Braço e cotovelo
Estruturas do braço e a mecânica do cotovelo.
Anatomia · 9 min de leitura no app · atualizado em 20/08/2026
Resumo em 5 pontos
- 1O úmero (tróclea + capítulo), a ulna (incisura troclear + olécrano) e o rádio proximal (cabeça) formam o complexo articular do cotovelo: umeroulnar, umerorradial e radioulnar proximal.
- 2Compartimento anterior do braço (bíceps, braquial, coracobraquial) flexiona e é inervado principalmente pelo musculocutâneo; compartimento posterior (tríceps, ancôneo) estende e é inervado pelo radial.
- 3O nervo radial no sulco espiral do úmero e o nervo ulnar posterior ao epicôndilo medial são os dois pontos de vulnerabilidade neural mais cobrados da região.
- 4Epicondilite lateral (tenista, extensores) é mais frequente que a medial (golfista, flexopronadores); ambas são tendinopatias de sobrecarga, não processos inflamatórios agudos clássicos.
- 5Ligamento colateral ulnar resiste ao valgo (essencial em arremessadores) e ligamento colateral radial resiste ao varo; junto da congruência óssea da tróclea, garantem a estabilidade do cotovelo.
O que cai na prova
- Bancas adoram inverter a lateralidade das epicondilites: lateral = extensores = "tenista" (mais comum); medial = flexopronadores = "golfista". Outra pegadinha recorrente é o trajeto neural do cotovelo: o nervo ulnar passa posterior ao epicôndilo medial (o "osso da risada"), enquanto o nervo radial corre no sulco espiral da face posterior do úmero — por isso fratura de diáfise umeral lesa radial, e trauma no epicôndilo medial ou fratura desse epicôndilo ameaça o ulnar. A tríade óssea (dois epicôndilos + olécrano) alinhada em extensão e triangular em flexão de 90° é usada para diferenciar luxação de fratura sem exame de imagem. No ligamento colateral, cuidado com a troca clássica: colateral ulnar resiste ao valgo (crítico em arremessadores), colateral radial resiste ao varo. Bursite olecraniana costuma ser cobrada como diagnóstico diferencial de artrite: o edema é evidente, mas a amplitude passiva de flexoextensão tende a estar preservada. Por fim, o sinal de Popeye é mais comumente ligado à ruptura da cabeça longa proximal do bíceps, não à ruptura do tendão distal — que é mais rara, mas gera perda funcional maior para a supinação.
Começo do resumo
Esqueleto do braço e extremidade distal do úmero
O braço, ou segmento braquial, tem como base óssea o úmero: um osso longo cujo corpo (diáfise) é mais cilíndrico proximalmente e mais achatado na metade distal. Na face posterior da diáfise corre obliquamente o sulco do nervo radial (sulco espiral), separando as origens das cabeças lateral e medial do tríceps. Essa relação explica por que fraturas da diáfise umeral, sobretudo no terço médio-distal, são classicamente associadas a lesão do nervo radial e ao quadro de mão caída (queda do punho e dos dedos).
A extremidade distal do úmero se alarga em dois côndilos funcionais: a tróclea, medial, em forma de carretel, articulada com a incisura troclear da ulna; e o capítulo (capítulo umeral), lateral, arredondado, articulado com a cabeça do rádio. Acima delas ficam três fossas que acomodam as estruturas do antebraço nos extremos do movimento: a fossa coronóidea e a fossa radial, anteriores, recebem o processo coronoide da ulna e a cabeça do rádio na flexão máxima; a fossa olecraniana, posterior e mais profunda, recebe o olécrano na extensão completa. Lateral e medialmente às fossas projetam-se o epicôndilo lateral e o epicôndilo medial, que não participam da superfície articular, mas servem de origem comum, respectivamente, à musculatura extensora e à flexopronadora do antebraço — a principal referência para diferenciar as epicondilites.
O resumo completo, com quiz no fim, está no app no Plus.
O que tem no resumo completo
- Esqueleto do braço e extremidade distal do úmero
- Ulna, rádio proximal e a "tríade óssea" do cotovelo
- Musculatura do braço: compartimentos anterior e posterior
- Complexo articular do cotovelo e cinemática
- Estabilizadores ligamentares e afecções mais cobradas
- Avaliação clínica do braço e do cotovelo