Espaço Fisioterapia

Oxigenoterapia e ventilação não invasiva

Indicações, interfaces e ajustes.

Cardiorrespiratória · 7 min de leitura no app · atualizado em 20/08/2026

Resumo em 5 pontos

  1. 1Oxigenoterapia corrige hipoxemia, não trata dispneia isolada, e hiperoxia deve ser evitada.
  2. 2Interfaces de baixo fluxo (cateter, máscara simples, máscara com reservatório) têm FiO2 variável e imprevisível.
  3. 3Máscara de Venturi e CNAF entregam FiO2 controlada; o CNAF ainda soma aquecimento, umidificação e PEEP discreto.
  4. 4VNI (CPAP/BiPAP) tem maior evidência em DPOC exacerbada com acidose e em edema agudo de pulmão cardiogênico.
  5. 5Reavaliação em 1-2 horas define sucesso ou falha da VNI, e sinais de falha não devem atrasar a intubação.

O que cai na prova

Começo do resumo

Oxigenoterapia: indicação e metas de saturação

A oxigenoterapia trata hipoxemia, não dispneia isolada. A indicação depende da saturação periférica de oxigênio (SpO2) ou da PaO2 abaixo da meta, e não apenas da sensação subjetiva de falta de ar relatada pelo paciente.

Na maioria dos pacientes agudos sem risco de retenção crônica de CO2, a meta usual fica na faixa de 94% a 98% de SpO2. Em pacientes com risco de retenção de CO2, como portadores de DPOC grave, a meta costuma ser mais conservadora, entre 88% e 92%.

O motivo da meta mais baixa no paciente retentor é discutido na literatura. A explicação clássica atribui o efeito à supressão do drive hipóxico.

A leitura atual dá mais peso ao agravamento do desequilíbrio ventilação-perfusão e ao efeito Haldane, que reduzem a capacidade de a hemoglobina carrear CO2 quando a PaO2 sobe. Vale citar essa nuance ao justificar a conduta, em vez de repetir só a explicação simplificada.

O resumo completo, com quiz no fim, está no app no Plus.

O que tem no resumo completo

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