Psicologia aplicada à fisioterapia: adesão, luto, dor crônica e relação terapêutica
O que acontece com o paciente depois do trauma e como conduzir.
Saúde Mental · 8 min de leitura no app · atualizado em 18/10/2026
Resumo em 5 pontos
- 1Trauma gera dano no tecido e ruptura biográfica: trate pelo modelo biopsicossocial.
- 2Tristeza inicial é ajustamento; ideação suicida exige encaminhamento imediato.
- 3Na dor crônica, trate o medo com educação em dor e exposição gradual.
- 4Adesão depende de cinco dimensões da OMS, não só do paciente.
- 5Linguagem e vínculo têm efeito clínico: evite nocebo e valide a dor.
O que cai na prova
- Kübler-Ross: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. As fases não são lineares nem obrigatórias.
- Medo e evitação: catastrofização leva a cinesiofobia, evitação, desuso e incapacidade, mantendo a dor.
- Bandeiras amarelas: fatores psicossociais de cronificação. Vermelhas indicam doença grave.
- Dor crônica: persiste ou recorre por mais de 3 meses. Dor não é sinônimo de lesão (IASP 2020).
- Aliança de Bordin: acordo sobre objetivos, acordo sobre tarefas e vínculo.
Começo do resumo
Depois do trauma: o paciente reage antes de se recuperar
Toda lesão, cirurgia ou diagnóstico grave produz duas coisas ao mesmo tempo. A primeira é um dano no tecido. A segunda é uma ruptura biográfica: o paciente perde função, renda, papel social, imagem corporal e, às vezes, a identidade construída em torno do corpo (o atleta, o trabalhador braçal, a mãe que cuida de todos).
Por isso a fisioterapia trabalha dentro do modelo biopsicossocial, proposto por George Engel como crítica ao modelo biomédico puro. Nele, a recuperação depende do tecido, mas também de crenças, emoções, comportamento, família, trabalho e acesso ao serviço.
Nas primeiras semanas após o evento, algumas reações são esperadas e fazem parte do ajustamento:
O resumo completo, com quiz no fim, está no app no Plus.
O que tem no resumo completo
- Depois do trauma: o paciente reage antes de se recuperar
- Luto: perder função também é perder
- Dor crônica: quando a dor deixa de informar lesão
- Adesão: por que o paciente não faz os exercícios
- Relação terapêutica: o vínculo também trata