Fisioterapia no pré e pós-operatório de cirurgia abdominal e torácica
Risco pulmonar cirúrgico e como reduzir complicações.
Cardiorrespiratória · 6 min de leitura no app · atualizado em 18/10/2026
Resumo em 5 pontos
- 1Atelectasia é a CPP mais frequente.
- 2Quanto mais perto do diafragma a incisão, maior o risco.
- 3Ressecção pulmonar exige VEF1 e DLCO previstos pós-operatórios.
- 4Pré-operatório: educar, treinar musculatura inspiratória e parar de fumar.
- 5Pós-operatório: analgesia, mobilização precoce e expansão pulmonar.
O que cai na prova
- Disfunção diafragmática: abdome superior inibe o frênico por reflexo, gerando padrão restritivo e queda da CRF.
- ARISCAT: sete variáveis (idade, SpO2, infecção recente, anemia, incisão, duração, emergência) classificam o risco.
- Sítio cirúrgico: é um dos preditores mais fortes de CPP, com risco maior em tórax e abdome superior.
- TMI pré-operatório: reduz CPP, principalmente em pacientes de alto risco.
- Incentivador: não é superior à respiração profunda e não substitui a mobilização precoce.
Começo do resumo
Por que a cirurgia abdominal e torácica ameaça o pulmão
As complicações pulmonares pós-operatórias (CPP) estão entre as principais causas de morbidade, internação prolongada e mortalidade após cirurgias não cardíacas. Abdome superior e tórax estão entre os sítios de maior risco porque agridem diretamente a bomba ventilatória.
Três mecanismos se somam e explicam quase tudo que cai em prova:
- Anestesia geral: reduz o tônus diafragmático e gera atelectasias nas regiões dependentes já nos primeiros minutos de indução.
- Disfunção diafragmática reflexa: a manipulação visceral do abdome superior inibe o nervo frênico por via reflexa. O diafragma passa a trabalhar menos e a respiração torna-se mais costal e superficial.
- Dor incisional: o paciente evita inspirar fundo e tossir, o que favorece retenção de secreção e colapso alveolar.
O resumo completo, com quiz no fim, está no app no Plus.
O que tem no resumo completo
- Por que a cirurgia abdominal e torácica ameaça o pulmão
- Fatores de risco: paciente e procedimento
- Como estratificar o risco
- Pré-operatório: reduzindo o risco antes da incisão
- Pós-operatório: atuação do fisioterapeuta
- Erros comuns e pegadinhas