Avaliação: ausculta, sinais vitais e oximetria
O exame à beira do leito.
Cardiorrespiratória · 8 min de leitura no app · atualizado em 20/08/2026
Resumo em 5 pontos
- 1Sinais vitais (FC, FR, PA e temperatura) vêm antes da ausculta e definem a urgência do exame.
- 2Inspeção, palpação e percussão direcionam onde a ausculta vai precisar de mais atenção.
- 3Ausculta pulmonar é sempre bilateral e comparativa, do ápice à base.
- 4Ausculta cardíaca segue os focos aórtico, pulmonar, Erb, tricúspide e mitral.
- 5Oximetria estima oxigenação, tem limitações técnicas e não substitui a gasometria arterial.
O que cai na prova
- Faixas de referência: FC 60 a 100 bpm, FR 12 a 20 irpm, SpO2 95 a 100%. Abaixo de 90% de SpO2 é sinal de alerta.
- Focos cardíacos: aórtico, pulmonar, Erb, tricúspide e mitral, do segundo ao quinto espaço intercostal.
- B3 e B4: B3 é fisiológica em jovens e gestantes, mas em adultos sugere sobrecarga de volume; B4 aparece com ventrículo pouco complacente.
- Oximetria tem limite: mede oxigenação, não ventilação; não substitui a gasometria arterial para avaliar CO2.
- Padrões respiratórios: Cheyne-Stokes (IC e lesão neurológica), Biot (tronco encefálico) e Kussmaul (acidose metabólica).
Começo do resumo
Sinais vitais: a primeira leitura do paciente
A avaliação cardiorrespiratória à beira do leito começa pelos sinais vitais, não pela ausculta. Eles indicam a gravidade do quadro e decidem se o exame segue com calma ou se a equipe precisa agir antes de qualquer outra manobra.
- Frequência cardíaca: palpada no pulso radial (ou carotídeo, se o radial estiver fino) por 60 segundos, registrando ritmo e amplitude além do número. Referência usual no adulto: 60 a 100 bpm.
- Frequência respiratória: contada sem que o paciente perceba, pois a atenção à própria respiração muda o padrão. Referência usual: 12 a 20 incursões por minuto, faixa que varia um pouco entre autores.
- Pressão arterial: aferida pela ausculta dos sons de Korotkoff sobre a artéria braquial, com manguito de tamanho adequado na altura do coração e desinsuflação lenta, de 2 a 3 mmHg por segundo. Os valores de corte para normalidade e pré-hipertensão diferem entre diretrizes de cardiologia, então vale seguir o protocolo do serviço.
- Temperatura: febre no paciente respiratório levanta suspeita de infecção e pede correlação com a ausculta e a evolução clínica.
O resumo completo, com quiz no fim, está no app no Plus.
O que tem no resumo completo
- Sinais vitais: a primeira leitura do paciente
- Inspeção antes de auscultar
- Ausculta pulmonar: técnica e classificação dos sons
- Ausculta cardíaca: focos e achados
- Oximetria de pulso: o que o número realmente mede
- Integrando o exame e erros comuns na prática