da mão: a palma do paciente com os dedos equivale a cerca de 1% de SCQ, útil em lesões pequenas ou espalhadas.
- Escarotomia: indicada em queimadura circunferencial de espessura total com risco de comprometer perfusão ou ventilação.
Começo do resumo
Classificação quanto à profundidade
A profundidade é o critério mais cobrado em prova sobre queimados, porque define prognóstico, indicação de enxerto e tempo de cicatrização. A nomenclatura clássica em graus convive com a classificação atual por espessura da pele atingida, e o estudante precisa reconhecer as duas.
- Primeiro grau (epidérmica): atinge só a epiderme. Pele eritematosa e dolorosa, sem bolha, com enchimento capilar preservado. Cicatriza em poucos dias sem deixar sequela. Exemplo clássico: a queimadura solar.
- Segundo grau superficial (espessura parcial superficial): compromete epiderme e derme papilar. Aparecem bolhas, o leito é rosado e úmido, e a dor é intensa porque as terminações nervosas estão preservadas. Cicatriza em cerca de duas semanas com baixo risco de cicatriz.
- Segundo grau profundo (espessura parcial profunda): avança até a derme reticular. O leito fica pálido ou vermelho fixo, a sensibilidade cai e o enchimento capilar é lento ou ausente. A cicatrização é demorada, com alto risco de cicatriz hipertrófica, e frequentemente exige enxerto.
- Terceiro grau (espessura total): destrói epiderme e toda a derme, podendo alcançar o subcutâneo. O aspecto é esbranquiçado, coriáceo ou carbonizado, e a área costuma ser indolor pela destruição das terminações nervosas. Não cicatriza espontaneamente, salvo pelas bordas, e exige enxerto.
- Quarto grau: ultrapassa o subcutâneo e atinge fáscia, músculo, tendão ou osso. É típica de queimadura elétrica de alta voltagem e de grandes carbonizações.
O resumo completo, com quiz no fim, está no app no Plus.
O que tem no resumo completo
- Classificação quanto à profundidade
- Classificação quanto ao agente causal
- Cálculo da superfície corporal queimada (SCQ)
- Fisiopatologia da fase aguda: zonas de Jackson e resposta sistêmica
- Prioridades de atendimento e critérios de gravidade
- Erros comuns e pontos de atenção